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CRIME DE MANDO

Morte do jornalista Tobias Granja está prestes de completar 40 anos

Redação

01/03/2022 08h08 - Atualizado em 01/03/2022 08h08

Tobias Granja, no centro da mesa, participa de uma confraternização
DivulgaçãoTobias Granja, no centro da mesa, participa de uma confraternização

Em junho próximo fará 40 anos de um assassinato que chocou o Brasil e projetou Alagoas como estado sem lei, governado por políticos omissos que apoiavam a violência e até incentivavam a matança praticada por “coronéis” e outros poderosos da época. Em 15 de junho de 1982 o jornalista e advogado Tobias Granja foi morto por pistoleiros a serviço dos Calheiros.

A execução foi o ápice da história criminosa dos irmãos Cavalcante Lins que infernizaram Alagoas, afrontaram as leis e o poder público e tiveram um fim trágico depois de muitas vidas ceifadas, pessoas humilhadas e famílias enlutadas. É disso que trata o livro “Tempos de Violência”, recém lançado pela Victória Editora e um relato da barbárie praticada pelo ramo violento da família Calheiros em Alagoas.

De autoria do escritor Jaime Costa Braz, a obra romanceada faz um relato preciso dos fatos que marcaram a vida degenerada dos irmãos Ernesto, Paulo e Pedro, e outros Cavalcanti Lins, que fizeram fama de valentões usando o sobrenome Calheiros. Alguns deles nem eram parentes, mas se apresentavam como “Calheiros” em busca de notoriedade e proveito pessoal.

Na condição de oficial da PM, o autor vivenciou esse tempo de violência e conviveu com muitos dos envolvidos numa guerra sem heróis, que só acabou pela reação destemida de um militar da PM que passou para a história como Cabo Henrique. Tobias Granja foi abatido no início de sua promissora carreira de advogado criminalista justamente por defender o militar, cuja família foi massacrada por Ernesto Calheiros e seu bando.

O novo livro de Jaime Costa vai além dos fatos para responsabilizar governadores, comandantes da PM e secretários de Segurança da época, uns por omissão e outros até por incentivo ao crime e à violência. Quarenta anos depois, os “coronéis”, saíram de cena, mas os crimes de pistolagem persistem graças à impunidade que ainda reina em Alagoas.

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