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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 985 / 2018

22/08/2018 - 10:03:22

Valorize seu voto

Alari Romariz Torres

Vivemos no Brasil uma crise sem precedentes! Os políticos nos últimos vinte anos acabaram com o nosso país. Em todos os recantos deste imenso rincão só se fala em desemprego, fome, inflação, violência e, principalmente, corrupção.

Precisamos pensar numa maneira de sair do atoleiro! E só há um caminho: saber votar. Escolher homens e mulheres de bem que tenham condições de administrar crises. Qualquer um que chegar ao poder terá imensa dificuldade de mudar a maneira de governar sem o célebre conceito “é dando que se recebe”.

Não adianta querer saber quem são os culpados de tanto roubo, de tentar administrar a coisa pública como se particular fosse. Agora é partir para recuperar o tempo perdido.

Estou cansada de perguntar: o que é verba de campanha? O que é propina? E não é por ignorância; sei distinguir. É porque está tudo tão misturado, que os dois se confundem.

Existe algo mais vergonhoso do que Fundo Partidário? O Congresso aprovou tal absurdo em benefício próprio, pois lá estão os “donos dos partidos”.

No fim, vão voltar os mesmos, reeleitos com o nosso dinheiro.

Não quero falar para meus leitores de direita ou de esquerda, porque no Brasil acabou-se o idealismo. É uma troca eterna de partidos e, vez em quando, tomo um susto vendo pessoas de um lado ou do outro que já passaram por diversos partidos políticos. Quero falar de homens e mulheres de bem que não estão ricos, indiciados, acusados em vários processos. São poucos, mas ainda encontraremos alguns.

O que mais me assustou recentemente foi Collor querer voltar ao Governo de Alagoas! Lembro-me, de forma perfeita, quando ele saiu de nosso estado para ser presidente da República: raspou os cofres estaduais, fez um acordo com os usineiros, pagou os atrasados a alguns afilhados e nos deixou na miséria. O escândalo estourou nas mãos de Divaldo Suruagy, que chegou a atrasar sete meses o pagamento do funcionalismo público estadual. Com o célebre acordo, os usineiros deixaram de pagar o imposto sobre a cana própria e a arrecadação caiu em 65%. Foi um Deus nos acuda!

Isto que estou narrando aos leitores, ninguém me contou. Vivenciei tudo! Vi companheiros vendendo casa, telefone, carro, para sobreviverem. Um policial militar suicidou-se e um servidor da extinta Cohab morreu de ataque cardíaco ao ver seus filhos não serem atendidos nas necessidades básicas. Um horror!!!

Daria um conselho aos colegas funcionários do Estado: não votem em Collor nem em seus seguidores! Se já estamos sofrendo com a crise atual, iremos para o fundo do poço!

Quando se fala em deputado estadual, a cena é tão degradante quanto o retorno de Collor. Temos um Legislativo fraco, dirigido por homens que usam o dinheiro público para se locupletar e pagam salários dobrados a novecentos comissionados, transformando-os em cabos eleitorais e em fonte de renda, com a devolução de parte de seus salários ao “patrão”. Os escândalos se sucedem. O Poder já foi fechado duas vezes pela Justiça e tudo continua do mesmo jeito. Pensem bem antes de escolher o seu deputado estadual: analisem a vida da criatura, vejam se está ligada às velhas raposas políticas. É bom eleger novos, sem sujeiras no currículo.

Para presidente da República estamos diante de um quadro complicado e precisamos pensar bem, ouvir as propostas dos candidatos, para votar conscientemente.   

Senadores e deputados federais com mandato, em sua maioria, estão envolvidos em escândalos, cheios de processos, com uma longa ficha de delitos.

O servidor público das Alagoas e seus familiares já sofreram demais, alguns perderam o emprego, o salário cresceu muito pouco. Mas se votar em Collor, tudo vai piorar.

Meu caro leitor: use sua arma: o seu voto!

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