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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 985 / 2018

22/08/2018 - 09:54:15

JORGE OLIVEIRA

JORGE OLIVEIRA

Vitória - O PT virou o país de ponta cabeça. Quem imaginaria, antes do advento dos petistas na política, que um dia um candidato pudesse ditar as regras do jogo de uma eleição dentro do presídio. Pois é, o que está ocorrendo no Brasil é surreal. Lula movimenta-se dentro da sua cela, recebe correligionários e militantes do partido no presídio para movimentar as eleições deste ano. Tudo isso, claro, com o apoio dos seus seguidores que o querem novamente na presidência da Rrepública depois que ele chefiou a organização criminosa que saqueou o país. 

Ora, vamos ser francos, esses eleitores do Lula não podem reclamar do caos na economia, da falta de hospitais, do aumento da miséria, de roubalheira, de patifaria, de honestidade e de corrupção, pois todos são cúmplices da bandalheira generalizada. Achar normal que um candidato dirija sua campanha dentro de um presídio, onde se encontra condenado a doze anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, é compartilhar com ele da decadência política e da imoralidade que assolou o país. Transformá-lo em guia das mudanças sociais é uma aberração. Trazê-lo de volta à cena do crime é um escárnio que só acontece em um Brasil despudorado, anárquico e aético.

O surgimento da direita raivosa, radical e incendiária sob orientação de Bolsonaro é fruto dessa esquerda esquizofrênica. Esquerda que se acumpliciou com Lula e Dilma para dilapidar o patrimônio. Essa esquerda que gerou políticos corruptos como Zé Dirceu e tantos outros que estão na cadeia porque se organizaram em grupo e com empresários para roubar a Petrobras e tantas outras estatais. É a esquerda do baderneiro Stédeli que tenta parar a nação com a desordem pública, a esquerda dos sindicalistas pelegos que vivem às custas do dinheiro público. É a esquerda da Dilma que destroçou o país e agora tenta se eleger senadora em Minas Gerais no mesmo palanque de Fernando Pimentel, o governador, envolvido em processos de corrupção.

O Rio de Janeiro é fruto dessa esquerda da Benedita, petista que tenta se reeleger. A esquerda que apoiou Sérgio Cabral e Pezão que levaram os funcionários públicos à falência, à degradação, à fome. Que destroçou a economia carioca, aumentou a criminalidade e transformou a Cidade Maravilhosa em um covil de bandidos políticos condenados, em uma máfia siciliana, onde as facções criminosas de dentro dos presídios dominam a cidade e seus moradores. 

A esquerda petista é responsável também pela imoralidade na política, pela falência do Judiciário e do Legislativo. É tutora do Temer, o presidente mais impopular do mundo, vice duas vezes na chapa da Dilma, hoje às turras com os processos a que responde por corrupção. Ou você não acha uma excrescência um cara como Zé Dirceu, condenado a 30 anos, ser solto pelo seu ex-empregado Dias Toffoli, ministro do STF, para frequentar hotéis de luxo como um magnata? Fazer reuniões políticas, não usar tornozeleira e não ter nenhum impedimento enquanto se mantém em liberdade?

Natural

Para os seguidores de Lula, tudo isso é natural. Para esses que querem levá-lo de volta ao poder, a miséria, o roubo, a imoralidade, a desonestidade e a corrupção fazem parte do cotidiano de cada um. E quando você, indignado, pergunta a alguns deles se não sentem vergonha de ainda defender a petezada, a resposta é imediata: “Todos roubam, Lula não é uma exceção!” Pois é, estamos no fundo do poço. Tão fundo que hoje você pode roubar acobertado por uma justificativa imoral, salafrária, para dar um voto a um condenado por corrupção. 

E agora?

O brasileiro – aquele que vota no PT – não pode reclamar de assaltos, de assassinatos, de feminicídio, da violência em geral, pois quer trazer de volta para o poder um partido que patrocinou tudo isso durante quatorze anos e agora quer transferir responsabilidade para seu sucessor. Não deve reclamar de salários, de desemprego e nem protestar nas ruas porque continua atrelado às propostas do PT que dizimou o país e o levou ao pico da imoralidade. 

O general

Não pode, inclusive, reclamar do general Mourão, vice do Bolsonaro, que chamou índios de indolentes e negros de malandros. O surgimento dessa espécie de gente no cenário político também é fruto da esquerda que levou o país à desesperança. 

Indecência

Mesmo sabendo que Lula é inelegível, seus seguidores continuam, como fanáticos, criando grupos para forçar a justiça a soltá-lo como se a lei não o alcançasse, fosse feita só para os mais desvalidos. Como se ele fosse intocável. Ora, Lula está preso por corrupção, condenado em segunda instância. Tem que ficar na cela cumprindo a pena de 12 anos imposta pelos tribunais.

O vice

Lula é um cara que pensa nele primeiramente, depois nos outros. Ao insistir na candidatura a presidente, mesmo sabendo da inelegibilidade, ele atrapalha a eleição dos seus filiados no Brasil. Deputados estaduais e federais, candidatos a governador e a senador estão sem a cabeça de chapa, isolados nas suas campanhas. Se ocorrer um retumbante fracasso petista nas urnas em outubro deste ano, o partido certamente está ameaçado de perder a sua hegemonia política no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas dos estados.

Comum

Lula não quer abrir mão da candidatura porque enquanto não for declarado oficialmente inelegível, pode desfrutar de boas acomodações na cela que ocupa na Polícia Federal. No momento em que o tribunal impedir a sua candidatura, ele pode ser reconduzido para um presídio comum e dividir a cela com outros presos, pois não tem imunidade parlamentar nem curso superior para gozar de privilégios.

Debates

No momento, o PT não participa de debates, pois o Lula não pode sair algemado de Curitiba para confrontar seus adversários em programas. O prazo para ele ser considerado impedido de ser candidato acaba esta semana, quando certamente o Tribunal Superior Eleitoral vai se pronunciar sobre a legalidade ou não da sua candidatura. Até lá, ele continua divulgando seu nome como um dos pretendentes ao cargo de presidente.

Abuso

É difícil imaginar – coisa rara no país – que um condenado em segunda instância tenha sua fotografia na urna de votação, pleiteando uma candidatura presidencial. Que o eleitor aperte o 13 no botão das urnas para eleger um presidente que vai governar dentro do presídio. Mas como nesse país tudo é possível, vamos aguardar o que vai acontecer nas próximas 24 horas. 

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