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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 982 / 2018

31/07/2018 - 10:03:24

SAÚDE MENTAL

Psicopatia infantil (PI)

Há quem acredite que não existe, mas existe sim, sinais evidentes da conduta antissocial em crianças. A psicopatia infantil está presente em todo o lugar do planeta e inicia nos primeiros anos de vida da criança, isto é, quando ela começa a falar. Também pode começar na fase inicial da adolescência.

Um ambiente familiar mais estruturado, ou seja, com afeto, carinho, respeito e com vigilância constante da criança/adolescente, não evita a psicopatia infantil, mas pode inibir que o transtorno se torne mais grave, quando adulta.

PI: o que diz o DMS

O Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) expressa que uma criança não pode ser diagnosticada como psicopata e sim com Transtorno de Conduta, já que o Transtorno de Personalidade Antissocial (Psicopatia) só pode ser diagnosticado em pessoas a partir dos 18 anos.

PI: sinais

É perfeitamente normal no processo de desenvolvimento da criança e também do adolescente: mentir, agredir pessoas fisicamente, não ir a aula, estragar as coisas de dentro de casa, como sofá, por exemplo; ficar irritado sem causa, entre outros.  Esses comportamentos surgem porque a criança não lida bem com as frustrações do dia a dia. Ela incorpora que tudo tem que ser do jeito dela e na hora que ela quiser. Mas não é bem assim.

Outros sinais: pratica agressão física a pessoas e a animais; engana e furta objetos de colegas, quebra carteiras escolares, inicia brigas sem uma razão definida.

Os sintomas podem ser confundidos com outros transtornos como Déficit de Atenção e Hiperatividade; Retardo Mental; Episódios Maníacos do Transtorno Afetivo Bipolar ou Esquizofrenia. Portanto, o diagnóstico dever ser bastante estudado para que não haja confusão.

PI: o que fazer?

A criança/adolescente pode ter comportamentos de um antissocial circunstancialmente: discutiu com um colega, foi repreendido pelo professor, entre outros. Nesse caso é extremamente natural que ela reaja.

Mas, quando esses comportamentos se tornam constantes e são difusos (sem ter uma causa concreta) é preciso que os pais ou cuidadores procurem ajuda de um psicólogo para investigar a origem.

Depressão ‘maior’

Transtorno Depressivo Maior. Esse é o termo que o DMS-V expressa para os sintomas da depressão mais aguda. Os sintomas são: humor deprimido; perda de interesse ou prazer pela vida; perda de peso; insônia constante; sentimento de culpa excessiva; dificuldade de concentração e pensamentos sobre suicídio.

O período desses sintomas pode variar de uma pessoa para outra, mas se ocorrer por mais de duas semanas pode estar sendo instalado o processo depressivo.

Dependendo da situação que a pessoa se encontra, o processo psicoterápico pode demorar meses ou até anos. Cada pessoa reage diferentemente, podendo ser ministrado medicamento, através da prescrição do médico psiquiatra. Independente da pessoa estar ou não tomando medicação, a psicoterapia é fundamental para o processo de melhora.

Depressão ‘maior’ II

O termo depressão vem do latim – depressio – e significa um estado patológico que tem natureza orgânica e psicológica em que estão presentes comportamentos de desânimo, desesperança, desamparo, inércia (sem vontade para fazer nada) e, muitas vezes, ansiedade.

A depressão altera a maneira com a pessoa vê o mundo, ou seja, para ela nada presta, tudo é cinza, não há nada que possa ter solução. E não é bem assim; sempre há uma solução para a pessoa que está em processo depressivo.

O uso abusivo de álcool e outras drogas, além de medicamentos e substâncias, mesmo aquelas ditas fitoterápicas, podem contribuir para o aparecimento do processo depressivo.

Depressão ‘maior’ III

Aos primeiros sinais, não pense duas vezes, procure um psicólogo. A depressão já é a principal causa de afastamento do trabalho em diversas instituições no Brasil e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2030 será primeira causa em todo o mundo.

Sofrimento do 

outro? Hem?!!!

Está sendo “comum” – o que é lamentável -, principalmente nas redes sociais, a pessoa compartilhar vídeos e pôsteres em que o tema seja o sofrimento do outro, a banalização do suicídio, a desonestidade. Todo mundo já recebeu um. O que fazer com isso?

Por que isso acontece? Será que estamos sendo robotizados? A sensibilidade não faz mais parte do ser humano? Em contrapartida as mesmas redes sociais multiplicam vídeos em que animais “sentem amor” por seus donos. Será mesmo, amor?

Vários programas de TV de “humor” banalizam o sofrimento dos outros, por mais paradoxal que seja. Será humor mesmo ver pessoas caírem e se machucarem? O que representa a visualização desses comportamentos para uma criança ou para um adolescente que está assistindo? 

Será que as crises econômicas; de bons comportamentos humanos; a exposição à violência desenfreada, principalmente nos programas televisivos (inclusive novelas); nos filmes de Hollyood,  não estão contribuindo para que o sentimento de compaixão e respeito pelas pessoas acabem ou não tenham importância?

Quando as pessoas estão deprimidas, com sofrimento psíquico agudo, muitas vezes os amigos, colegas e familiares costumam dizer: “isso é falta de pisa”, isso é frescura; “é besteira”. O sofrimento alheio, parece, está sendo tolice para muitas pessoas, inclusive para os familiares, que não têm tempo de conversar, escutar os filhos, os irmãos, enfim.

Num dos vídeos, uma pessoa, com aparência de adolescente tenta o suicídio; consegue se salvar pelas mãos dos pais, depois de gritar. Os familiares presentes, depois de ajudar a salvar a pessoa, em vez de acolherem mais ainda, fazem exatamente o contrário: ‘determinam’ que ela ‘faça de novo’. Com certeza sem intenção do que estão dizendo.

O pai, parece, não teve a intenção de prejudica-la, intencionalmente, apenas, talvez, reproduziu aquilo que se vem fazendo, inconsciente, ou seja, ‘incentivando’ as pessoas a repetirem atos de crueldade uns com os outros. A crueldade não é apenas física. Ela pode ser por palavras, por gestos, enfim.

Quer cometer 

suicídio? 

São inúmeros os casos de tentativas de suicídio que ocorrem em todo o mundo. Seja por problemas conjugal, financeiro, no ambiente de trabalho, enfim. Quando o ato ocorre, a pessoa apresenta, pelo menos, três níveis: pensar / falar; planejar e executar.

Ao praticar qualquer tentativa concreta, significa que a pessoa já perdeu a esperança, está desamparada, está em desespero e está, realmente, em processo de depressão.

Geralmente as pessoas dizem frases como: ‘não vale mais viver’; ‘quer sumir’; ‘é melhor acabar com tudo’ e muitas outras que expressam sentimentos semelhantes.

O que fazer?

A primeira coisa a fazer é acolher a pessoa fazendo-a a falar sobre o sofrimento. Não julgar o que ela está dizendo, apenas escutar. Às vezes essa pessoa apresenta algum tipo de comportamento manipulador; mesmo assim acolha (às vezes é por isso mesmo que ela está em processo depressivo).

É preciso deixa-la segura e com esperança de que ela pode resolver o problema, o sofrimento, seja ele qual for. Depois disso, faze-la ou convence-la de que precisa de ajuda de um psicólogo ou de um psiquiatra. Não preciso impor.  Poderia ser: “Vamos procurar ajuda”; “Estou ao seu lado”; “Vou ajuda-la. ”Você vai resolver o problema”.

Essa postura pode ajudar bastante a pessoa que está em processo de sofrimento psíquico, seja ele qual for.

A pessoa não é o sofrimento; não é a doença; não é problema, ela simplesmente quer se livrar deles.

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