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21 de Outubro de 2018

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Edição nº 992 / 2018

06/10/2018 - 09:00:00

Eleições terminam neste domingo com palanques em escombros

Nível da disputa foi um dos mais baixos dos últimos anos

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Foto: Ilustração

Termina neste domingo a campanha eleitoral, pelo menos em Alagoas. A disputa segue no cenário presidencial, mas por aqui sobraram escombros nos palanques e pouca ação da Polícia Federal na captura dos compradores de votos.

A disputa ao Senado será mais renhida nas próximas horas. Entre os candidatos existe um acordo para evitar o desgaste com Rodrigo Cunha (PSDB), cotado para uma das vagas.

Ele é poupado dos denuncismos e benquisto até pelos eleitores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Benedito de Lira (PP) tem a campanha agora liderada pelo filho, Arthur (PP), mirando Renan Calheiros (MDB). Maurício Quintella (PR) ainda acredita existir alguma chance e agrega seus votos a Calheiros, Biu ou Cunha. É o vale-tudo na busca por votos e evitar ser banido do cenário eleitoral alagoano.

As vagas a deputado estadual e federal são disputadas com malas de dinheiro e até sistemas de cadastros digitais por alguns candidatos com os bolsos cheios. Na quarta-feira (3), o EXTRA flagrou 4 carros de candidatos parados em frente a bancos ao longo da Rua do Sol, no Centro de Maceió. Uma pessoa fazia vários saques em um caixa eletrônico. Em seguida, entrava em um carro com muitos adesivos de um candidato do litoral Sul alagoano.

Fica claro que a Polícia Federal não consegue ir atrás dos compradores de votos. Mas alguns deles estão cercados. Nesta semana, a PF atuou nas cidades de Maceió e Barra de Santo Antônio.

Na capital alagoana, cumpriu busca e apreensão em um apartamento no bairro da Pajuçara.

Na Barra, a PF identificou cadastro de eleitores. Os endereços na cidade não foram divulgados.

Cadastro de eleitores em Murici também estão sob investigação.

Mas, isso está muito longe do que acontece na prática, principalmente no litoral Norte, incluindo Barra de Santo Antônio, São Luiz do Quitunde e Matriz de Camaragibe. Nestes lugares, há uma guerra por cada voto, cada bocada, cada canto.

O serviço de inteligência da PF não identificou festas anunciadas em carros de som. Festas privadas, com DJs, bandas, bebida à vontade e ingressos antecipados. Só que quem promove a festa não tem dinheiro para bancar uma estrutura de farra atraindo tanta gente.

É porque no dia da festa estará o candidato a deputado estadual, à disposição de quem queira pedir o que quiser. E o voto não é tão caro assim não. Basta comprar uma cerveja e um churrasquinho, o desemprego, os cortes no Bolsa Família, a volta fome não permitem tantos “luxos” assim.

Cunha dribla 

associação 

a Bolsonaro

No final de semana passado, apoiadores e críticos de Jair Bolsonaro foram para a orla de Maceió protestar a favor ou contra as ideias do presidenciável.

Uma imagem circulou nas redes sociais. A de Rodrigo Cunha discursando para apoiadores de Bolsonaro, no domingo (30/09).

A carreata dele se encontrou com o final da caravana dos apoiadores de Bolsonaro.

Nas redes sociais, Rodrigo é bastante citado por seguidores do presidenciável, inclusive como segunda opção de voto.

Rodrigo parecia ignorar algo grave: a ligação dele com um candidato que defende a liberação, com critérios nebulosos, do porte de arma de fogo. E mais: incitação à violência, com crianças sendo obrigadas a simular, com os dedos das mãos, o uso de arma de fogo.

O PSDB discute fechar apoio no segundo turno a Bolsonaro, para não estar com o PT.

Rodrigo Cunha tem a campanha quase integralmente bancada pelo PSDB nacional. E se os tucanos fecharem posição por Bolsonaro (e se Rodrigo for eleito senador no próximo domingo) eis a escolha: ele vai pedir votos a quem incita a violência? Vai declarar neutralidade? Ou fará campanha contra?

Enquanto não decide (não poderá escapar de uma posição no domingo), segue como favorito na disputa. Uma das vagas ao Senado, dizem os partidos, é dele. Mas, todos acreditam que Biu de Lira, Maurício Quintella e Renan Calheiros conseguirão reverter o jogo, inclusive surpreendendo. “Senado será Rodrigo Cunha e Renan Calheiros”, diz um mais próximo de Renan; “Será Rodrigo Cunha e Biu”, diz um aliado do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), que faz campanha anti-Renan, junto a Teotonio Vilela Filho (PSDB), que pede votos a Biu. “Nem arrisco dizer nada”, explica um experiente político. 

A campanha de Biu ganha mais reforço ainda, agora de Arapiraca. O entorno do prefeito Rogério Teófilo (PSDB) - cuja mulher, Lúcia, é primeira suplente de Biu - foi chamado para cair em campo com elogios ao senador.

“Só que todos nós estamos rebatendo o tempo inteiro notícias falsas. Todos os candidatos ao Senado estão passando por isso. Não é um cenário simples”, explica um amigo de Renan Calheiros. “Todos estão contra todos. Não há mais noção”, diz outro bem próximo a Rodrigo Cunha.

Até domingo, tudo pode acontecer!

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