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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 984 / 2018

14/08/2018 - 20:02:12

Parabéns aos nossos pais

José Fernando Martins [email protected]

Quando eu era muito pequeno, começando a falar, minha mãe e meu pai começaram a me ensinar a chamar de “papai” a um cara que eu sempre estava vendo todos os dias, dormindo junto a ele no meu berço, passando minutos brincando com ele, me fazendo sorrir e, às vezes, me consolando para que eu não chorasse. Isso era todos os dias e eu passei a gostar daqueles momentos maravilhosos da minha vida. Cresci, ele ficou mais velho, como eu, e passei a gostar dele a cada dia que se passava, na sua luta silenciosa para criar os filhos e dar a eles o melhor que pudesse. Como ele já faleceu, todos os Dia dos Pais, eu vou ao cemitério para fazer as minhas preces, acender velas, levar flores para o seu túmulo e para agradecer-lhe por tudo que ele fez por mim e às minhas irmãs. Neste domingo, 12 de agosto de 2018, eu não vou lhe dar um presente, como fazia antes, mesmo neste dia especial. Vou parabenizá-los, como heróis do dia a dia, sejam eles ricos, pobres, pretos, felizes, sofredores, trabalhadores ou desempregados. Hoje, eu vou pedir a todos vocês, leitores dos meus artigos, que deixem eu me dirigir ao meu querido pai, para que através dele eu preste as homenagens que todos eles merecem. 

Meu querido pai, o senhor é semelhante a todos os mortais, pois já deve ter chorado algumas vezes, já deve ter sorrido e ter defeitos e virtudes que nós temos ou tivemos. Eu sei que o senhor, meu pai, como muitos pais, é bem provável que não tenham recebido presentes neste dia, não tenham podido comprar os alimentos necessários ou não tenham podido comprar os remédios necessários para os seus filhos. O senhor, papai, ainda pôde comprar uma bacia para que mamãe me desse banhos, ainda pôde comprar leite para as gostosas mamadeiras, ainda pôde comprar sapatinhos e roupas, ainda pôde comprar brinquedos para os filhos e, ainda pôde comprar uma cartilha do ABC para que eu aprendesse a ler. Muitos, papai, não sabem nem o que é presente e o que são brinquedos. 

Neste domingo, papai, eu aproveito a oportunidade para agradecer o anel de engenheiro que recebi das mãos de mamãe, no Teatro Deodoro, quando num camarote do teatro, eu vi o senhor com lágrimas nos olhos, refletidas no lustre que iluminava aquela noite festiva. Obrigado, papai, pelos conselhos que o senhor sempre me deu, pelos cuidados para que eu não trilhasse por certos caminhos com drogas e não levasse muitas quedas. Obrigado, papai, por ter me levado nos seus braços, através de riachos e lamaçais. Obrigado, papai, pelos gostosos pirulitos, pelas ximbras, pelos filmes, pelos passeios, pelas festinhas e pelo futebol. 

É papai, este Dia dos Pais é um dia bom para aqueles pais que receberam presentes nos seus apartamentos e nas suas casas, porém muitos pais passarão o Dia dos Pais com fome, nos seus casebres, ou não poderão visitar seus filhos nas prisões imundas, nos asilos e nos hospitais. Muitos de vocês devem estar chorando baixinho, porque seus filhos não tiveram um simples presente para lhes dar. Que o nosso Deus tenha pena desses pais, principalmente dos pais que passam fome, que sentem frio, que choram, que sofrem e que também, merecem ser parabenizados como pais. 

Em tempo – Um senhor com o nome de Marçal, de Arapiraca, é um dos leitores dos meus artigos no EXTRA. A ele eu agradeço o incentivo! 

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