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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 984 / 2018

14/08/2018 - 20:19:10

Desesperança

ELIAS FRAGOSO

2018, agosto. Foi dada a largada para a corrida dos trilhões. Os “corredores” brigam entre si pela primazia de se alçarem ao butim de sempre. São milhares deles todos “preparados” para defenderem suas posições na frente dos concorrentes, afinal, somente assim farão jus ao “prêmio”: uma vaga de deputado, senador, governador, presidente. 

E para isso fazem o diabo como diria aquela de um único QI – o poste defeituoso – que desgovernou este país e que, junto com o presidiário e sua gangue petista, levou-nos até onde estamos hoje. Na lama fétida da maior corrupção do mundo, ao maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia em todos os tempos, ao domínio do Estado por quadrilhas diversas, que vão – com as exceções de sempre - da casta do funcionalismo público, passa pelos quadrilheiros enquistados no congresso, nos executivos e legislativos estaduais e municipais e chega aos bandos que infernizam a vida diária da população com drogas, roubos de todos os tipos, assassinatos. Note-se que não é possível se chegar aonde chegamos sem muito “trabalho” (sic!)

E como a coisa é escrachada, até o Zezinho da esquina sabe da bandalha que virou este país. O povo é roubado ou morto impunemente nas ruas (menos de 3% dos assassinatos são desvendados). No seu trabalho a sanha arrecadadora e fiscalista do Estado obriga a todos – os manés, como nós, claro – a trabalhar quase 6 meses por ano para manter essa súcia desgraçada que sequer garante o mínimo de dignidade ao cidadão. Falta de tudo. Do atendimento de saúde (os pobres estão morrendo aos montes na porta e dentro dos hospitais por falta de tratamento e medicamentos), de segurança (somos um dos países lideres do mundo em violência) ou educação (sempre colocados na rabeira das avaliações internacionais, como o PISA).

Não há direitos. A não ser para os mesmos neste país de Macunaíma (todos os políticos implicados no mensalão, o ensaio petista para a Lava Jato, já estão soltos, indultados por ela, a do QI estragado). As próximas eleições servirão para a casta sacramentar os acordos para o “tem que parar a sangria” da Lava Jato, como diria o ilustre senador Romero Jucá. 

Isso tudo explodiu nos últimos 16 anos quando a aliança PT-PR no governo do presidiário e PT-PMDB no da dona de um único QI passaram a dar as cartas no país e expuseram as vísceras podres do poder de compadrio que nos governa desde sempre. E sugam todas, ou quase todas as energias vitais deste país impedindo seu desenvolvimento e o bem estar das pessoas.

Fecho com frase do José Nêumanne no Estadão: “Neste ano, o sonho das noites de verão era o de que a eleição ungisse o profeta da faxina geral da República imoral. Mas nem um “santo” (codinome do candidato tucano na lista de propinas da Odebrecht) encontrará um pretendente comprometido em combater a corrupção como a Nação deseja. Aí a candidata da Rede, Marina Silva, tem razão ao alertar que todos sinalizam que farão o diabo para fechar a caixa de Pandora aberta pela Lava Jato, o mais rapidamente que puderem. Ora, se o farão!”, disse ele.

Caminhamos para perder mais 4 anos de nossas vidas e esperanças.

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