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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 988 / 2018

07/09/2018 - 15:21:03

Collor: “Escola em tempo integral de Renan Filho é uma mentira”

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Durante sabatina com empresários, Collor discorre sobre falhas da atual gestão - Foto: Divulgação

As escolas em tempo integral do Governo Renan Filho (MDB) “são uma mentira”, disse o senador Fernando Collor (PTC) esta semana, ao ser sabatinado pelo setor produtivo no auditório da Federação das Indústrias (Fiea).

Para melhorar os índices de educação, o setor produtivo cobrou uma mão de obra qualificada para as exigências do mercado de trabalho - mão de obra que deveria vir das escolas públicas

Foi aí que Collor denunciou que o modelo de escola de tempo integral do Governo Renan Filho “é uma mentira”.

“Na Escola Geraldo Melo, no Village Campestre, as crianças têm três refeições por dia: café da manhã é bolacha com suco ralo, almoço, macarrão com arroz. A escola precisava ter 50 professores, mas a maioria é monitor”.

Collor propôs aquilo que foi adotado por ele, quando era presidente da República: implantar o sistema S nas escolas. Os alunos chegavam pela manhã e saíam à tarde. Além das aulas, também aprendiam cursos ofertados pelo sistema.

O governo do Estado alega adotar este modelo: a criança tem três refeições diárias mais curso profissionalizante. 50 instituições funcionam em tempo integral.

TENDÊNCIA

Em debate com o setor produtivo alagoano, Collor procurava mostrar uma tendência diferente da adotada na campanha anterior ao Governo, em 2010: ao invés da “mão pesada” no combate ao crime ou soluções que dependessem de munhecadas verbais em Brasília, buscava impressionar o empresariado com números, detalhes de obras, conhecimentos técnicos a respeito do Canal do Sertão, críticas pontuais ao atual governo sem o tom feroz que costumava atacar (ou reagir) nas disputas eleitorais.

O senador aposta em uma campanha “tiro curto”. Mesma vantagem que ele conseguiu em 2006, enfrentando o então governador Ronaldo Lessa (PDT) na disputa por uma vaga ao Senado. Collor venceu Lessa em 28 dias.

Mas, segundo o Ibope, se as eleições fossem realizadas há duas semanas atrás, Renan Filho (MDB) estaria eleito e no primeiro turno.

Sobre o Canal?

O Canal do Sertão, segunda maior obra hídrica do país (a primeira é a transposição do rio São Francisco), começou a ser articulado quando Collor era presidente.

O primeiro contrato foi assinado em 25 de julho de 1992 (Collor foi afastado da Presidência em 2 de outubro de 1992 e não voltou mais ao poder).

O que diziam os produtores? Que as águas do Canal do Sertão precisariam ter um modelo de gestão para não serem caras demais ao chegarem ao produtor (de acordo com a Federação da Agricultura, a água do canal é cara e rica em sais, demandando um sistema sofisticado para evitar a salinização).

Collor defendeu um modelo que conjugasse a iniciativa privada e pública, mas em parceria, também, com o governo federal.

“O Canal do Sertão precisa de um modelo de gestão. Não vamos resolver nada sem um modelo de gestão. Meus sucessores, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, não deram importância ao canal. O programa de irrigação era para estar em pleno vigor”, disse.

O senador fala em 10 mil hectares disponíveis às margens do canal para irrigação e asssentamentos, em pequenas glebas, de produtores rurais.

Enquanto o governador Renan Filho (MDB) fala em matadouros regionais administrados pela iniciativa privada, mas também com dinheiro público, Collor fala em reabrir os matadouros fechados, segundo ele, pelo governo. “Isso causou mal enorme para a população de baixa renda. A carne ficou 30% mais cara no Sertão”, disse o senador, ao falar da consequência direta do fechamento dos matadouros e a elevação do preço da carne abatida.

A respeito do Programa do Leite, Collor responsabiliza o Governo Renan pelo quase fechamento do programa. Porque ele poderia adotar - o senador disse que o fará, se for eleito governador - a construção de uma câmara de compensação, com um valor viável do leite ao produtor, mas livre da variação do preço do mercado quando o produtor ficar mais desvalorizado. “Para que o produtor não fique de fora das condições e não se assustar com a variação do preço quando o leite estiver mais baixo”, explicou.

Collor falou o que os produtores gostarem de ouvir: vai baixar “a carga absurda de impostos”, implantada com o aumento de atribuições do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecoep); e ainda “ouvir mais, deixar de lado a prepotência e arrogância”, recados, por óbvio, a Renan Filho.

Propôs ainda um reestímulo para abrir as lojas grandes e pequenas, fechadas com a crise econômica, ao longo da Avenida Fernandes Lima.

Entre as empresas estão postos de gasolina. O QG de Collor identifica que os postos foram fechados porque os tributos cobrados pelo Estado inviabilizaram o valor do combustível ao consumidor.

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