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21 de Outubro de 2018

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Edição nº 993 / 2018

11/10/2018 - 17:38:10

Os vitoriosos e os perdedores de Alagoas

Marcelo Bastos elabora ranking pós-eleições

José Fernando Martins [email protected]
Para Marcelo Bastos, entrada de Cabo Bebeto na ALE foi a única surpresa em Alagoas

Se acertar o nome de todos os candidatos eleitos em Alagoas fosse jogar na Mega-Sena, o analista político Marcelo Bastos teria feito a quina. Bastos acertou a composição do Senado e da Câmara dos Deputados, só errando um nome à Assembleia Legislativa (ALE). Claro que a reportagem não considerou o acerto da reeleição do governador Renan Filho (MDB), que já estava evidente. Os palpites do analista foram publicados na edição da semana passada, dois dias antes do pleito de 7 de outubro.

O erro de Marcelo Bastos foi em relação ao Cabo Bebeto (PSL), que conseguiu uma cadeira na ALE. Em vez de Bebeto, o analista apostou na eleição de outro militar: Sargento Ramalho (PPL). “Cabo Bebeto não conseguiu se eleger vereador. Desta vez, surpreendentemente, teve 31.573 votos. O que fez eu errar? Não vi a possibilidade de ele superar o vereador e candidato à Assembleia Francisco Sales e o Sargento Ramalho. Os votos de Cabo Bebeto vieram do fenômeno ‘Jair Bolsonaro’, que é do mesmo partido”, explicou. 

A ALE, a partir de janeiro de 2019, na ordem de quantidade de votos, será formada por: Jó Pereira – MDB (53.707), Ricardo Nezinho – MDB (43.961), Olavo Calheiros – MDB (40.466); Marcelo Victor - Solidariedade (39.422), Davi Davino Filho - PP (39.342), Antônio Albuquerque -PTB (38.556), Paulo Dantas – MDB (38.397), Cibele Moura - PSDB (37.824), Fátima Canuto - PRTB (37.151), Yvan Beltrão - PSD (34.403), Jairzinho Lira – PRTB (32.165), Cabo Bebeto - PSL (31.573), Gilvan Barros Filho - PSD (31.316) e Galba Novaes - MDB (30.481).

E os que conseguiram menos de 30 mil votos: Flávia Cavalcante - PRTB (29.561), Marcos Barbosa - PPS (29.079), Marcelo Beltrão - MDB (28.434), Bruno Toledo - Pros (28.431), Inácio Loiola - PDT (27.828), Leo Loureiro – PP (27.130), Angela Garrote – PP (26.845), Breno Albuquerque - PRTB (26.355), Francisco Tenório - PMN (25.432), Tarcizo Freire – PP (24.709), Dudu Ronalsa – PSDB (24.095), Davi Maia - DEM (23.748) e Silvio Camelo - PV (15.594).

Segundo análise de Bastos, Jó Pereira, a deputada estadual mais votada, apenas repetiu o feito das eleições de 2014. “Ela ficou em segundo e Rodrigo Cunha em primeiro lugar. Como Cunha disputou o Senado, Jó Pereira, que vem de uma família com nome forte na política, conseguiu manter seu eleitorado após os quatro anos”. Entre os fracassos apontados pelo analista estão os da ex-prefeita de Arapiraca Célia Rocha (PTC) e da deputada Thaise Guedes, que não conseguiu se reeleger.

“Célia Rocha, que foi deputada federal com mais de 100 mil votos, teve 16 mil. Já Thaíse Guedes foi murchando a cada mandato. Ainda mais depois daqueles escândalos de ‘laranjas’ que acabou envolvendo até a Polícia Federal. Tudo somou para essa diminuição de eleitores”, explicou. 

Quanto à Câmara Federal, o acerto de Marcelo Bastos foi de 100%. A bancada alagoana, em Brasília, será formada por: JHC - PSB (178.642), Arthur Lira - PP (143.858), Marx Beltrão - PSD (139.458), Sérgio Toledo - PR (98.201), Nivaldo Albuquerque - PTB (84.956), Isnaldo Bulhões -MDB (71.847), Severino Pessôa - PRB (70.413), Paulão - PT (60.900) e Tereza Nelma - PSDB (44.207). Um dos que tentaram entrar na Câmara dos Deputados e fracassou é Fernando James (PTC), filho do ex-presidente e senador Fernando Collor. “Isso provou que os votos de Collor não são transferíveis ao filho”, disse o analista.

Já os senadores eleitos foram Rodrigo Cunha – PSDB (895.738) e Renan Calheiros – MDB (621.562). Maurício Quintella – PR (494.027) surpreendeu e passou Benedito de Lira – PP (364.316) quase também ameaçando o velho Calheiros. “Se Quintella tivesse mais 15 dias de campanha poderia ter conquistado o segundo lugar, mas ele estava engessado. Só podia fazer campanha contra Cunha e Biu de Lira. Tinha que manter o elo com Renan Calheiros, que era seu principal rival na segunda posição. Mas Quintella é o que chamamos de perdedor vitorioso”. 

Sobre o governo do Estado, Renan Filho reeleito no primeiro turno com 1.001.053 votos. Em segundo lugar apareceu Josan Leite – PSL (143.208), seguido por Pinto de Luna - Pros (94.653). “Josan conseguiu aparecer mais uma vez pela onda Bolsonaro. Mas, esperava mais votos por parte dele. Pinto de Luna entrou no meio do jogo mal tendo tempo de fazer campanha”, avaliou. 

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