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TRAGÉDIA AMBIENTAL

Mineração da Braskem pode ter causado danos em outros bairros

Petroquímica deve gastar cerca de R$ 10 bilhões com indenizações

Redação

09/10/2020 08h08 - Atualizado em 11/10/2020 08h08

Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto: vítimas da Braskem
Afrânio BastosPinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto: vítimas da Braskem

A Braskem pode ser engolida pelo buraco que ela própria cavou ao longo dos últimos 40 anos de exploração de sal-gema em Maceió. Há o temor de que a mineração tenha atingido outras aéreas além dos quatro bairros que desaparecerão para sempre da paisagem da cidade.

Somente com as indenizações de imóveis atingidos até agora, a Braskem deve gastar cerca de R$ 10 bilhões, o equivalente a mais da metade de seu valor de mercado, sem considerar nessa conta o passivo ambiental e os danos morais a milhares de famílias afetadas pela tragédia. 

Pelo menos, por enquanto, o desastre está contido nos bairros Pinheiro, Bebedouro, Mutange e Bom Parto, mas nada garante que outras áreas da cidade não venham a ser engolidas pela cratera gerada em quatro décadas de exploração mineral negligente. 

Não sem razão, moradores do Farol, Gruta de Lourdes, Pitanguinha e arredores já sofrem com a possibilidade de também serem afetados pela desagregação do subsolo.

Nada garante que estejam salvo dessa tragédia que já expulsou milhares de famílias de suas residências, pois nem mesmo a Braskem e os órgãos de fiscalização sabem a extensão do desastre, que eles chamam de subsidência. O sinal amarelo foi disparado pela Caixa Econômica ao evitar o financiamento para compra de imóveis em áreas próximas ao Pinheiro. Não há uma decisão explícita nesse sentido, mas a Caixa já faz restrições para financiar imóveis na vizinhança dos bairros condenados, por temer prejuízos à frente. 

Tratado pela empresa como falha geológica, o desastre tem a ver com o descaso das autoridades que sempre fizeram vistas grossas para os perigos de uma indústria química dentro de uma área urbana densamente povoada. 

A menos que seja encarado com a responsabilidade e a urgência que o caso requer, esse descaso ainda pode se transformar na maior tragédia ambiental dos tempos modernos.

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