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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 986 / 2018

25/08/2018 - 18:00:00

Josan Leite propõe uma administração com mais envolvimento do cidadão

Engenheiro civil e ex-líder estudantil vê em Bolsonaro melhor opção para o Brasil

Valdete Calheiros Especial para o EXTRA
Josan Leite

O EXTRA sequencia a série de entrevistas com os candidatos ao governo do Estado. Josan Leite (PSL) é nosso personagem desta edição na corrida ao cargo de governador do Estado. Ele quer conquistar os eleitores e apresentou como vice o promotor de Justiça aposentado Sérgio Simões (PSL). Nas declarações de renda apresentadas à Justiça Eleitoral, Josan Leite disse dispor de R$ 2.444.300,00 em bens e Sérgio Simões de R$ 2.756.709,25.

Em uma das mais recentes pesquisas realizadas pelo Ibope, entre os dias 13 e 15 deste mês, o candidato Josan Leite apareceu com 2% das intenções de votos dos eleitores e uma rejeição de 25%. A pesquisa foi registrada sob os números 00461/2018 (Tribunal Regional Eleitoral – TRE/AL) e 01162/2018 (Tribunal Superior Eleitoral – TSE).

EXTRA – Candidato Josan Leite, por que o senhor resolveu colocar seu nome à disposição para o governo do Estado?

Josan Leite – Nossa candidatura é a melhor opção de mudanças reais em Alagoas. Estamos planejando Alagoas pensando em longo prazo. Não se pode deixar um povo sem rumo, recebendo sempre mais impostos e menos oportunidades de trabalho. Os índices mostram que Alagoas declina, enquanto o Brasil já começa a se levantar. 

EXTRA – A candidatura do senhor tem como objetivo armar palanque, em Alagoas, para o presidenciável Jair Bolsonaro?

Josan Leite – Nosso palanque é de todas as pessoas que lutam por mudanças em nosso país. Nosso palanque é das pessoas que lutam contra a corrupção e por ética na política. Nosso palanque é de todos que lutam por renovação em nossa política. Bolsonaro representa essa luta, o palanque é dele e de todos os brasileiros que querem um rumo melhor para Alagoas e para o Brasil. 

EXTRA – Como o senhor pretende reverter a rejeição em torno da candidatura do senhor? Acredita que tem a ver com o candidato Bolsonaro?

Josan Leite – Não vejo assim. O que percebo é que ainda existe desconhecimento de nossa candidatura. O sistema político no Brasil dificulta o surgimento de pessoas novas. Este sistema foi montado pelos atuais políticos para favorecer eles mesmos. 

EXTRA – Como líder estudantil e de movimentos de combate à corrupção, como analisa a possibilidade de o Brasil ser governado por militares do Exército?

Josan Leite – Valdete, muito me orgulho de minha trajetória, onde conheci pessoas maravilhosas da esquerda e da direita. O fato de não concordar com alguns pontos nunca me afastou da discussão respeitosa. Participei, desde o movimento estudantil, de movimentos pela ética na política e contra a corrupção, como você lembrou. Continuei essa mesma luta, até os dias de hoje. Os militares têm grande credibilidade da sociedade brasileira. Vivi 28 anos na casa de meus pais. Meu pai serviu ao Exército Brasileiro e levou a disciplina para dentro de casa. Aprendi desde cedo o que era toque de alvorada e toque de recolher. Aprendi desde cedo a ter responsabilidade de proteção da família. Vou contar uma história. Em 1978, meu pai precisou passar um ano fora do país, fazendo um pós-doutorado na Itália, lembro-me como hoje, o dia em que ele ensinou minha mãe e eu, que ainda tinha 8 anos, a atirar, para que em momentos de emergência pudéssemos nos defender. Morávamos em Cruz das Almas e naquela época tinham poucas casas na região, assim, sabia o quanto era importante estar pronto, logicamente que eu seria a última opção da família, mas esta opção existia. A disciplina e a responsabilização por seus atos é um dos grandes legados que carrego de meu pai. 

EXTRA – Qual foi o critério para a escolha do vice, Sérgio Simões?

Josan Leite – Foi uma escolha do partido. Um promotor de Justiça aposentado, da região Norte de nosso Estado. 

EXTRA – O senhor tem embasamento para se candidatar, numa primeira disputa eletiva, ao cargo de chefe do Executivo?

Josan Leite – Excelente pergunta. Sou engenheiro civil, formado há duas décadas. Tenho duas especializações em administração. Já gerenciei obras de grandes portes. Tenho uma equipe técnica e profissional da mais alta competência entre os alagoanos. Tenho relacionamento com o setor produtivo em Alagoas e em outros estados da federação. Estes já são grandes diferenciais. A maioria dos políticos que conhecemos usam a política como carreira. Vejo a política como prestação de serviços sociais. O governador tem que assumir o seu papel de servidor do povo, e não o contrário. A quantidade de impostos que pagamos nos torna escravos do Estado. Isso precisa mudar.   

EXTRA – Caso seja eleito, como o senhor irá trabalhar pelo estado?

Josan Leite – O primeiro passo é a análise fina de nossa economia e de todas as atividades do governo. Vamos levantar tudo que fazemos e o quanto gastamos para cada coisa, depois otimizaremos cada serviço, focado na redução de custos e facilitação da vida do alagoano. Em administração nós vamos utilizar os índices de produtividade para análise do que precisa melhorar, assim acompanharemos nossas atividades e daremos transparência e publicidade dos dados, para que a população possa também acompanhar e fiscalizar. Utilizaremos a tecnologia a serviço do cidadão, colocando os serviços do Estado nas mãos do cidadão. Montaremos um planejamento de longo prazo pensando o Estado para ao menos 30 anos. Aprovaremos esse planejamento estratégico em nosso Legislativo, abrindo para a participação do nosso povo. Assim teremos um plano do povo e não de um governo. 

EXTRA – O senhor é engenheiro. Alagoas é um estado com infraestrutura avançada ou ainda deixa a desejar?

Josan Leite – Nos acostumamos com a qualidade mais ou menos. Nos acostumamos com os buracos de nossas estradas. Nos acostumamos com as tampas nos poços de visita, nas ruas, ou pra cima ou pra baixo, nunca nivelado com as vias, como deveria ser. Nos acostumamos em ver vias sendo quebradas logo após serem asfaltadas, mostrando total falta de planejamento. Nos acostumamos a não ter saneamento. Nos acostumamos a ter um transporte público ruim. Nos acostumamos a não ter trens ou metrôs. Nos acostumamos a “deixar pra lá”. Chega! Está na hora de exigirmos o melhor. Está na hora de realmente fazermos o que precisa ser feito: planejar a longo prazo e cumprir este planejamento. Precisamos dizer para a população, quanto tempo levaremos para ter saneamento em todas as cidades, ou quanto tempo levaremos para duplicar toda a AL-101, por exemplo. O planejamento estratégico fará isso.

EXTRA – O que mais preocupa o senhor em Alagoas? Saúde, Educação ou Segurança? E como pretende mudar o quadro que o senhor considera mais negativo?

Josan Leite – Todas as áreas que você citou preocupam. Vou responder de forma rápida. Em todos os setores precisamos valorizar os profissionais que ali atuam. Precisamos acabar com os apadrinhamentos e colocar o mérito profissional acima da influência política.  Precisamos trazer a tecnologia para dentro de todas as atividades sob o Estado, assim daremos mais agilidade nos serviços, aumentaremos a eficácia e reduziremos custos. Todos os setores serão acompanhados de seus índices de eficácia. Sou filho de professores. Durante toda minha vida vi a importância da educação na vida das pessoas. Meu pai foi uma pessoa muito pobre em sua infância e foi a educação que mudou sua vida. Lutaremos por uma educação de excelência, que coloque nossos jovens com competência no mercado de trabalho.

EXTRA – Recentemente, a União decretou estado de emergência em 38 municípios alagoanos. O sertanejo ainda sofre bastante com a estiagem. O Canal do Sertão será a redenção para essa região? Como fazer para que não só os grandes latifundiários explorem o Canal?

Josan Leite – Na região de Arapiraca, temos muitos pequenos produtores que tiram seus sustentos da terra. Não só a região de influência do Canal do Sertão precisa de atenção, mas todo setor produtivo agropecuário de nosso estado. Às vezes vejo pessoas batendo em empresários que fazem tudo que é pra fazer, pagam os extorsivos impostos de nosso estado, empregam muita gente e ainda assim são desrespeitados. Criamos uma casta de políticos que, em sua maioria, nunca deu um dia de trabalho fora da política, por isso eles desconhecem a dor de quem produz. Vamos mudar isso. 

Quem é Josan Leite 

Josan Leite Pereira Barros é engenheiro civil, com mais de 20 anos de experiência. Foi engenheiro responsável da primeira ampliação do antigo Shopping Iguatemi, atual Maceió Shopping e engenheiro da construção da atual sede da Polícia Federal, em Jaraguá. Construtor de prédios, loteamentos, casas de luxo, responsável pela recuperação estrutural de mais de 20 pontes em Alagoas, dentre elas a Divaldo Suruagy. É MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Administração de Empresas, com ênfase em Finanças, pela Universidade de Évora, Portugal. Consultor na área de Coaching e palestrante na área motivacional.

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