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Caixa lesa servidores

Golpe bancário é disfarçado de serviços opcionais para os correntistas

da Redação

08/02/2017 15h03

(Crédito: Divulgação)
(Crédito: Divulgação)

 A Caixa Econômica Federal nega que esteja impondo “venda casada” de serviços durante o recadastramento salarial dos servidores estaduais, determinado pelo governo. O superintendente do órgão em Alagoas, Kleber Paz, diz que se isso tenha ocorrido em alguns casos, foi “falha do sistema”.

Atribuir uma ilegalidade à “falha do sistema” é velha prática usada pelos bancos – incluindo os oficiais CEF e BB - para arrancar dinheiro dos correntistas. É golpe disfarçado de “serviços opcionais” impostos em operações de empréstimo, abertura de contas, entrega de cartões, talonários e atualização cadastral.

Sempre foi assim, o cliente que recusasse essa prática irregular passava a ser discriminado pelo gerente da conta, que cumpre meta de vendas impostas pelos superiores. A diferença é que agora os correntistas dispõem das redes sociais e podem denunciar a extorsão sem risco de retaliação.

Veja o relato de um servidor que detectou a “falha do sistema” e escapou da extorsão: “Ao fazer meu recadastramento descobri que a Caixa “padronizou” as cestas de serviços. A minha é a cesta simples, e a Caixa imprimiu um contrato de “atualização” com a opção de cesta especial marcada. Questionei e me informaram que iam alterar o meu contrato para a cesta que eu já pago”.

O JORNAL EXTRA recebeu diversas denúncias de servidores que se consideram lesados pela Caixa. Pela reação de tantas vítimas, Sr. Kleber Paz, não dá mais para “empurrar” serviços bancários que o cliente não quer comprar, e depois usar a manjada “falha do sistema” como desculpa pela desonestidade. 

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