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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 985 / 2018

22/08/2018 - 10:02:59

É hora de fazer as contas

JORGE MORAIS

Após as convenções partidárias e o registro das candidaturas no último dia 15, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), partidos e candidatos começam a fazer as contas em relação aos possíveis eleitos no pleito do próximo dia 7 de outubro. Só para os cargos de presidente e de governador é que pode-se esperar uma eleição em segundo turno, pois é isso o que determina a legislação eleitoral. Para os demais cargos - senador, deputado federal e deputado estadual - o processo acontece em um único turno e, já na metade da noite do dia da eleição, os eleitos são divulgados depois de uma votação e uma apuração eletrônicas.

Em Alagoas, a campanha para o governo do Estado caminhava para uma quase aclamação, com o governador Renan Filho bastante confiante nessa possibilidade, tudo fruto do trabalho que vem fazendo nesse seu primeiro mandato e, até então, da indefinição de um nome forte por parte da oposição, que anunciava um nome de peso, mas que demorou muito a aparecer. Na reta final, faltando de três a quatro dias para o prazo final, isso no futebol representa 44 minutos do segundo tempo, surgiu esse nome, o do senador Fernando Collor de Melo.

Fernando Collor oferece à oposição uma cabeça de chapa, que só tinha corpo e pernas, composta por Benedito de Lira e Rodrigo Cunha para o Senado da República, e alguns nomes para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa. Com Collor na briga, podemos garantir que não haverá aclamação e que o governador Renan Filho vai ter que gastar solas de sapatos percorrendo o estado, se possível, algumas vezes, mesmo que, hoje, ainda leve uma vantagem diante de seu principal adversário, que precisa organizar seu grupo, colocar o carro na estrada, abraçar o eleitor e pedir o seu voto, coisa que Renan Filho já faz há um bom tempo.

Para as duas vagas de senador, quatro nomes brigam mais diretamente entre todos os candidatos apresentados: Renan Calheiros e Maurício Quintella - ligados a Renan Filho - Benedito de Lira e Rodrigo Cunha - do lado de Fernando Collor -. Neste caso, o último que se meteu a entender de política e falar de favoritos está internado há anos no Portugal Ramalho. Claro que Renan e Biu levam alguma vantagem, mas não devem deixar de olhar pelo retrovisor, sob pena de serem atropelados pela juventude e a vontade dos outros dois candidatos, Cunha e Quintella. É como se diz: todo cuidado ainda é pouco nessa hora.

Neste momento, conta mesmo para valer estão fazendo para deputado federal e deputado estadual. Para esses dois cargos são mais de 300 candidatos brigando por 9 vagas (federal) e 27 vagas (estadual) e, com cada um que você tenta conversar, o discurso é um só: todos estão eleitos. Não sei como, já que estão em jogo, apenas, 36 vagas para as duas situações. Hoje, a grosso modo, dizem que o “chapão” de Renan Filho faz 5 deputados federais: Marx Beltrão, Sérgio Toledo, Isnaldo Bulhões, Givaldo Carimbão e Ronaldo Lessa.

No “chapão” da oposição estariam eleitos três deputados: Arthur Lira, JHC e Severino Pessoa. Somando esses nomes já atingimos 8 vagas e a nona vaga vai para quem? Sozinha, se atingir o coeficiente em torno de 140 mil votos, a vaga é de Heloisa Helena. Caso contrário, quem vai ficar com a vaga é a soma de votos que pode ficar entre Coronel Do Valle, Fernando James, Tereza Nelma, Zé Luiz dos Anjos e Eduardo Canuto, entre outros de um lado; ou Val Amélio, Paulão, Nivaldo Albuquerque, Regis Cavalcante, Rosinha da Adefal, e mais alguns. E ai, depois desse quadro, quem vai levar essa vaga?

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