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OPINIÃO

Disputa ao Senado

Redação

21/10/2021 16h04

Renan Filho durante coletiva
Agência AlagoasRenan Filho durante coletiva

Ninguém tem mais dúvida de que Renan Filho vai renunciar ao governo para disputar o Senado no pleito de 2022. Político profissional, apesar da pouca idade, o governador dificilmente trocará a chance de se eleger senador por mais nove meses de mandato.

Para disputar as eleições do próximo ano, o governador precisa deixar o cargo até 2 de abril, mas pode sair antes desde que haja um acordo com o presidente da Assembleia Legislativa e com o presidente da Câmara Federal. A aliança com o grupo de Arthur Lira é fundamental para Renan Filho, que terá Fernando Collor como seu principal adversário.

Há tempos o senador busca construir uma aliança com Arthur Lira e Marcelo Victor, cujo potencial de votos pode decidir a disputa pela única cadeira no Senado, hoje ocupada por Collor. Renan, por sua vez, continua distanciado desse grupo, apesar dos vários encontros realizados até agora, sem sinalização positiva.

Com uma administração bem avaliada pelos alagoanos e muito dinheiro em caixa para gastar em obras e serviços públicos em todo o estado, Renan Filho tem cacife para chegar lá, mas há uma pedra no caminho. A questão é quem vai substituí-lo no governo nos noves meses restantes de mandato.

Com a renúncia de Luciano Barbosa que trocou a vice governadoria pela Prefeitura de Arapiraca, o sucessor de Renan Filho será eleito pelos deputados, e o escolhido pode ser aliado ou adversário do governador. Tudo dependerá desse acordo com a Assembleia Legislativa.

Se fechar uma aliança com os deputados, Renan carimba o passaporte para o Senado, deixando Collor isolado e com poucas chances de reeleição. Mas em se tratando de Fernando Collor, nenhuma avaliação de desempenho eleitoral é definitiva.

Apesar da boa avaliação de seu governo e do cacife financeiro, Renan Filho ainda precisa de bons argumentos para anular o peso político de ser candidato ao mesmo cargo de Renan-pai. Para muitos eleitores, seria desperdício de oportunidade o estado ter dois senadores da mesma família.

Alguns assessores do governador acham que o melhor para Renan seria voltar a Brasília como deputado federal e somar esforços com o senador Renan Calheiros para ajudar Alagoas. Com vitória garantida na Câmara Federal, Renan Filho poderia compor com o Legislativo e formar uma chapa para o governo do Estado.

Mas como dizem os próprios políticos, em Alagoas tudo é possível, até boi voar. Os que hoje brigam pelo poder, amanhã estarão unidos no mesmo palanque, desde que a sobrevivência política esteja garantida.

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