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Golpe da Braskem

Braskem dá sinais de que pretende encerrar suas atividades em Alagoas

Redação

05/07/2019 10h10

Braskem em Maceió
Reprodução GoogleBraskem em Maceió

Ao anunciar o fechamento das minas de sal-gema em Maceió, a Braskem dá sinais de que pretende encerrar suas atividades de mineração em Alagoas, sem informar, no entanto, o destino das plantas de cloro-soda, que está paralisada, e de PVC, que está operando com matéria-prima importada.

A empresa também joga dúvidas sobre o seu compromisso público de assumir a responsabilidade pelos estragos em três bairros de Maceió, quando diz que “sem estudos aprofundados é impossível apontar responsabilidade”.

Por fim, a Braskem alega que vai encerrar suas atividades de mineração no estado por entender que “não tem mais licença social para operar na região”. Ou seja, pela oposição social às suas operações. 

Traduzindo: ou a Braskem está blefando, com o claro interesse em chantagear governo e comunidade, ou está fazendo pouco caso de um drama social que ela própria causou e que ainda pode acabar em tragédia.

Há 40 anos, quando impôs a instalação de sua unidade química dentro de uma capital, não se preocupou com “licença social” nem com os impactos ambientais de suas atividades. Agora alega não ter apoio da sociedade para continuar operando no estado. 

Juntando alhos com bugalhos, fica claro que a ideia da petroquímica é cair fora de Alagoas sem pagar pelos estragos sociais e ambientais provocados por 40 anos de irresponsabilidade.

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