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Braskem acuada

Mineradora será levada a fazer acordo com as vítimas dos bairros atingidos

Redação

31/05/2019 08h08

Mineradora será levada a fazer acordo com as vítimas dos bairros atingidos
Sofia Sepreny

O desastre ambiental da Braskem em Maceió vem derrubando o preço de suas ações em bolsas de valores e gerando pressão dos investidores e incertezas no mercado.

Desde que o Serviço Geológico do Brasil responsabilizou a mineradora pelos estragos ambientais em três bairros de Maceió, as ações da petroquímica recuaram mais de 7%. Um baita prejuízo para o braço petroquímico da Odebrecht.

Outra consequência negativa para a mineradora é a interrupção da venda de seu controle acionário para a holandesa LyondellBasell, que estava na fase final das negociações. Um negócio bilionário que tiraria a Odebrecht do buraco financeiro cavado pelo esquema corruptivo flagrado durante a operação Lava Jato.

Frustrados com a demora, os investidores estão avaliando se vale a pena esperar pela venda da Braskem ou se desfazer das ações da maior petroquímica brasileira. A própria Braskem terá que pagar R$ 3,5 bilhões em multas por malfeitos revelados pela Lava Jato, sem considerar as futuras indenizações pelos estragos ambientais em Maceió.

Com muitas incertezas e poucas saídas, a empresa certamente será levada a fazer um acordo extrajudicial com as vítimas dos bairros atingidos pela mineração do sal-gema. O objetivo é evitar a judicialização da tragédia, o que pode levar anos a fios, sem uma solução.

Essa hipótese está sendo considerada pelo alagoano Nabor Bulhões, advogado da holding Odebrecht, que está em Maceió em constantes reuniões com os órgãos envolvidos na questão. É esperar para ver.

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