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MEA CULPA DA BRASKEM

Mineradora diz que está implementando soluções no bairro do Pinheiro

Redação

05/04/2019 08h08 - Atualizado em 05/04/2019 11h11

Braskem é uma ameaça a moradores
Foto: DivulgaçãoBraskem é uma ameaça a moradores

Pode ter sido distração, mas também pode ser traduzido como sinal de mea culpa a Nota à Imprensa divulgada pela Braskem na terça, 2, pouco depois de Ministério Público Estadual e Defensoria Pública do Estado anunciarem o pedido conjunto de bloqueio de R$ 6,7 bilhões dos cofres da empresa para futuro ressarcimento dos moradores dos bairros do Pinheiro, Bebedouro e Mutange. 

Depois de se afirmar surpresa com a iniciativa de MP e Defensoria, a empresa reafirma estar colaborando com as autoridades, “seu compromisso com a sociedade alagoana e com a atuação empresarial responsável, e de seguir contribuindo na identificação e implementação das soluções”.

Oras, implementar soluções somente caberia a quem, de alguma forma, seja responsável pela catástrofe que se avizinha a uma população superior a 30 mil habitantes, de onde se conclui não se tratar apenas de achismo a tese de que a exploração desenfreada do sal-gema pode sim ser a causa do afundamento do Pinheiro. 

E é bom que se frise não haver qualquer dúvida, por parte de especialistas, de que o Pinheiro está afundando. A dúvida quanto ao processo de subsidência com reflexos sobre os vizinhos Bebedouro e Mutange é se ele acontece no sentido vertical ou perpendicular, neste caso em direção aos poços desativados da Braskem. 

Dos 35 poços de extração de sal-gema da região do Pinheiro, apenas 4 estão em operação, segundo informações do Serviço Geológico do Brasil. O problema é que nem mesmo a empresa sabe a situação destes 31 poços desativados nos quais durante décadas foram despejados milhões de metros cúbicos de água mensalmente. 

A resposta deverá ser dada pelos estudos de sonar exigidos pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e contratados pela Braskem à francesa Flodim.

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