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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 987 / 2018

31/08/2018 - 05:30:00

Planos de Collor e Renan Filho vão de reforma curricular a obra impossível

Odilon Rios Especial para o EXTRA
O senador e candidato a governo, Fernando Collor (PTC) - Foto: Divulgação

Apesar de Renan Filho (MDB) e Fernando Collor (PTC) serem rivais na disputa eleitoral, seus planos de Governo têm propostas comuns, algumas sob execução na atual administração estadual, outras improváveis de saírem do papel, como o Maceió de Frente Pra Lagoa, vetado por técnicos do Tesouro Nacional porque a Prefeitura de Maceió - é o entendimento deles - não tem capacidade suficiente para arcar com um empréstimo internacional e pagar as parcelas exigidas.

Renan Filho inclui entre as promessas de obras a conclusão do Eixo Cepa. Só que isso não depende mais dele. O eixo está paralisado por ordem do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Detectou-se que um trecho não permitido de Mata Atlântica foi suprimido nas obras; o Governo nega. Nada sai do lugar e a solução está em Brasília.

Collor, por sua vez, quer trilhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Avenida Fernandes Lima, saindo da Praça Centenário em direção ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Investimento bilionário em tempos de recursos federais minguados aos estados. E vai além: o VLT, que também trafegará na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), vai passar pelo bairro do Benedito Bentes em direção a Mangabeiras. Conta com a ajuda da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), estatal regida pelo senador Benedito de Lira (PP), aliado de Collor.

Pontos em comum entre os dois planos de Governo? Collor levará adiante o programa de recuperação de grotas, idealizado por Renan Filho e chancelado pela ONU; os dois prometem a construção dos aeroportos de Maragogi e Arapiraca - proposta do senador Renan Calheiros (MDB) há pelo menos uma década; Collor copiou ideia de Renan Filho: regionalizar os matadouros, para disciplinar e fiscalizar o abate de animais para consumo.

Ambos prometem uma rede de ciclovias. Renan Filho quer uma de Maceió a Barra de Santo Antônio, usando uma das faixas da AL-101 Norte, quando ela for duplicada.

Collor quer interligar todas as ciclovias, mas para lazer dos alagoanos.

Quanto ao Canal do Sertão, existem, também, semelhanças nos dois planos. Prometem o cultivo irrigado das margens do canal. São 10 mil hectares de faixa agricultável.

A execução disso é diferente.

Renan Filho abre espaço atualmente para que este cultivo envolva grandes empresas, agregando mão de obra no sertão alagoano.

Collor fala em módulos de agricultura familiar nestes 10 mil hectares.

Ambos têm a mesma informação: Alagoas depende de estados vizinhos para comprar itens da mesa, como tomate, batata, macaxeira, inhame, batata doce, cebola. E as terras agricultáveis do Canal do Sertão têm capacidade para cobrir o mercado interno e, no futuro, transformar-se em polo de exportação.

Os principais pontos destes planos Renan Filho

- Apoio em três eixos: sociedade e economia (envolve as secretarias); gestão (governo digital e inovação, transparência e controle do gasto público e gestão estratégica de pessoas) e Gestão Econômico Financeira (gestão orçamentária, sustentabilidade fiscal, investimentos e gestão de ativos).

- Fala em terceirizar 70% das atividades administrativas da Secretaria de Segurança Pública e órgãos subordinados “para poder utilizar os policiais na atividade-fim e ampliar a presença da polícia nas ruas”.

- Promete construir os aeroportos de Arapiraca e Maragogi.

- Na Cultura, o programa Aqui Tem Show (para incentivar a produção artística) e a conclusão do Marco Referencial do Turismo (encabeçado pelo senador Benedito de Lira), entre as praias de Sete Coqueiros e Ponta Verde.

- No Turismo, uma das ideias é a construção do Terminal Turístico de Passageiros no Porto de Maceió; implantar centros de convenções em Arapiraca, São Miguel dos Campos, Maragogi e Delmiro Gouveia.

- O programa substitui a palavra “privatizar” por “otimizar” os imóveis públicos “com geração de receitas e atraindo investidores para o Estado”

Fernando Collor

- Um dos pilares é usar a redução, via governo federal, de 20% dos juros da dívida bilionária de Alagoas com os cofres federais. Collor acredita que existe um arrocho fiscal desnecessário. Fala em revisar este acordo para “aquecer a economia de forma sustentável, elevando o consumo das famílias e a competitividade de nossos produtos e serviços”.

- Quer investir na preservação do patrimônio histórico, estimular a economia criativa e diminuir os entraves burocráticos ao empreendedorismo na área do turismo. Fala ainda na realização de feiras de livros nas praças, a preços populares, que incluem recitais e palestras com os autores mais uma agenda cultural mensal “de apresentação de grupos de dança, músicos, orquestras, bandas, literatura, teatro, instalações e exposições em praças públicas, com artistas locais, divulgando orientações sobre hábitos saudáveis e cidadania”.

- Na saúde, Collor também fala em ações e campanhas educativas “para evitar acidentes de trânsito”.

- Quer mexer no currículo escolar: matérias eletivas (de escolha do estudante) “que estimulem e desenvolvam o raciocínio lógico, hábitos saudáveis, empreendedorismo, inovação, e a inteligência emocional dos alunos da rede pública de Alagoas, para que sejam agentes da prosperidade em suas comunidades”.

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