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DESGOVERNO

Catástrofe social de Alagoas iniciou com Divaldo Suruagy

Redação

28/06/2019 10h10 - Atualizado em 01/07/2019 11h11

O ex-governador Divaldo Suruagy
Foto: DivulgaçãoO ex-governador Divaldo Suruagy

Alagoas – quem diria – figura no primeiro time de estados vistos pela União como bons exemplos de gestão fiscal, ao lado de Espírito Santo e Ceará, por se esforçarem para conter o avanço dos gastos com pessoal no período de 2006 a 2018. Ponto para o ex-governador Téo Vilela e seu sucessor Renan Filho. 

Estudo do Tesouro Nacional diz que a maior parte dos recursos públicos é destinada ao pagamento de servidores ativos e inativos. Isto revela uma situação dramática: a elite do funcionalismo público - nos três níveis de governo - capturou o Estado em detrimento de milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha de pobreza. 

Segundo o estudo, em 2018 o rombo da Previdência de todos os 27 estados foi de R$ 100 bilhões, valor destinado a 2,4 milhões de servidores inativos, enquanto o resto da população recebeu investimentos de R$ 25 bilhões. 

Em Alagoas, a situação é ainda mais dramática, mesmo fazendo o dever de casa. Os últimos dados do IBGE revelam que a maioria da população vive na extrema pobreza, enquanto aumentam a concentração de renda e a favelização das cidades, com todas as mazelas sociais que isso representa. 

Com mais de 3,3 milhões de habitantes, Alagoas gasta quase toda a sua receita com 65 mil servidores públicos (nativos e inativos), sobrando pouca coisa para investimentos em prol de toda a população. 

E mais grave: o número de servidores inativos já supera o da ativa e o déficit anual do AL-Previdência já chegou a R$ 1 bilhão. Uma verdadeira tragédia social e um desafio hercúleo para qualquer governo que se pretenda sério. 

O desastre social de Alagoas tem a ver com sua impagável dívida pública de R$ 10 bilhões, fruto de vários empréstimos externos destinados à Salgema (atual Braskem) somada à emissão (ilegal) de Letras do Tesouro Estadual no Governo Suruagy, que acabou em escândalo nacional na gestão do socialista Ronaldo Lessa. 

Nunca é demais lembrar que a desgraça de Alagoas tem origem no primeiro governo de Suruagy, autor da desastrosa política clientelista que loteou o Estado entre empresários amigos, aliados políticos e outros apaniguados. É essa elite que se apropriou dos cofres públicos e luta para não largar o osso. 

Hoje, quase tudo que o estado arrecada é para pagar pessoal, nada sobrando para investimentos, causa maior da catástrofe social que afeta milhões de alagoanos. É como se o Estado existisse apenas para prover as necessidades de 65 mil servidores.

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