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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 984 / 2018

14/08/2018 - 19:28:35

Sururu

Da redação

Briga de caciques

1 - A entrada do senador Fernando Collor na briga pelo go-verno do Estado livrou Alagoas do vexame de reeleger um governador por aclamação.

2 - A disputa é salutar, não apenas por fortalecer a demo-cracia, mas também para legitimar a vitória do vencedor. Ademais, em qualquer circunstância política, a participação de uma oposição ativa é um imperativo democrático.

3 - Mais ainda em Alagoas, cuja escassez de novos líderes ameaça transformar o estado em uma propriedade particular do governador de plantão, seja ele quem for.

4 - E aqui não se trata de definir se Fernando Collor é melhor que Renan Filho, dado que essa tarefa é um direito constitucional do eleitor, cuja escolha será feita nas urnas. 

5  - A participação de Collor, além de proporcionar ao alagoano a opção de escolher o que achar melhor, contribuirá também para reduzir o índice de inadimplência eleitoral, que já se aproxima dos 50% em todo o País.

6  - Por fim, quando o tema é sucessão, o melhor para todos é que as duas principais lideranças que restaram em Alagoas estejam em lados opostos. Unidos podem não dar bons resultados e a conta é sempre paga pelo povo.

Bancada governista

Antes de Collor entrar na disputa eleitoral, o governo falava em fazer até 8 dos 9 deputados da bancada alagoana na Câmara Federal. Com elle na briga, os cálculos foram refeitos e agora a previsão caiu à metade. Fará 5, no máximo. 

Dos 15 candidatos governistas os mais cotados para ir para Brasília são Marx Beltrão, Sérgio Toledo, Isnaldo Bulhões, Carimbão, Ronaldo Lessa e Nivaldo Albuquerque. Assim nessa ordem. 

Os demais, Rosinha ex-Adefal, Regis Cavalcante, Marcelo Tadeu, Emanuel Fortes, Paulão do PT, Val Amélio, Olívia Tenório, Kívia, Jullyene Lins, Paulinho do Solidariedade e Álvaro Vasconcelos, vão disputar a sobra de votos. 

Musa do                impeachment

“É muito triste para mim, que cortei da própria carne para combater esquemas nefastos para o Brasil, ver meu partido se aliar a esta candidatura ao governo de Alagoas”. Thereza Collor sobre a aliança entre o PSDB de Alckmin e o PTC de Collor.

 Frase da semana

“O Brasil herdou a indolência do índio e a malandragem do negro”. 

General Mourão, vice de Bolsonaro

Hipocrisia nacional

A maioria dos brasileiros deve concordar com o general Mourão sobre a índole nacional, mas ninguém ousa falar isso em público. Nesses tempos do insuportável “politicamente correto”, qualquer bobagem dita se transforma em processo por danos morais. Mas o milico entende de sociologia e está certo.

Dívida da morte

O advogado Sinval José Alves, acusado de mandar matar o sócio, o também advogado José Fernando Cabral de Lima, praticamente já foi condenado por antecipação. Mas até agora não se conhece a origem do móvel do crime, que seria uma dívida de R$ 600 mil que o réu teria com a vítima.

Esta é a conclusão do inquérito policial que aponta Sinval Alves como mentor do bárbaro assassinato do sócio. Mas o réu diz que é inocente, mesmo não tendo, até agora, apresentado fatos que avalizem a sua defesa.

Para esclarecer essas dúvidas, a polícia judiciária precisa investigar a origem da dívida que teria motivado a execução do advogado e quem teria se beneficiado do crime.

A pressa com que o inquérito está sendo conduzido também levanta suspeita de que interesses externos estariam influenciando a condução do processo. 

Cidade inchada

Rio Largo tem, oficialmente, 75 mil habitantes, mas estima-se que sua população atual passe de 200 mil considerando os grandes conjuntos habitacionais surgidos nos últimos 10 anos.

Segundo o prefeito Gilberto Gonçalves, esta situação gera graves prejuízos para o município que não tem como bancar as demandas sociais de sua população, sobretudo nas áreas de saúde e educação.

Como os repasses de verbas federais são atrelados ao número de habitantes, o prefeito irá discutir com o IBGE um possível recenseamento demográfico do município antes de 2020, data do próximo censo nacional. 

Não Podemos

A direção nacional do Podemos vetou a participação do new latifundiário Rafael Tenório no chapão do MDB como primeiro suplente do senador Renan Calheiros.

Mais do que votos – que Rafael certamente não os tem – Renan perdeu o homem da mala preta.

Alô, mamãe!

O deputado Isnaldo Bulhões Filho (MDB) está numa sinuca de bico nessa eleição. Terá de se definir entre apoiar Renan Filho ou Fernando Collor.

Se pedir voto para Collor e o candidato vencer, a mãe de Isnaldinho - Renilde Bulhões - ga-nhará um mandato de 4 anos no Senado, como primeira suplente de Collor. 

Aliás, ao bancar a candidatura de Isnaldo Bulhões à Câmara Federal, Renan Filho tenta com isso inviabilizar o apoio dos Bulhões ao filho de Collor - Fernando James - que também disputará uma vaga de deputado federal.

A propósito, Collor não ficou nada satisfeito com a presença de Renilde Bulhões na convenção do MDB ao lado de Renan Filho.

Sem tédio

A única certeza que se tem nesse ano eleitoral em Alagoas é que o eleitorado não será entediado por um pleito apático, sem disputa e de resultado previsível.

O espetáculo eleitoreiro será protagonizado por Collor e Renan Filho, os dois principais concorrentes ao governo do Estado. 

Decisão

A Primeira Turma do STJ decidiu que são imprescritíveis as ações de reintegração em cargo público movidas por ex-presos políticos perseguidos pelo regime militar. 

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