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TOGA SUJA DE SANGUE

Juíza é acusada de se envolver em grupo de extermínio

Se for condenada, a pena será a aposentadoria compulsória

Redação

07/02/2020 10h10 - Atualizado em 10/02/2020 10h10

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Na próxima terça-feira o Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas julgará mais um processo contra magistrado, por improbidade administrativa. No caso, uma juíza do Sertão é acusada de se envolver em grupo de extermínio e outros malfeitos.

Se for condenada, a pena maior será a aposentadoria compulsória, com direito a vencimentos integrais.

Instaurado pela Procuradoria-geral de Justiça em março de 2017, esse processo também investigou o promotor de Justiça e o delegado de Polícia, que seriam coniventes com vários crimes praticados na região desde 2005 e acobertados pela juíza. 

Não fosse o empenho do Ministério Público Estadual e o trabalho sério do atual corregedor-geral da Justiça, desembargador Fernando Tourinho, esse processo teria morrido no nascedouro, tamanha é a influência da magistrada.

Impunidade

A execução do empresário Rodrigo Alapenha, em Delmiro Gouveia, caminha para o terceiro ano sem que a Polícia Civil aponte os responsáveis pelo bárbaro crime. Nos bastidores, diz-se que as investigações esbarraram em peixe grande e o destino do processo será o arquivamento, em mais um escandaloso caso de impunidade.

A única pista dá conta de crime passional, mas ninguém foi preso ou denunciado até agora. Genro do ex-prefeito Lula Cabeleira, Rodrigo Alapenha foi executado no dia 11 de agosto de 2017 com vários tiros de arma de grosso calibre. Com a palavra, a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual.

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