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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 985 / 2018

22/08/2018 - 09:53:22

Meio Ambiente

Sofia Sepreny

Projeto Amitis

Um time de estudantes da Ufal ganhou o prêmio Alimentação em Foco 2018. Os alunos implantaram hortas hidropônicas inteligentes no cenário urbano de Alagoas, desenvolvidas em três vertentes: hortas comunitárias, escolares e módulos domiciliares. Buscando a sustentabilidade em todas as etapas do projeto, o Amitis promove a melhoria nutricional de comunidades e novas oportunidades de geração de renda. Para o projeto, foi usado o sistema desenvolvido pelo engenheiro Mário Calheiros, composto por uma base suspensa de pallets em que garrafas PET viram canaletas para o cultivo. A técnica permite uma redução em consumo de água de até 90% e implantação em comunidades vulneráveis com áreas degradadas e solos inférteis.

Elefante de gelo

Uma escultura que representa um elefante de gelo de quase três metros de altura, com um coração imenso pulsando dentro dele, foi instalada na Avenida Paulista em São Paulo. Foi este o jeito que a ONG internacional Wildlife escolheu para lembrar aos passantes sobre a comemoração internacional do Dia do Elefante. Mas a data não é festiva. Hoje, a cada 15 minutos, o planeta perde um elefante para a caça ilegal e, se este quadro não mudar, em 20 anos eles vão desaparecer da natureza. A escultura levou sete horas para ser esculpida, foi feita em iniciativa conjunta com a marca Amarula e, exposta à temperatura ambiente, é claro se derreteu. Assim foi possível chamar atenção para a situação desses bichos, que tiveram a má sorte de terem nascido com presas de marfim, matéria que passou a interessar ao homem, que se transformou, assim, num de seus mais cruéis predadores. Esses animais são os maiores da atualidade e muito importantes para o ecossistema florestal: são capazes de dispersar sementes em um raio de 1km a 57km. 

Energias renováveis

Ainda que o petróleo seja, hoje, o rei da produção energética mundial, essa é uma tendência que não deve se manter nas próximas décadas. Pelo menos essa é a opinião de analistas do banco de investimento suíço UBS, que apontam que os custos decrescentes de implantação e emprego de estruturas alternativas de produção de energia, bem como o aumento no volume de adoção das mesmas nas casas das pessoas, devem tornar a energia renovável “praticamente gratuita” até 2030. 

Pneus sem uso

Alguns materiais não podem ser descartados no lixo doméstico em função do grau de agressão ao meio ambiente. Os pneus inservíveis, por exemplo, estão na categoria dos chamados resíduos especiais, cuja coleta e destinação final não são de responsabilidade da Prefeitura. A Política Nacional dos Resíduos Sólidos estabelece que a destinação desse material seja feita pelo fabricante, distribuidor ou comerciante. É a chamada logística reversa. Em Maceió, existe um ponto licenciado para o recebimento desse material: a Van Borracharia, que dá a correta destinação ao resíduo. O local fica na Av. Djalma Fragoso de Alencar, 19, Jardim Petrópolis II, quadra F-2, Chã da Jaqueira e o telefone para contato é (82) 98748-5885.

Produção agroecológica

Já existem diversos exemplos de produção de alimentos em larga escala a partir da agricultura orgânica no Brasil. Os debates em torno do Projeto de Lei 6670/2016, que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA), têm evidenciado experiências de produção sustentável em diversos contextos: assentamentos rurais, pequenas, médias e grandes propriedades, além de grandes indústrias. É fundamental inverter a lógica que elevou a monocultura com uso intensivo de agrotóxicos à condição de modelo dominante no país.

Amazônia

Um estudo publicado na revista Nature Ecology and Evolution aponta que, entre 2000 e 2011, 68% do dinheiro vindo do exterior que abasteceu as indústrias da soja e da carne, que operam na Amazônia, chegaram ao país via paraísos fiscais. 

Boa parte do dinheiro escondido nesses lugares acaba financiando a pesca ilegal e o desmatamento amazônico. É o que mostra o estudo que analisou os escassos dados públicos existentes sobre os movimentos desse capital opaco e seu impacto ambiental. Os resultados mostram que a maioria dos pesqueiros investigados por exaurir os mares tinha bandeira de conveniência. Enquanto isso, boa parte do investimento estrangeiro na pecuária e no cultivo de soja que estão desmatando a Amazônia procede de paraísos como o Panamá, ilhas Cayman e Bahamas.

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