Acompanhe nas redes sociais:

18 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 984 / 2018

14/08/2018 - 20:18:06

Realmente um candidato de peso

JORGE MORAIS

Logo após o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, anunciar que não seria candidato ao Governo de Alagoas, a oposição passou a dizer que o governador Renan Filho, candidato à reeleição, teria um adversário de peso na disputa pelo cargo nas eleições de outubro próximo. Para o pleito deste ano, a oposição demorou para decidir que Rui Palmeira continuaria na Prefeitura e demorou uma eternidade para anunciar a coligação que apontou o senador Fernando Collor de Mello (PTC) como esse candidato de peso.

Sem dúvida, um candidato realmente de peso, em um parto que durou até o dia 5 do corrente mês, prazo final para as convenções. Apesar da notícia ter estourado durante a semana, muita coisa poderia acontecer, como, na verdade, aconteceu. Dizem que, na sexta-feira (3), o senador Fernando Collor esteve reunido com representantes da situação, entre eles o senador Renan Calheiros, para discutir uma aliança que passaria pelo afastamento de Collor do processo eleitoral deste ano. Dizem, também, que o senador tentou emplacar o primo, Euclides Mello, como vice-governador de Renan Filho, proposta que não foi aceita pelos moradores atuais do Palácio do Governo.

Sem acordo, Fernando Collor deixou a reunião decidido que seria o candidato da oposição, uma vez que já havia discutido o assunto com Rui Palmeira (PSDB), Benedito de Lira (PP), José Thomaz Nonô (DEM), João Henrique Caldas (PSB), João Caldas (PSC) e outros partidos sem muito peso na hora da decisão. Além de garantir o apoio desses partidos, somando aí um bom tempo de rádio e televisão, o senador emplacou o primo como primeiro suplente da candidatura à reeleição do senador Biu de Lira. Agora a oposição para a majoritária tem nome - Fernando Collor - e sobrenome - Benedito de Lira e Rodrigo Cunha.

Era tudo o que o senador Collor queria, pois, a partir de agora, estará em jogo, também, a eleição para o Senado da República daqui a quatro anos, quando Renan Filho aparece como um natural candidato na briga pela vaga que, hoje, pertence a Fernando Collor. Nesse negócio de eleição não tem ninguém besta. Segundo o companheiro França Moura - que por sinal está fazendo muita falta no rádio alagoano - o mais tolo come doce sem abrir a lata, tira leite de vaca pintada na parede e dá nó em pingo de éter, porque nó em água todo mundo dá.

Agora, o problema é um só: será que tudo isso que ocorreu no domingo, 5 de agosto, vai mesmo valer até o dia 15, prazo final para registro das candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral? Eu mesmo não garanto nada. Já vi de tudo em eleição. Candidato que dorme como cabeça de chapa e deixam o homem fora do processo. Candidato que é candidato e, depois, não é mais nada, por iniciativa própria. Acordo daqui, acordo dali e tudo volta à estaca zero. Mesmo sem garantir que essas coisas não aconteçam, não acredito que esta seja a situação do momento, quando a oposição demorou tanto para se decidir, que ainda possa ter retrocesso nisso tudo.

Só acho uma coisa de tudo isso: eleição entre Renan Filho e Fernando Collor é briga grande e feia. Se antes o governador estava reeleito sem sair de casa, agora vai ter que gastar alguns pares de sapatos, mesmo que hoje ainda seja apontado favorito, mas com uma margem bem menor no percentual e na tranquilidade de antes.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia