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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 997 / 2018

10/11/2018 - 08:43:42

Abatida pela crise, Gazeta deve circular só aos domingos

Jornal também pode optar apenas pela versão online

Da Redação
Foto: Divulgação

AGazeta de Alagoas, mais antigo jornal do estado ainda em atividade, está com seus dias contados como diário, interrompendo uma rotina de 84 anos de liderança absoluta do mercado.

Assim como vários outros jornais importantes mundo afora, a velha Gazeta impressa foi abatida pelo fenômeno da internet, e possivelmente ainda este mês passará a circular só aos domingos, numa última tentativa de sobreviver aos desafios dos novos tempos.

Outra opção considerada pelos executivos da empresa é migrar de vez para a versão digital, pondo um ponto final na versão impressa. Nesse caso, a versão online deverá se fundir ao site Gazetaweb para redução de custos na produção de conteúdo. 

A notícia do fechamento do jornal mais antigo de Alagoas ainda em circulação está nas ruas, mas ainda não houve uma confirmação oficial por parte da Organização Arnon de Mello, proprietária do jornal. 

O EXTRA manteve contato com o diretor-executivo das Gazetas, Luiz Amorim, que não negou nem confirmou as informações de bastidores. Disse apenas que a direção está estudando alternativas para a crise, mas que a decisão final caberá ao senador Fernando Collor, que está em viagem oficial à Síria e a outros países do Oriente Médio. 

O jornal, que vem operando com deficit há vários anos, tem hoje em seus quadros um total de 150 trabalhadores, incluindo 45 jornalistas. Luiz Amorim também não quis falar sobre demissão de funcionários, mas garantiu que manterá o maior número possível de trabalhadores em qualquer das plataformas que o jornal passar a funcionar. 

Prestes a completar 85 anos em atividade, o jornal passou por várias turbulências, sobreviveu a todas as crises, mas sucumbiu ao novo mundo das comunicações via redes sociais. Nem mesmo os avanças proporcionados por tecnologias de última geração na impressão de jornais foram suficientes para competir com esse fenômeno da rede planetária de computadores chamada internet.

Fundada em fevereiro de 1934 pelo jornalista e empresário pernambucano Luiz Magalhães da Silveira, a Gazeta de Alagoas está sob o comando da família Collor de Mello desde 1952, quando foi adquirida pelo senador Arnon de Mello, que a transformou no jornal mais influente do estado, status que mantém até hoje, mesmo com o agravamento da crise que vem enfrentando nos últimos anos. 

A escassez de leitores e a fuga de anúncios para as novas mídias digitais somaram-se ao altíssimo custo de produção do jornal impresso, inviabilizando essa atividade como negócio empresarial. Antes da decisão final de virar um semanário, a Gazeta tentou várias alternativas para reduzir custos e se manter no mercado. 

Primeiro reduziu o tamanho do jornal para economizar papel e baixar seu alto custo de importação; depois deixou de circular aos sábados e agora deve passar a circular somente aos domingos. Até quando? Nem mesmo seus diretores têm a resposta. 

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