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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 984 / 2018

14/08/2018 - 20:00:00

GABRIEL MOUSINHO

Renan x Collor

O lançamento do nome do senador Fernando Collor para disputar o governo de Alagoas contra Renan Filho foi como um balde de água fria na situação, que tinha como certa uma reeleição tranquila, sem sobressaltos, depois que o prefeito Rui Palmeira desistiu de concorrer nas eleições.

Collor chega polemizando, denunciando, fazendo campanha como ele mais gosta: ir para o embate com seus adversários. Renan Filho também não fica atrás e, durante a Convenção do MDB, bateu forte no presidente Michel Temer e nos governos que lhes antecederam em Alagoas, incluindo aí o seu coordenador de campanha, Ronaldo Lessa.

O tom da campanha, até o seu final, ainda terá muitos lances curiosos e o clima do já ganhou do grupo palaciano transformou-se em dúvidas reais. Afinal, o adversário dos Renans conhece como ninguém as nuances da política alagoana e é bom de briga.

Constrangimento 

Na Convenção do MDB muitos aliados da família Calheiros ficaram constrangidos com os discursos fortes dirigidos ao presidente Michel Temer. Primeiro porque, ao seu lado, estavam os ex-ministros dos Transportes, Maurício Quintella, e Marx Beltrão, do Turismo, que tentam vaga ao Senado e na Câmara dos Deputados.  Segundo, o ex-governador e deputado federal Ronaldo Lessa, que embora coordenador da campanha da coligação de Renan Filho, se viu também alvo da ferocidade do governador que disse ter sido o seu governo o mais decente dos últimos anos, o que deixou dúvidas sobre as outras administrações, inclusive do próprio Lessa. 

Velocidade

Demorou pouco o governador Renan Filho adotar medidas para evitar a desativação do programa do leite em Alagoas. Bastou uma crítica pesada feita pelo senador Fernando Collor durante a Convenção dos Progressistas para que o governo acordasse. Collor também bateu forte na apreensão de milhares de motos “cinquentinha” pelo governo, um instrumento de trabalho para os mais necessitados.

Carne e unha

O ex-governador Téo Vilela fez de tudo até a madrugada de domingo para melar a aliança entre os Progressistas, Fernando Collor, através do PTC, e o seu PSDB que tem como presidente regional o prefeito Rui Palmeira. Nessa mesma madrugada Téo fez um contato com Renan afirmando que havia conseguido tirar Rodrigo Cunha de candidato ao governo e disputar o Senado.  Parece que a emenda foi pior do que o soneto. Entrou Fernando Collor na parada.

Declarado

Todo mundo já sabia, mas o ex-governador Teotonio Vilela fez questão de divulgar que não vota em Fernando Collor, como também não vota no senador Benedito de Lira. Os votos de Téo devem ser de Rodrigo Cunha, Renan Filho e Renan pai.

Moeda de troca

O ex-secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, que já previa uma mudança nos seus planos políticos, foi trocado na suplência do senador Renan Calheiros. Estranho que Farias esteja ao lado dessas composições.

Seguindo Collor

Na quinta-feira da semana passada o senador Fernando Collor, como faz comumente, publicou nas suas páginas no Facebook uma foto abraçando pessoas do povo. Pouco tempo depois o governador Renan Filho fez o mesmo no seu perfil. Está imitando bem, o governador.

Nos ares

O deputado Maurício Quintella, candidato ao Senado, já aderiu à fase de utilização de helicóptero para seus contatos políticos no interior. Quase sempre pegam carona na aeronave o senador Renan Calheiros e o governador Renan Filho.

Alguém dança

O governador Renan Filho criou um conselho para coordenar as ações de campanha que será composto por Cristhian Teixeira, Fabrício Marques, Hélder Lima, Dudu Brasil e Rafael Brito. Eles sairão de cargos no governo, mas a questão é saber, depois, quem volta.

Saída lamentável

A desistência de Eduardo Tavares de concorrer à Câmara dos Deputados mostra como a atual legislação eleitoral é cruel. Alagoas perde, assim, um homem comprometido com a decência, com o trabalho e a honradez. Mas ainda chegará s sua vez.

Disputa na OAB

O Movimento Sou Advogado deve lançar em breve uma chapa para disputar a presidência da OAB em novembro próximo. Pela oposição se sobressaem os nomes de Marcelo Brabo, Fernando Falcão e Cacá Gouveia. Pela situação, a atual presidente Marinela pode disputar a reeleição.

Reação

O processo contra cerca de quarenta advogados patrocinados pela atual direção da OAB logo após as eleições, há três anos, que restou não dando em nada, tem provocado a reação de centenas de profissionais que querem e desejam mudar a direção da entidade. Campanha é uma coisa, perseguição é outra, afirmam advogados que se sentiram injustiçados e perseguidos.

Racha

Entre os conselheiros da OAB, vários já decidiram marchar agora com a oposição. Não estão satisfeitos com os rumos que a entidade tomou nos últimos anos. Eles defendem uma maior atuação da OAB em defesa das prerrogativas dos profissionais que se sentem cada vez mais abandonados.

Parada dura

As denúncias do deputado Dudu Hollanda contra o prefeito de Marimbondo, Leopoldo Pedrosa, são de uma gravidade inimaginável. Os menores adjetivos soltados pelo deputado foram de ladrão de gado, assassino e estelionatário.

A corrida é grande

Quem não tiver bala na agulha é bom não se meter a disputar um cargo de deputado federal. A briga é grande e muitos candidatos tidos como importantes irão perder as eleições. É preciso muito dinheiro nesta campanha, dizem alguns, que pensam seriamente em abandonar as candidaturas.

Previsão

Pelos cálculos feitos pelos candidatos e pelo trabalho realizado ao longo dos anos, o deputado Arthur Lira deverá ser o campeão de votos nessas eleições. Lira, que lidera uma das maiores bancadas na Câmara dos Deputados, foi um dos que mais trabalhou em benefício dos municípios alagoanos nas áreas de infraestrutura, habitação e saúde.

Menino bom

O deputado Marx Beltrão tem demonstrado ser um político de muito bom coração. Depois de ser preterido pelos Calheiros, aliou-se ao governo, desistiu de disputar o Senado e agora abriu os braços para apoiar Maurício Quintella, o mesmo que tomou seu lugar na chapa majoritária. Como isso em política é incompreensível, bem que Marx merece um troféu de bom moço no final do ano.

Fiasco

Depois de muito espernear, o senador Renan Calheiros ficou decepcionado com o resultado em que Henrique Meirelles foi escolhido candidato à presidência da República pelo MDB. Os “pigmeus”, como definiu o presidente Michel Temer, tiveram apenas 62 dos 419 votos obtidos por Meirelles.

O palácio tremeu

Mesmo que não queira passar recibo, o Palácio dos Martírios tremeu quando foi anunciada a candidatura de Fernando Collor ao governo de Alagoas. Os calheiristas sabem que o osso é duro de roer e Collor sabe como ninguém tocar uma campanha política.


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