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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 985 / 2018

22/08/2018 - 10:05:31

PEDRO OLIVEIRA

O ridículo discurso de Carimbão

PEDRO OLIVEIRA

O deputado Givaldo Carimbão expôs todos os alagoanos ao ridículo nacional em audiência pública esta semana na Câmara Federal ao ofender de maneira deselegante e marginal o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que ali estava como convidado.

A desastrosa fala de Carimbão aconteceu ao fazer críticas sobre um evento patrocinado com dinheiro público, utilizando os benefícios da Lei Rouanet, durante reunião da Comissão de Segurança Pública e Controle do Crime Organizado, da qual faz parte.

Enquanto falava, o deputado Carimbão, que faz parte da Frente Parlamentar Católica da Câmara, fez críticas às diversas obras de arte de cunho religioso, entre elas uma que mostra um homem urinando na cabeça de Jesus e de Maria. Ele afirmou que queria ver a mãe do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, exposta “com as pernas abertas”, como é retratado nas obras. – “Eu queria que fosse com a mãe dele. Eu queria que fosse com a mãe do ministro. mijando na cabeça dela. Pegando a mãe do ministro, porque Maria é minha mãe. Maria é minha mãe. Maria é minha mãe. Eu queria pegar a mãe do ministro e colocar com as pernas abertas como está aqui nessas fotos, como pastor Eurico mostrou. Se ele gostava. Pegasse sua filha”.  – afirmou o descontrolado deputado.

A tresloucada fala de Carimbão não apenas indignou seus colegas, a imprensa e a assistência presente à audiência, mas toda a sociedade brasileira educada e respeitosa. As reações contrárias à má conduta parlamentar vieram de vários segmentos, inclusive da Igreja Católica, que Carimbão acha que é sua propriedade.

Uma resposta educada

O Ministério da Cultura, que teve o seu titular agredido pela verborragia do desequilibrado Carimbão, em nota respondeu com educação as aleivosias. A seguir alguns trechos da nota:

2) Em sua fala, o ministro tratou da posição do Ministério da Cultura em relação a exposições artísticas realizadas recentemente em Porto Alegre e São Paulo, e prestou os esclarecimentos pedidos pelos deputados;

3) Sá Leitão reforçou a posição do MinC favorável à extensão da classificação indicativa para exposições de artes visuais;

4) O ministro respondeu com serenidade a todas as perguntas e compartilhou as informações pedidas, reafirmando sua convicção de que o assunto deve ser tratado com equilíbrio e racionalidade;

5) Em determinado momento da audiência, houve colocações ofensivas dirigidas ao ministro, sem qualquer relação com o objeto ou com o tom do conjunto da audiência. Diante das repetidas ofensas, o ministro encerrou sua participação;

6) Após o incidente, o deputado Alberto Fraga, da Comissão de Segurança, ligou para o ministro Sá Leitão e pediu desculpas em nome da Comissão e dos deputados que a compõem. O deputado Thiago Peixoto, presidente da Comissão de Cultura, fez o mesmo;

7) O ministro reitera seu respeito a todos os parlamentares e ao Congresso Nacional, e seu desejo de construir um debate amplo e respeitoso, fundado no verdadeiro diálogo, que possa contribuir de fato para o fortalecimento da cultura, da democracia e do estado de direito em nosso país.

As mudanças de Toffoli 

O ministro Dias Toffoli, que assumirá a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 13 setembro, enviará ao Congresso propostas para acabar com os feriados que só existem para o Judiciário. 

Pelo menos três deles devem ser extintos: o de 11 de agosto, em comemoração ao Dia da Criação dos Cursos Jurídicos no Brasil, o de 1º de novembro, Dia de Todos os Santos, e a Quarta-Feira Santa para juízes federais, a Páscoa começa neste dia da semana e vai até domingo. 

O magistrado está dialogando com entidades de classe para um acordo em torno da medida. O fim das férias duplas para magistrados também está em estudo.

Segundo fonte ligada ao ministro (tido como petista), ele pretende “limpar sua barra diante da sociedade e afastar de vez sua vinculação ao partido do ex-presidente Lula que o fez ir para o STF”. 

Acontece que nem tudo o que quiser poderá fazer o futuro presidente, uma vez que em se tratando de um colegiado, a maioria das decisões, mesmo administrativas, depende de uma maioria. Se conseguir muito poderá ganhar o carcomido e execrado Poder das Togas.

Collor avança

A surpreendente candidatura do senador Fernando Collor ao governo de Alagoas, quando os palacianos já comemoravam vitória em WO, não apenas mudou os sintomas da eleição, mas também começou a gerar intranquilidade dentro do Palácio Zumbi dos Palmares. Bem articulado, corajoso e destemido, o candidato que surge possui um potencial explosivo de destruição do adversário, fato já comprovado em outras eleições que participou. Com elevado poder de convencimento, tem recebido em seu gabinete, em Maceió, um impressionante número de lideranças do interior com o desejo de se engajar em sua campanha, muitos inclusive que já haviam se comprometido com o govenador Renan Filho (a velha história de quando o barco começa a fazer água). Não bastasse a sua versatilidade e poderosa imagem de marketing, conta a seu favor com os meios de comunicação mais poderosos do estado, com um poder destrutivo de uma “bomba nuclear”. Tem total apoio do governo federal na construção de sua candidatura e mais, enquanto os Calheiros (pai e filho) se limitam a uma aliança com o presidiário Lula, Fernando Collor tem em mira o provável candidato vencedor para a presidência de República. 

Terceirizando a 

negligência

Não é a primeira vez, nem segunda, tampouco terceira que casos de negligência acontecem na unidade de atendimento denominada UPA, em Palmeira dos Índios. Já houve registro comprovado de ocorrência de óbito em decorrência do precário e irresponsável atendimento à população do município (caso narrado pelo odontólogo palmeirense Antônio Laurentino Belo de Almeida, que teve um membro de sua família morto e culpa o atendimento inadequado na unidade de saúde). O prefeito do município, Júlio Cezar, nunca teve uma ação efetiva com relação à administração terceirizada do setor, se limitando a cada caso emitir uma nota pífia e que nada esclarece diante da população com assistência ameaçando suas vidas. O que há de estranho nessa “parceria” que mesmo com motivos óbvios não se desfaz o contrato?

Crimes eleitorais

Em conversa com um influente integrante do Ministério Público, este me dizia que há um compromisso ético e institucional entre todos os promotores e procuradores com olhos na lisura e rigor no cumprimento da legislação com vistas ao próximo pleito. 

Desde quando ainda eram pré-candidatos, os postulantes aos cargos majoritários e proporcionais estão em permanente investigação já havendo sido apontados vários casos que estão em apuração.

Adiantava a fonte que o governador Renan Filho, por enquanto, está sendo o “campeão na pauta de investigações judiciais” em decorrência de supostos crimes eleitorais cometidos. 

Temos tido casos em que o governador ganhou, levou, mas teve que devolver o cargo (Amazonas e Tocantins). 

“A meu ver o governador Renan Filho tem cometido não apenas um, mas uma série de crimes eleitorais”, adiantava o membro do parquet estadual.

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