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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 989 / 2018

13/09/2018 - 17:35:36

Collor aposta em “virada” no 1º turno e vitória no 2º

Vereadores mostram onde existe a “poeira de ouro”

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Ao lado do senador Biu de Lira, que tenta reeleição, Fernando Collor viaja por todo o estado

O senador Fernando Collor (PTC) está com disposição de esticar a corda: levar a campanha eleitoral para o segundo turno, apesar dos apoiadores de Renan Filho (MDB) darem como certa a vitória acachapante do governador já no dia 7.

Os colloridos apostam em uma virada, vinda de Maceió. A estratégia número 1 é o vice, Kelmann Vieira (PSDB), atual presidente da Câmara.

O QG do senador acredita na ajuda dos vereadores, aliados de Kelmann, com capilaridade em rincões eleitorais da capital. O presidente da Câmara deixa o espaço aberto para os edis levarem Collor à “poeira de ouro”, expressão do então governador Silvestre Péricles, ao se referir ao povo.   

O objetivo é quebrar a tradicional resistência do eleitor de Maceió com Collor.

A outra linha da campanha está em cidades ao redor de Maceió e caminhadas constantes pelo Sertão. A compreensão: o senador tem grande popularidade nestes lugares. E isso deve gerar uma onda de entusiasmo. Daí a esperada “virada”.

“Não se tem tradição em Alagoas de um só candidato disputar o governo”, diz Collor.  “E entendi que este momento era democrático”.

O senador era aliado de Renan Filho. Tinha indicações na Secretaria de Agricultura. Rompeu, segundo explicação do governo, por querer indicar o vice de Renan Filho. Recebeu um “não” como resposta. Lançou-se ao governo. Gerou traumas. O PSDB indicou o vice de Collor, mas uma banda do partido virou as costas para o senador. Nem o candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, quis Collor junto de si.

Transformado em inimigo cordial, o PSDB cedeu tempo de TV e rádio à coligação do senador. 

“É normal a divergência [no PSDB], é natural. Aqui em Alagoas sempre tivemos posições distanciadas. Como a candidatura foi decidida em cima, era natural as divergências, compreendidas por mim”, explicou o candidato ao governo.

Fogo amigo (que queima) explicado, é no guia eleitoral que a “mão pesada” do senador atua.

O “pandeiro” da vez é o secretário da Fazenda, George Santoro, um “membro da equipe de Sérgio Cabral, que quebrou o Rio de Janeiro”. Sérgio era governador, hoje está preso; Santoro era subsecretário de Receita da Fazenda do Rio até o final de 2014. Assumiu a Secretaria da Fazenda alagoana em 2015.

Na teoria de Collor, o governo, via Santoro, apenas adiou o problema da dívida pública alagoana para o futuro. E a bomba vai estourar nos colos dos próximos governadores. “Aproveitadores que nunca pensaram na nossa gente”, diz Collor, na TV.

O dinheiro conseguido com o atual acordo que diminuiu o estoque da dívida- R$ 400 milhões/ano- poderia, segundo Collor, ser usado para gerar empregos entre os microempreendedores. Além disso, a taxação na gasolina, via Sefaz, aumenta o custo do combustível no estado.

Por isso o senador se mostra como um gestor experiente: prefeito de Maceió, governador, presidente da República.

E quer criar uma câmara setorial com o empresariado para geração de empregos e diálogo com o setor produtivo, expandir o polo digital, terminar os 5 hospitais do Governo Renan mas ainda não construídos ou incompletos e dar condições às ambulâncias do Samu rodarem atendendo os casos de urgência e emergência sem precisar de ajuda da população para funcionarem.

Fala ainda em transformar o Hospital Geral do Estado “em hospital de verdade”.

“ O governo fantasia o que não existe”, diz o candidato. E quer encerrar a renúncia fiscal ao setor atacadista - segundo ele de R$ 180 milhões - e investir o dinheiro em saúde e educação. Fala em descobrir gargalos na administração e aplicar este dinheiro em áreas sociais.

“Do que foi orçado em 2014 para investimento em saneamento básico, que tem tudo a ver com saúde, o governo deixou de liberar 80% do estimado”, explica, continuando: “Em 2015, 50% não foram aplicados. Em 2016, cerca de 30%. Isso com base no que estava previsto no orçamento do Estado. Só esse montante significa R$ 539 milhões. Remanejando esses recursos, podemos dar uma aplicação correta, mudando todo este cenário como se encontra. Ou seja, é mais eficiência nas contas públicas. Ao lado do povo, vamos mudar esta terrível realidade na qual nos encontramos. Estes números nos deixam envergonhados. Faremos um governo para mudar toda esta realidade”, afirma Collor.

“Infelizmente, Alagoas ainda detém índices negativos nas áreas da educação, segurança pública, social, entre outros. Os números estão aí e atestam isso. Precisamos dar um basta e virar essa triste página em nosso estado. Nós propomos essa mudança ao lado do povo alagoano. Precisamos de um governo que se preocupe com a população e não com os poderosos”.

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