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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 983 / 2018

02/08/2018 - 20:01:15

Procura-se candidato da oposição para enfrentar Renan Filho

De Collor a Canuto, PP, PSDB e DEM buscam quem tope o desafio

Odilon Rios Especial para o Extra
Eduardo Canuto enfrenta resistências dentro da própria Câmara de Vereadores

Até o próximo domingo ficará definido quem será o candidato da oposição a enfrentar o governador Renan Filho (MDB) nas urnas de outubro.

Na bolsa de aposta dos partidos tem de tudo: desde o senador Fernando Collor (PTC) e seu vice sendo o presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, Kelmann Vieira (PSDB), passando pelo vice-prefeito Marcelo Palmeira (PP) como candidato do chapão articulado pelo senador Benedito de Lira (PP) e chegando ao vereador Eduardo Canuto (PSDB), líder do prefeito no Legislativo municipal e, ao menos por enquanto, nome isolado na preferência do PSDB, do PP e do DEM.

O mercadão do voto não define as tendências somente desta eleição, mas também a de 2020, quando o candidato da oposição se credencia automaticamente na disputa à Prefeitura da capital. E, claro, ajuda a ditar os caminhos dos maiores colégios eleitorais, como Arapiraca, Palmeira dos Índios e São Miguel dos Campos.

Só que na especulação de nomes cotados até agora existem vantagens ou desvantagens a depender da posição do candidato.

Por exemplo: Collor não tem interesse em ser prefeito de Maceió. Porém, será candidato em 2022 na única vaga ao Senado. Vaga que terá o atual governador como principal interessado. E não apenas Renan Filho: Rui Palmeira tem interesse em inscrever seu nome em Brasília, na mesma posição por onde passaram seu avô, Rui, e o pai, Guilherme.

Collor quer agregar a oposição em torno do seu nome, mas terá de dividir o palanque com o PSDB do ex-governador Teotonio Vilela Filho, do qual o senador é um antigo desafeto; terá de dividir espaço com o ex-deputado federal José Thomaz Nonô (DEM), outro rival histórico.

Porém tem a vantagem de tomar a benção do seu padrinho político, o ministro aposentado do Tribunal de Contas da União (TCU), Guilherme Palmeira, pai do prefeito de Maceió.

Aliás Rui Palmeira esteve com Collor esta semana ao menos duas vezes para discutir o mesmo assunto: o apoio do prefeito ao nome “delle” na disputa ao governo.

Mas Collor condiciona este apoio à união da oposição, na prática formando uma chapa com tempo de TV suficiente para abalar as estruturas do Palácio República dos Palmares- do qual Collor ainda é aliado. Mas a resposta veio do PP, através do deputado federal Arthur Lira: nem toda a oposição estará dividindo o mesmo palanque para enfrentar os Calheiros.

Por isso, na lista da oposição, Collor é nome riscado entre os prováveis candidatos ao Governo.

Daí, surgem outros.

Biu X Kelmann

O mais cotado, até o momento, é o vereador Eduardo Canuto, também tucano, mas que, se for autorizado pelo PSDB a disputar o Governo, de cara não terá o apoio de 11 dos 21 vereadores da capital. Eles fazem parte do grupo do presidente da Câmara, Kelmann Vieira, que não esconde de ninguém a disposição de mergulhar na busca por votos pela Prefeitura de Maceió daqui a 2 anos.

E daí? Eduardo Canuto pode atrapalhar estes planos, considerando que uma campanha ao Governo tem força suficiente para potencializar um candidato, mesmo ele perdendo.

Exemplos mais recentes mostram isso. Eduardo Tavares, prefeito de Traipu, foi candidato ao Governo durante 1 mês. Desistiu mas venceu a Prefeitura de Traipu.

Quando desistiu do Governo, foi substituído por Júlio Cézar, derrotado por Renan Filho mas, 2 anos depois, eleito prefeito de Palmeira dos Índios.

Canuto recebe grande incentivo de Biu de Lira, que quer Kelmann Vieira longe de ameaçar o projeto de poder do PP. Por outro lado, Canuto se aproxima do vice-prefeito da capital (e afilhado político do senador), Marcelo Palmeira, presidente do PP municipal.

Rui Palmeira chegou a cotar o chefe do Legislativo municipal para a disputa ao Governo. Mas, Kelmann teve o nome vetado por Biu de Lira, levando em conta que o presidente da Câmara atrapalharia as pretensões do senador em Maceió.

“Se Eduardo Canuto for o candidato do PSDB ao Governo, eu já avisei ao prefeito: votarei em Renan Filho”, resumiu Vieira ao EXTRA.

O presidente da Câmara, aliás, também enxerga dentro de casa. Um dos principais aliados do prefeito de Maceió é o ex-prefeito de Paripueira, Abrahão Moura, irmão de Antônio Moura, superintendente Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).

O avanço de Abrahão Moura, principalmente na região norte de Alagoas, fez com que Kelmann montasse um QG acompanhando de perto as articulações dele. Kelmann é marido de Flávia Cavalcante, candidata a deputada estadual. Flávia é irmã de Fernanda, prefeita de São Luiz do Quitunde. As duas são filhas de Cícero Cavalcante, que já governou a cidade vizinha, Matriz de Camaragibe, e São Luiz.

Abrahão Moura quer a filha, Cibele, na Assembleia Legislativa; aliou-se a Sérgio Toledo, que disputa a Câmara Federal.

Kelmann votaria em Nonô para deputado federal. Ele desistiu. Daí Marx Beltrão (PSDB), ex-ministro do Turismo, desistiu de disputar o Senado e briga por uma vaga de federal. O presidente da Câmara de Maceió mais os Cavalcante fecharam com Marx.

É briga de gigantes contra titãs.

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