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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 985 / 2018

22/08/2018 - 09:56:02

GABRIEL MOUSINHO

Realidade eleitoral

A entrada do senador Fernando Collor de Mello na disputa pelo governo de Alagoas contra Renan Filho modifica completamente o quadro eleitoral existente, onde em que o governador liderava com bastante folga nas pesquisas de opinião. Agora, é diferente.

Collor na disputa movimenta a campanha política, oxigena a democracia e permite que o alagoano escolha o melhor para conduzir os destinos de Alagoas por quatro anos. As pesquisas iniciais demonstram que a entrada de Collor assanhou a disputa, vez que o ex-presidente é comprovadamente uma liderança inconteste no panorama político alagoano e brasileiro.

Agora, o governador Renan Filho tem com o que se preocupar. Se uns gostam ou não de Collor ou de Renan Filho, só as urnas, no dia 7 de outubro, irão dizer. A verdade é que a disputa para o governo já não é mais aquela, que parecia uma nomeação do atual governador por não haver um adversário à altura para disputar as eleições.

Agora é Collor que está na parada e isso mostra que o Palácio dos Martírios passou a se preocupar de verdade com essa disputa. Bom para todos, eleitores e a democracia. Talvez não seja tão bom para o inquilino do Palácio do Governo.

O outro lado

Sem a propaganda oficial, na qual o governo do Estado despontava com uma das melhores administrações do Brasil, agora vai ter que rever suas estratégias, principalmente pelas notícias contrárias que devem aflorar nesse período de campanha. Além da demora em anunciar apoio sobre a distribuição do leite, projeto ameaçado por falta de recursos, o governo tem que explicar por que sua gasolina é a segunda mais cara do Nordeste em face da cobrança de 29% do ICMS. 

Mudando o tom

Depois que os partidos de oposição lançaram o nome de Fernando Collor ao governo, as estratégias do grupo situacionista mudaram radicalmente. Agora, nas conversas de bastidores, o governador Renan Filho já vem atendendo telefonemas e lideranças políticas em encontros reservados.

Segundo turno

O que antes era coisa do outro mundo, agora a situação já trabalha com a possibilidade de um segundo turno entre Renan e Collor. O ex-presidente já começou os contatos na capital e no interior e tem colocado em prática seu carisma pessoal que o levou até a Presidência da República.

Não dá pra acreditar

Pesquisas que rolam por aí, na sua maioria com uma tendência incrível para certos candidatos, não convencem o eleitorado. Uma delas, por exemplo, diz que Renan Filho está com mais de 50% na preferência, mas é bom lembrar que Fernando Collor entrou na parada agora, no dia 5 de agosto.

Dobradinha

Por outro lado, as pesquisas divulgadas também mostram que Renan Calheiros está à frente na corrida pelo Senado, seguido de Benedito de Lira e Rodrigo Cunha.  Isso depende, inclusive, das áreas onde foram realizadas as pesquisas, mas, mesmo assim, Renan e Biu de Lira aparecem sendo os mais cotados para o Senado.

Perguntar não ofende

O vereador Antônio Holanda vai votar mesmo em quem para governador de Alagoas? Em Renan Filho ou em Collor pelo qual foi prestigiado e chegou até a ser secretário de Saúde do seu governo?

Mudança radical

Tido como um dos ministros à época de maior aproximação com o presidente Michel Temer, Maurício Quintella virou mesmo o disco. Além de se passar para o grupo dos Calheiros, acabou de decidir em quem votará para presidente da República: Geraldo Alckmin, contra, naturalmente, o candidato do presidente Michel Temer, Henrique Meirelles.

Desconforto 1

Aliados do grupo de oposição estão questionando o espaço de Maurício Quintella na Prefeitura de Maceió. Eleitor dos Calheiros e candidato ao Senado, ele domina duas importantes secretarias no município.

Desconforto 2

Nos bastidores, se comenta de que o prefeito Rui Palmeira poderá substituir a qualquer momento os secretários e servidores indicados por Quintella na prefeitura. Afinal de contas, Maurício passou a ser um dos maiores aliados do grupo palaciano e concorrente de Biu de Lira e Rodrigo Cunha que disputam o Senado.

Voo solo

Rodrigo Cunha subestima mesmo o grupo político que lhe deu a chance de disputar o mandato de senador. Não vota em Collor e não quer aproximação com outras lideranças políticas. Quer seguir o mesmo caminho de Heloísa Helena, com uma única diferença: Heloísa é uma candidata nata de oposição e nunca esteve atrelada a político A ou a político B.

Área de risco

A disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados tem movimentado os bastidores políticos. O ex-governador Ronaldo Lessa não tem tanta segurança de que continuará em Brasília. Seus redutos foram minados e, para amigos de Lessa, as contas não fecham.

Perdeu Delmiro

O prefeito de Delmiro Gouveia, padre Eraldo, já decidiu em quem votar para o Senado da República: Renan Calheiros e Benedito de Lira. A lógica, depois da saída de Marx Beltrão que transitava bem na região, seria o apoio a Maurício Quintella, mas o padre Eraldo preferiu o Biu.

Arrumação

As obras inacabadas que o governo faz em Alagoas têm preocupado a cúpula do Palácio dos Martírios. Enquanto hospitais estão sendo construídos na capital e no interior, os que já existem estão carentes de tudo. Desde medicamentos a equipamentos e pessoal.

Na ferida

Experiente, o ex-presidente Collor sabe onde atinge seus adversários. Nos últimos encontros com lideranças políticas tem insistido na perseguição que comerciantes vêm sofrendo do governo do Estado, na apreensão indiscriminada de motos cinquentinhas que servem à população mais humilde e numa proposta positiva de governo. Pressão e mais imposto não irão resolver os problemas de Alagoas, diz o ex-presidente.

Força de Kelmann

Em poucos dias o presidente da Câmara e candidato a vice-governador, Kelmann Vieira, disse a que veio. Conseguiu, em tempo recorde, um bloco de treze vereadores para trabalhar pela eleição de Collor-Kelmann. Mais quatro vereadores também deverão aderir ao apoio ao ex-presidente nos próximos dias.

Pra boi dormir

Andaram dizendo por aí que Renan Filho teria o apoio de 100 prefeitos. Calma, pessoal. Também não cheguem a tanto. Que o governador tem grande apoio, isso ninguém tem duvida, mas esse número é criado pela farta imaginação dos conhecidos bajuladores do Palácio.

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