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Barra de São Miguel

Centro de Convenções é elefante branco de R$ 3 milhões

de Jorge Oliveira

15/02/2017 11h11

(Crédito: Ilustração)
(Crédito: Ilustração)

Você sabia que estão construindo um Centro de Convenções na Barra de São Miguel, entre a primeira e a segunda entrada da cidade, ao lado do condomínio Iloa? Pois é, uma cidade com esgoto a céu aberto, ruas sem pavimentação e empoeiradas, lixo acumulado nas esquinas, a internet ainda movida a carvão e com carência de luz e água diariamente, vai gastar 3 milhões de reais para construir um elefante branco.

Desse dinheiro, 400 mil reais já foram liberados pelo Ministério do Turismo, segundo o portal de transparência do Governo Federal. Mas o que se vê no local são alguns tijolos em um terreno desocupado, um barracão de obra e nenhum sinal de gente trabalhando.

Ora, essa não é a prioridade da Barra de São Miguel nesse momento de crise. Hoje, é uma cidade praticamente abandonada, fruto de uma administração caótica e inapta que não ouve os moradores para discutir as suas necessidades. Não existe uma rede hoteleira qualificada. E nem a mínima infraestrutura que justifique a construção de um Centro de Convenções na cidade. O dinheiro gasto nesse monumento ao desperdício bem que poderia ser usado na saúde e na educação para atender a população local, carente de tudo.

Esta semana, por exemplo, por dois dias não se viu um pingo de água nas torneiras. E a luz, da Eletrobras, continua um problema. Os altos e baixos da tensão elétrica têm provocado a queima constante dos aparelhos domésticos e comerciais.

O Centro de Convenções, que vai engolir tanto dinheiro, é mais uma obra inútil nesse momento, diante de tantas necessidades da população que reclama da falta de remédios e até de gazes, esparadrapo e mercúrios para o atendimento de pequenos ferimentos.  

A limpeza das ruas não é feita com frequência e as poças de água se acumulam nas valetas infectas, criando focos de mosquito da dengue, principalmente nas ruas sem calçamento, o que mostra o total descuido da administração.

Diante de toda essa carência é difícil acreditar que a cidade está construindo um Centro de Convenções que vai devorar 3 milhões de reais dos cofres públicos. Não precisa dizer que o Ministério do Turismo está jogando dinheiro no lixo numa administração incompetente e irresponsável, que não sabe distinguir o que é prioridade para a população.

Obras mirabolantes como essas - que não são planejadas - acabam virando galpão para desocupados ou depósito de quinquilharias da própria prefeitura. Acorda, gente, ainda há tempo de impedir que esse dinheiro termine no bolso dos empreiteiros gananciosos e inescrupulosos que só visam o bem-estar das suas contas bancárias.

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