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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 985 / 2018

16/08/2018 - 19:39:26

Renan Filho afirma que tirou o nome de Alagoas do cenário negativo nacional

Valdete Calheiros Especial para o EXTRA
Renan Filho

No primeiro domingo de outubro, dia 7, os 2.187.966 eleitores alagoanos irão às urnas para escolher novos presidente, deputados federais e estaduais, senadores e governadores. Em Alagoas, cinco candidatos disputam a cadeira do Executivo. Em ordem alfabética são Basile Christopoulos (PSOL), Fernando Collor (PTC), Josan Leite (PSL) Melquezedeque Farias (PCO) e Renan Filho (MDB).

Cada um deles quer disputar voto a voto a preferência do eleitorado, cuja maioria é formado por mulheres (53,29%). Os homens são 46,71% dos votantes. Em Maceió, estão 595.513 das pessoas aptas a votar, ou seja, 27,21% do total de eleitores do Estado. Os números foram extraídos do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) e representam a realidade do mês de junho, última atualização disponível nas estatísticas do órgão. 

O EXTRA se antecipa aos debates da corrida ao governo do Estado e, na tentativa de ajudar aos leitores e eleitores alagoanos, publica, a partir desta edição, uma série de entrevistas com todos os candidatos.   

O primeiro candidato ouvido é o governador Renan Filho (MDB). A declaração de bens feita à Justiça Eleitoral soma R$ 1.198.591,27. Renan Filho tem como candidato a vice o atual vice-governador, engenheiro Luciano Barbosa (MDB), cuja declaração de bens foi de R$ 954.705,03. A ordem de publicação das respostas é aleatória e se deu de acordo com o retorno dos assessores aos pedidos de entrevistas. 

EXTRA – Candidato Renan Filho, o senhor resolveu colocar seu nome à disposição novamente para o governo do Estado. O que o senhor fez por Alagoas que o credencia a assumir a chefia do Executivo por mais quatro anos?

RF - Desde de 2015, conseguimos avançar em áreas essenciais, que antes manchavam o nome de Alagoas no noticiário nacional. Na Segurança Pública, assumimos a responsabilidade e, com investimentos, o aumento de efetivo e estratégias inovadoras como a Força Tarefa, os Centro Integrados de Segurança e o Ronda no Bairro, conseguimos tirar Alagoas do topo dos rankings de violência no país, onde o Estado havia permanecido por mais de uma década. Maceió também deixou o primeiro lugar entre as capitais brasileiras mais violentas, recuando oito posições. Tudo isso possibilitou o crescimento do turismo e a instalação de novas indústrias. Na Saúde, estamos vivendo o maior ciclo de investimentos da história de Alagoas, com cinco hospitais em construção. Na Educação, colocamos 50 escolas em tempo integral em funcionamento. A gente também não pode esquecer dos mais de mil quilômetros de estradas e acessos implantados e reconstruídos em todas as regiões do Estado, colocando a malha viária de Alagoas entre as melhores do Brasil. Dessa forma, com as contas em dia e com a estrutura fortalecida em todas essas áreas, podemos fazer Alagoas avançar muito mais nos próximos quatro anos e é por isso que estamos pedindo uma nova oportunidade ao alagoano. 

EXTRA- No primeiro mandato, a gestão do senhor teve como foco principal o combate à violência. Qual será a prioridade no segundo governo?

RF - Como afirmamos anteriormente, o foco do nosso governo não foi apenas a Segurança, mas todas áreas que mais precisavam de atenção. A Segurança, principalmente a redução no número de homicídios, esteve e sempre estará entre essas prioridades, assim como a melhoria da qualidade do ensino público e dos índices de aprendizado, a ampliação e aperfeiçoamento dos serviços de saúde, a redução das desigualdades e a geração de emprego e renda. 

Nossas metas principais para o próximo governo podem ser conferidas em nosso Plano de Governo, já protocolado na Justiça Eleitoral e disponibilizado aos alagoanos no site do Tribunal Regional Eleitoral na internet. 

EXTRA- Investir em escolas em tempo integral é o segredo para combater os índices negativos que Alagoas amarga na educação?

RF - A escola em tempo integral é uma ferramenta indispensável para garantir a redução da evasão escolar, para fazer com que o aluno se aproprie da escola como alternativa para a transformação da sua realidade. Mas não é somente a escola em tempo integral que garante o avanços dos índices da Educação. O que implementamos a partir de 2015 foi uma nova mentalidade, uma nova maneira de enxergar a escola, o aluno e o professor.   Hoje, escolhemos os gerentes regionais de ensino com base na meritocracia, entre os diretores das escolas com melhores resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb. O programa Escola da Hora, por exemplo, valoriza o poder de decisão dos diretores enviando recursos direto para a escola, para pequenos reparos, aquisição de material básico, entre outras coisas, acabando com a burocracia que fazia com que uma porta ou uma torneira no banheiro da escola ficasse quebrada por meses ou até anos. Pela primeira vez, garantimos o fardamento de toda a rede estadual de ensino, enviando o modelo das camisas e o dinheiro para que elas fossem produzidas em cada cidade, aquecendo também a economia. Fizemos o mesmo com a internet na rede estadual, com o Escola Web. O Escola 10 trabalha diretamente com alunos e professores na preparação para avaliações como a Prova Brasil e o Enem. Outro ponto crucial é o investimento na estrutura das unidades. Desde 2015, reformamos 164 escolas e construímos cinco novas unidades, construímos 54 ginásios e reformamos outros 19. Isso garante que o aluno e o professor tenham um novo olhar sobre a escola e passem a zelar cada vez mais por esse patrimônio, percebendo que o Estado tem se dedicado a cuidar dele. Já tivemos um ótimo resultado na Prova Brasil e o Ideb a ser divulgado nos próximos dias vai mostrar o quanto avançamos.

EXTRA- A dobradinha, no melhor sentido da palavra, Renan pai e Renan Filho foi benéfica para Alagoas?

RF - Sim. Ter um representante forte como o senador Renan, em Brasília, fez com que Alagoas avançasse e se desenvolvesse ainda mais nos últimos quatro anos, sobretudo em áreas importantes como a saúde, agricultura, Canal do Sertão e infraestrutura viária, com grande destaque, entretanto, para renegociação da dívida do Estado. Alagoas devia mais do que a soma total da dívida de todos os estados do Nordeste e entre os cinco estados mais endividados do Brasil. Alagoas possuía o maior débito com a União, mais de R$ 10 bilhões. Com a articulação do senador Renan na presidência do Congresso Nacional e da bancada federal, em Brasília, a dívida foi renegociada, aumentando, assim, a receita do Estado e melhorando os indicadores fiscais de Alagoas. Somente em 2015, Alagoas economizou R$ 1,2 bilhão com a renegociação da dívida. Então, podemos dizer a marca do senador Renan está em todas as ações que conseguimos executar com essa economia. 

EXTRA- Essa semana, a União decretou estado de emergência em 38 municípios alagoanos. O sertanejo ainda sofre bastante com a estiagem. O Canal do Sertão será a redenção para essa região? Como fazer para que não só os grandes latifundiários explore o Canal?

RF - Hoje, o Canal do Sertão tem 110 quilômetros com água tratada, beneficiando diretamente mais de 200 mil alagoanos. No final de 2014, a água não chegava a 70 quilômetros. Toda nossa proposta de aproveitamento produtivo do Canal do Sertão é voltada para a agricultura familiar, para melhoria da qualidade de vida de quem esperou décadas por essa obra. Em março deste ano, validamos o Estatuto Social Associação Gestora do Canal do Sertão, uma construção coletiva que resultou na formação de um grupo que reúne cooperativas e associações de pequenos produtores, prefeituras, câmaras municipais, Estado e instituições de ensino. São representantes de oito municípios e de 200 comunidades rurais que deverão acompanhar as ações relacionadas à utilização da água do Canal. Qualquer desapropriação será feita apenas para operacionalizar os perímetros irrigados estabelecidos pela Codevasf. Não há possibilidade de retirada de pequenos agricultores para alocação de empresários nas áreas beneficiadas pelo Canal do Sertão. Se houver interesse, esses empresários terão que comprar as terras, mas só de quem estiver disposto a vender. 

EXTRA- Ha décadas a capital não recebia investimentos em hospitais públicos. O Hospital da mulher é um exemplo desses investimentos. O alagoano poderá esperar mais em um segundo mandato?

RF - Neste ciclo inédito de investimentos na saúde alagoana, o Hospital da Mulher e o Hospital Metropolitano são os primeiros a serem construídos na capital em quase 50 anos e temos os hospitais regionais de Porto Calvo, União dos Palmares e Delmiro Gouveia, com obras já iniciadas. Essa interiorização da saúde surtirá efeitos diretos no atendimento do Hospital Geral do Estado, que também deixará de produzir manchetes negativas porque trabalha muito além de sua capacidade. Nossa ideia é dar continuidade a esse processo com o fortalecimento da Atenção Básica em Maceió e no interior, a ampliação da Rede de Urgência e Emergência com a construção de novas UPAs tipo III em Maceió e Arapiraca e facilitar o acesso dos usuários do SUS em Alagoas às especialidade médicas com as UPAs Especialidades, também na capital e no interior. A relação completa das nossas propostas para a Saúde também estão no nosso Plano de Governo e serão debatidas com a população alagoana no decorrer da campanha, porque queremos a participação da sociedade no aprofundamento das questões mais relevantes para o Estado. 

EXTRA- Quais as propostas do senhor para o novo mandato?

RF - Nossa principal proposta para os próximos quatro anos é manter Alagoas no caminho certo, no rumo do desenvolvimento econômico com justiça social, voltado à redução das desigualdades que ainda são enormes em nosso Estado. Fizemos ajustes importantes e necessários no primeiro governo, encontramos o ritmo e fizemos mudanças estruturais que permitem esses avanços. Agora, precisamos pensar no futuro, avançar mais na educação e no desenvolvimento social e na saúde. Nesses quase quatro anos, realizamos alguns sonhos que o alagoano não acreditava mais que podiam ser realizados. O alagoano não sonhava mais. Agora, graças a Deus, o alagoano está começando a sonhar novamente. Quando o alagoano começar a sonhar com o que nunca imaginou alcançar, estaremos bem perto de construir uma Alagoas digna e decente para todos nós. É isso que me motiva. 

Quem é Renan Filho 

José Renan Vasconcelos Calheiros Filho nasceu em 8 de outubro de 1979 em Murici (AL). Filho mais velho do senador Renan Calheiros e de Verônica Calheiros, é casado com a administradora Renata Calheiros e o casal tem dois filhos, Davi e João. Estudou no Colégio Marista de Maceió, concluiu o ensino médio no Distrito Federal e aos 18 anos ingressou no curso de Economia da Universidade de Brasília (UnB); fez estágio em consultoria empresarial e graduou-se em 2003.

De volta a Alagoas, em 2004 foi eleito prefeito de Murici, reeleito em 2008 com 70% dos votos. Em 2010, foi eleito deputado federal pelo PMDB de Alagoas com a maior votação da história política do estado: 140.180 votos. Na Câmara dos Deputados foi membro das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, de Constituição, Justiça e Cidadania e de Turismo e Desporto. Em 2013 foi presidente da Comissão Especial da Lei Geral da Copa do Mundo.

Em outubro de 2014 Renan Filho foi eleito governador de Alagoas em primeiro turno, com 670.310 votos, correspondentes a 52,16% dos votos válidos.

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