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DECADÊNCIA

Saga do setor açucareiro alagoano chega ao fim

Usineiros quebraram o Estado e ajudaram a quebrar a Previdência

Redação

16/08/2019 08h08 - Atualizado em 20/08/2019 11h11

Usinas entram em decadência
Foto: DivulgaçãoUsinas entram em decadência

Após um século de exploração predatória, a saga do setor açucareiro alagoano chega ao fim com um saldo trágico para Alagoas e seu povo. 

Primeiro faliram o Banco do Estado (Produban), depois quebraram o próprio Estado e por último ajudaram a quebrar a Previdência do país, com uma dívida atual superior a R$ 1 bilhão. 

No topo do calote bilionário está o Grupo João Lyra, com um beiço de R$ 454 milhões só com a Previdência, seguido da Utinga Leão, com R$ 172 milhões e em terceiro no ranking dos caloteiros aparece a Usina Cansanção de Sinimbu, com um débito de R$ 137 milhões. 

Já a Sumaúma, usina dos Toledo, deve à Previdência Social R$ 109 milhões, seguida da Santa Clotilde, dos Paiva, com um calote superior a R$ 103 milhões. Só para citar os maiores devedores da Previdência.

Todas elas também acumulam dívidas milionárias com o FGTS, sem falar no calote bilionário contra milhares de fornecedores, operários e plantadores de cana, que jamais receberão seus direitos. 

Nunca é demais lembrar que as usinas quebraram, mas muitos usineiros levam vida de milionários em Lisboa, Londres e Paris. Trocaram Alagoas pela Europa, deixando para trás um estado falido e boa parte de sua população na miséria. 

E mais grave: essa tragédia aconteceu com a conivência dos governantes que se aliaram aos usineiros para fazer da política um meio de vida. Como temos eleições à vista, é bom expor as ruínas deixadas por essa elite predadora ao longo dos últimos 100 anos. Leia reportagem nesta edição.

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