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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 988 / 2018

08/09/2018 - 07:32:12

Podemos pede a impugnação de filho de ex-governador

Sigla diz que candidatura de Moacyr Andrade Filho não foi por decisão unânime

José Fernando Martins - [email protected]
Moacyr Andrade Filho conseguiu o ‘sim’ dos líderes partidários Ricardo Lessa, Chico Tenório e Omar Coêlho - Foto: Divulgação

O Podemos de Alagoas pediu a impugnação da candidatura do pecuarista Moacyr Andrade Filho, conhecido como Bola. Estreante nas eleições, o filho do ex-governador Moacyr Andrade disputa, pelo menos até o momento,  uma vaga na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). O pedido de impugnação foi assinado pelo presidente da sigla, o advogado Omar Coêlho, e encaminhado à Justiça Eleitoral na terça-feira, 4 de setembro.

Conforme a ação, Moacyr Filho procurou a agremiação partidária no dia 31 de agosto para fazer parte do preenchimento de vaga remanescente para o pleito proporcional de deputado estadual, salientando que seu nome não tinha sido encaminhado em ata da convenção. Então, Coêlho concordou com a indicação se todos os partidos políticos da Coligação Avança Alagoas consentissem por escrito. Sendo assim, seria necessário a coleta de assinaturas de todos os presidentes das outras siglas.

“Ocorre que este Órgão Partidário fora surpreendido com o pedido de registro de candidatura do filiado, sem que houvesse, para tanto, a concordância de todos os demais partidos políticos, mesmo diante da advertência expressa ao Senhor Moacyr Andrade Filho, a qual condição já tinha sido informada”, explicou Coêlho ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL).

A partir do que a sigla entende como ter sido “irregular e viciada” a solicitação de preenchimento de vaga, o Podemos solicita juridicamente a exclusão do filiado no rol de candidatos a deputado estadual da coligação, que conta com o PMN, PDT e o Avante. De acordo com o portal DivulgaCand, Moacyr Andrade Filho ainda aguarda julgamento de sua candidatura pela Justiça Eleitoral tendo declarado um patrimônio de R$ 857.758,61.

O documento para o pedido de candidatura ao TRE, disponível no site do órgão, mostra a assinatura do presidente do PMN, Francisco Tenório; do Podemos, Omar Coêlho; e do PDT, Ricardo Lessa. O único que não assinou a documentação foi o presidente do Avante, Givaldo Carimbão. “Coisa inusitada na política. De manhã você autoriza e a tarde quer suspender. Tenho certeza que isso não prospera. Ainda não fui citado. O juiz ainda tem que analisar o pedido do Omar Coêlho”, disse Moacyr Filho ao EXTRA.

Contou, ainda, que “Coêlho ligou a Carimbão dizendo que iria permitir sua candidatura, mas o deputado federal não concordou e ameaçou desfazer a coligação. O que me surpreendeu foi a mudança de decisão do presidente do Podemos. Na minha visão, algo aconteceu nesse meio. Para mim foi uma punhalada pelas costas”. O candidato ainda acredita que essa “perseguição” não estaria ligada a seu pai Moacyr Andrade e seu passado na política: “Ele foi um governante e deputado exemplar e de ficha limpa”.

“Montei uma chapa para deputado estadual com 28 candidatos. Quero eleger pessoas povo, gente simples. Gosto do ‘Bola’, mas não estava na conta de nossa coligação”, disse Carimbão ao EXTRA. 

Omar Coêlho se explica

O presidente do Podemos, Omar Coêlho, também deu sua versão sobre o caso. Disse que ao fechar as coligações se comprometeu em agir em conjunto e que “está apenas cumprindo sua palavra”. 

Alegou ainda que se sentiu enganado por Moacyr Andrade Filho pois este protocolou sua candidatura faltando uma assinatura, sendo que lhe tinha sido explicado as condições dos quatro partidos estarem em consenso. 

Sobre o motivo de Givaldo Carimbão estar em desacordo, Coêlho explicou: “Ele montou a coligação com o objetivo de eleger três candidatos, entre eles, o filho”. 

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