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19 de Março de 2019

Só no site :: Alagoas tem Jeito

22/10/2018 - 09:40:04

Uma das portas de entrada para o desenvolvimento

Redação
Foto: Divulgação

Em 2050, a China dominará o setor industrial, a Índia, o de serviços, e o Brasil o agronegócio, prevê Paulo Hermann, presidente da John Deere no Brasil. O sucesso do modelo do agronegócio brasileiro combina alta tecnologia, foco na exportação, mão de obra qualificada e profissional e presença mínima do Estado. Foi assim que em 5 décadas saímos de quase traço para ser a 2ª maior potência agrícola mundial e único país com capacidade de dobrar a produção (na mesma área plantada) para suprir o desafio de atender a demanda mundial por alimentos.

Na crise atual do país, o agronegócio foi o único setor que cresceu. Sinal da pujança do modelo são as mudanças radicais das cidades do interior das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.  Vigor distante de Alagoas com seu modelo de negócio travado no início do século passado, na dominante, excludente e em crise monocultura canavieira, na obtusa insistência na prática antieconômica da agricultura de sequeiro de subsistência, na pecuária de baixíssima produtividade, no fragilíssimo setor pesqueiro de subsistência, no quase traço na produção de hortigranjeiros e frutícolas e em estrutura de gestão pública inócua, por ineficaz.  O resultado não podia ser outro: importamos quase 90% de tudo que consumimos.

É urgente novo ciclo de modernização do modelo de negócio agroaçucareiro, o redesenho  da atuação nas culturas de subsistência, a organização da cadeia produtiva agropecuária com enfoque nos polos horticultura, de fruticultura tropical, de floricultura e de grãos para abastecimento local e exportação (in natura e manufaturado).  Há espaço físico, demanda e recursos para isso. Falta é decisão política e expertise para estruturar o modelo, elaborar os projetos, capturar investidores e coordenar a implantação dos polos nos moldes do agronegócio profissional. Ou seja, via iniciativa privada.

Nesta edição vamos conhecer a visão e a proposta de mudanças feita pelos economistas Elias Fragoso e Edimilson Veras, dois especialistas no setor. Um desafio e tanto, mormente quando se sabe que teríamos que partir quase do zero. Já passou da hora.

Os dois consultores têm passagens pela direção de importantes órgãos do setor agrícola local e nacional (Ancar-AL, Emater-AL, Cepa-AL, Emater-DF, Mafrial e Ministério da Agricultura, pela academia (Ufal, UFPe, Cesmac, Univ. Católica de Brasília) e iniciativa privada. Edimilson é doutor em Economia pela Unicamp e, Elias, especialista, com longa carreira na iniciativa privada.

Antes dos arautos do atraso virem com diatribes cabisbaixas de sempre, é preciso dizer: chega de desculpas esfarrapadas para esse brutal atraso que nos agrilhoa. Como na educação (mostrada na edição anterior), temos, sim, amplas condições de dar a volta por cima também no agronegócio.

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