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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 984 / 2018

14/08/2018 - 20:16:57

Eixo ou labirinto

JOSÉ MAURÍCIO BREDA

Não quis precipitar-me comentando sobre o novo Eixo Farol, paralelo à Avenida Fernandes Lima e que viria a facilitar a vida de nós todos; até porque se trata de vias e trânsito e não queria colocar o “carro na frente dos bois”. Disse pra mim mesmo: vou usar bastante tempo para poder opinar. Certo que não precisei do fio do novelo de Ariadne para matar o Minotauro e achar o caminho de volta do labirinto. Mas que é complicado, isto é. Sei perfeitamente o alto custo que seria fazer desapropriações por toda aquela área, porém o emaranhado de ruas, ruelas e até novas avenidas não nos deixa muito confortáveis fazendo tal percurso. Outro problema foi a sinalização que, sinceramente, não sei de quem foram as ideias para serem implantadas naquela área. Subindo o tal Eixo, deparamo-nos, logo no começo com uma incoerência: uma placa de PARE no final da subida da íngreme Ladeira da Moenda. Imaginem fazer uma meia embreagem neste local? A preferência foi dada para quem transita no plano. E essa nova sinalização modificando o trânsito em outras vias é o que vou tentar mostrar após conseguir chegar à Gruta de Lourdes, onde moro. Ali, foi onde se deu o nó! E continua atado, sem que eu entenda porque os entendidos no assunto não notaram ainda.

A Gruta de Lourdes tornou-se um polo econômico desta região, com dois supermercados, hospitais, clínicas e outros grandes negócios, além de ser passagem obrigatória para quem, subindo a Durval de Góes Monteiro, quer seguir rumo à região da Via Expressa e adjacências ou para quem, fazendo o trajeto inverso, tenta alcançar a Fernandes Lima para descer ou seguir rumo ao Tabuleiro do Martins.

As modificações feitas especificamente no miolo da Gruta têm causado engarrafamentos homéricos para quem vem da Durval de Góes Monteiro, adentrando a via tangente ao estacionamento do Walmart. Está engarrafando até dentro do estacionamento para quem quer sair para esse lado. O escoamento que era feito pela Rua Azarias de Carvalho Gama, dobrando na Rita de Cássia, até atingir a principal, Abelardo Pontes Lima, perfazia um percurso de uns quinhentos metros. Agora, a saída dá-se pela Fernando Junior, num trajeto de no máximo cinquenta metros, onde se quer que comporte a mesma quantidade de carros anterior.

Sem falar que transformaram um retorno de quadra em retorno de duas quadras, vê-se que a mistura de duas gestões, municipal e estadual, nas modificações deste local, além de dar a conotação de que panela em que muitos mexem não pode dar comida boa, parece não ter havido a devida aplicação da engenharia de tráfego para conseguirmos transitar por esse complicado labirinto.

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