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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 985 / 2018

17/08/2018 - 07:33:36

Renan lança campanha no domingo; Collor publica programa de governo

QGs dos candidatos que polarizam disputa ao Executivo revelam estratégias

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Renan Filho e Fernando Collor polarizam a disputa em Alagoas - Foto: Divulgação

As eleições para valer começam neste final de semana, dois dias após a divulgação da pesquisa Ibope ao Governo, que se tornou referência na arrancada dos candidatos em direção ao Palácio República dos Palmares.

Os comitês estão liberados desde quinta-feira (16) para a campanha nas ruas. Mas o governador Renan Filho (MDB) é quem larga na frente. O lançamento dele será no domingo, no Iate Clube Pajuçara, na orla de Maceió. Os detalhes da festa são mantidos em segredo.

O senador Fernando Collor (PTC) saiu na frente espalhando pelas redes sociais o jingle da campanha. Ao som do forró, é chamado de esperança, diz que novamente o alagoano terá orgulho de ter nascido nesta terra. “Onde Collor for eu vou correndo atrás”, diz trecho da música.

Collor ainda não definiu a data do início da campanha. Mas também foi o primeiro a publicar sua “carta ao povo”, mostrando seu programa de governo.

Quer um programa “que tenha os alagoanos como princípio e fim de suas ações”, unindo “competência técnica na gestão do Estado” e “sensibilidade em relação às pessoas, principalmente aquelas socialmente mais vulneráveis”.

Explica ainda: “Estamos submetidos a um arrocho fiscal que penaliza, indiscriminadamente, todos os atores sociais, tratando desiguais como iguais”. Reclama do crescimento de 25% das alíquotas tributárias estaduais em 13 anos “sobre o consumo de bens e serviços para as famílias alagoanas.”

Fala ainda do arrocho “de 2015” (sem citar Renan Filho), elevando “para 31% o total da tributação sobre o consumo de itens essenciais à sobrevivência das famílias, como energia elétrica, gasolina, gás de cozinha, internet e outros”.

Após mostrar os números sociais negativos alagoanos, Collor promete “um amplo programa de agricultura irrigada nos 10 mil hectares marginais ao Canal do Sertão”. E vai trabalhar “para reverter o assoreamento do Velho Chico, recuperando suas matas ciliares, de modo a torná-lo um vetor de crescimento econômico e social. “ 

PÓS-IBOPE

No QG de Renan Filho, após a publicação da pesquisa Ibope na disputa ao Governo que definiu o “tamanho” de Collor na arrancada da campanha, a tática é aumentar a visibilidade das operações na área da Segurança Pública e gerar discurso para neutralizar os colloridos.

E a tática já começou. No início desta semana, nas redes sociais, o governador falou sobre os investimentos na segurança, em novas viaturas, concurso público.

Para calheiristas, Collor lida com um problema mais complexo, ponto na campanha palacista.

Apesar de sua estrutura de comunicação - a Organização Arnon de Mello (OAM) - estar bastante abastecida com uma artilharia pesada e direcionada ao Governo, o PSDB se tornou o pior inimigo Delle neste início da disputa.

De São Paulo, Thereza - sua ex-cunhada - promete usar e abusar do sobrenome Collor (ela disputa uma vaga a deputada federal), “limpando” o famoso sobrenome no defunto do marido Pedro, ao lembrar que ele revelou um esquema de corrupção que chegou ao Palácio do Planalto e derrubou Fernando da Presidência da República.

Isso foi em 1992, Pedro morreu em 1994, mas Thereza Collor, filiada há anos ao PSDB, sabe que terá balas na agulha para falar do ex-cunhado na campanha paulista.

E ela foi informada, também, que o PSDB nacional quer a aliança com Collor em Alagoas mas sem autorização para mostrar tucanos de plumagens valiosas, como Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin, Teotonio Vilela Filho e até o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, ao lado do senador.

Rui – inclusive - se esquiva de revelar seu voto ao Governo, não quer selfie com Collor e permitiu apenas o uso do tempo de TV e rádio do PSDB para o senador desenrolar sua campanha.

O problema com Rui é o mesmo no Agreste. O prefeito de Arapiraca, Rogério Teófilo, também tucano, ficará constrangido caminhando lado a lado ao senador por causa de Célia Rocha, antecessora de Teófilo, bastante criticada pelo atual prefeito por causa da “herança maldita” recebida na gestão municipal.

Como explicar ao eleitor que, até outubro, as desavenças estão congeladas?

CONSTRANGIMENTO

Para o lado de Collor, também existem constrangimentos no palanque de Renan Filho.

A costura da reeleição do governador não tem um candidato fechado para a Presidência da República, mas uma “salada eleitoral”.

Maurício Quintella (PR), candidato ao Senado, vota em Geraldo Alckmin, do PSDB, e Quintella vota em Renan Filho.

O PP, do senador Benedito de Lira, vota em Collor e em Alckmin para presidente.

O PPS, de Régis Cavalcante, também é Alckmin; assim como o PSD, de Marx Beltrão. Mas, votam em Renan Filho, que vota no candidato que o ex-presidente Lula definir na disputa presidencial.

O PSB, do deputado federal JHC, vota em Collor. Na campanha presidencial decidiu não apoiar formalmente nenhum dos candidatos.

A régua da disputa promete nivelar os dois lados. E deixar alguns detalhes “esquecidos” do grande público.


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