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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 985 / 2018

17/08/2018 - 12:41:56

PM, médico, ex-presidiária: quem tem chances de ser deputado estadual?

Lobão e Cícero Almeida são maiores apostas; Ângela Garrote tem chance

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Vereador Lobão é apontado como puxador de voto - Foto: Divulgação

Aberta a temporada de apostas para os possíveis candidatos sem mandato e com chances de chegar à Assembleia Legislativa. Os partidos buscam esticar seus quadros com nomes de forte apelo popular, mas, principalmente, com votos suficientes para puxar outros “vagões”.

Lobão, vereador de Maceió, e o deputado federal Cícero Almeida são os que mais circulam entre os engenheiros de coligações, profissionais especialistas na montagem de chapas. Expectativa é que cada um “puxe” dois ou três deputados. Também há chances para o sargento Ramalho (teve 13.593 votos a deputado estadual, em 2014); Ronaldo Luz (hoje vereador e médico); Alcides de Andrade Neto (Cidoca), hoje 1º suplente.

Lobão é bastante festejado nas redes sociais, exatamente por não cumprir a função de vereador, mas prefeito de Maceió: ajudando eleitores a erguer casas na altura da Avenida Senador Rui Palmeira, no Dique Estrada; pintando faixas de pedestres; inaugurando banheiros no Centro de Maceió. E por aí vai.

O vereador foi campeão de votos nas eleições de 2014, com uma campanha barata, levando em conta os números milionários investidos por candidatos-herdeiros do patronato alagoano.

Sem sobrenome famoso, sem parentes na política, e com R$ 19.726,26 investidos pelo PR (do deputado federal Maurício Quintella) e da campanha de Rui Palmeira à reeleição na Prefeitura da capital, Lobão obteve 24.969 votos para a Câmara.

Expectativa dos partidos? Que ele dobre esta quantidade para a Assembleia.

Cícero Almeida segue a mesma linha. As chances de se reeleger a federal são pequenas, avaliam interlocutores do ex-prefeito de Maceió. Na Assembleia, Almeida pode reconstruir sua popularidade acachapante como gestor municipal, mas que ficou no passado: eleito com 81,49% dos votos há 10 anos, na reeleição à Prefeitura da capital.

Seis anos depois, em 2016, ele disputou com Rui Palmeira e perdeu com 39,73%; Rui, indo para a reeleição, aplicou um chocolate eleitoral em Almeida: 60,27% reconduziram o prefeito. 

Aposta do 

Norte alagoano 

Outra aposta é Flávia Cavalcante, esposa do presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, Kelmann Vieira, candidato a vice-governador de Fernando Collor.

Flávia se apoia no prestígio do pai, o ex-prefeito de Matriz de Camaragibe e São Luiz do Quitunde, Cícero Cavalcanti, impedido pela Justiça de disputar o mandato de deputado estadual.

Nas eleições de 2014 para a Assembleia, ele obteve 22.524 votos. Ficou na 1ª suplência. Assumiu algumas vezes a titularidade, no lugar de Olavo Calheiros.

A eleição de Flávia tem três simbolismos: 1) Kelmann Vieira pretende lançar candidatos a prefeito em Paripueira e Barra de Santo Antônio para fazer frente a Abraahão Moura, que “administra” as duas cidades, mesmo elas tendo, cada uma, prefeitos eleitos e; 2) o presidente da Câmara pretende evitar que, em 2020, São Luiz do Quitunde passe para a oposição (hoje a irmã de Flávia, Fernanda, é a prefeita) e em Matriz de Camaragibe o grupo político encontre um candidato para vencer Anderson Boulevard, atual prefeito (mas a cidade é administrada mesmo pelo ex-prefeito da cidade, Marquinhos).

O terceiro motivo de Kelmann é a Prefeitura de Maceió. Ele busca votos para ser o candidato à sucessão de Rui Palmeira. Por isso, a projeção de uma eleição ao Governo traz vantagens ao presidente da Câmara: diminui a histórica rejeição de Collor na capital e; aumenta as chances de ser mais conhecido. Por isso, agregou 13 dos 21 vereadores à campanha do senador.

BUSCANDO RETORNO

Judson Cabral é outro cotado para voltar à Assembleia Legislativa. O ex-petista (hoje no PDT), obteve em 2014 16.960 votos a deputado estadual. Sua principal base são os professores.

Ângela Garrote, ex-prefeita de Estrela de Alagoas, também está na lista das que podem vencer as eleições e ocupar uma cadeira na Assembleia. Ângela é mãe do prefeito de Estrela, Arlindo, e do vereador de Palmeira dos Índios, Toninho.

Em Palmeira, ela ganhou o apoio do prefeito, Júlio Cezar, de olho na reeleição em 2020 e temendo que Toninho ou a própria mãe do vereador fosse o candidato da oposição.

Os Garrote têm histórico de acusações de corrupção e assassinato. Em 2017, Ângela foi julgada e absolvida pela morte de José Roberto Rezende Duarte, crime ocorrido em março de 1999; anos antes, em 2013, ela e o filho, Arlindo, foram presos acusados de desviarem R$ 1 milhão dos cofres de Estrela.

O vereador Toninho Garrote responde por homicídio. É acusado de matar o estudante Diego Florêncio, em 23 de junho de 2007. Foi condenado pelo crime em 1ª instância no dia 14 de maio de 2014; em 28 de fevereiro deste ano, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça anulou o júri e determinou a realização de outro, ainda sem data para acontecer.

Pai do deputado federal João Henrique Caldas e marido da candidata à primeira suplência ao Senado, Eudócia, João Caldas busca voltar à política-partidária, mas com mandato. É candidato a estadual. Em 2014 teve 12.092 votos.


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