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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 981 / 2018

24/07/2018 - 10:19:17

Cadê o candidato de peso?

JORGE MORAIS

Desde o dia em que o prefeito Rui Palmeira anunciou que não seria candidato ao Governo de Alagoas, e isso já faz um século, que a oposição vem dizendo que vai ter um candidato de peso nas próximas eleições. É bem verdade que eles precisaram de alguns dias para digerir a decisão do prefeito de Maceió. Foi como ficar órfão de pai. Em um processo grande como esse, que vai de presidente a deputado estadual, faz parte do projeto de muitos a presença de um candidato que possa puxar votos para as coligações e, neste caso, seria o nome para governador.

Passado o susto, a oposição ficou até agora só no discurso: vai apresentar um candidato de peso, que até agora não saiu. Como o tempo está passando e, em poucos dias, termina o prazo das convenções partidárias, a brincadeira nas ruas é que esse candidato de peso pode ser o peso da gordura, ou seja, o excesso de peso. Nesse tempo todo, alguns oposicionistas já falaram nos nomes dos vereadores Kelmann Vieira e Eduardo Canuto e no do vice-prefeito Marcelo Palmeira. Os dois primeiros pertencem ao PSDB, o partido do prefeito Rui Palmeira, e o último ao PP, do senador Benedito de Lira.

Kelmann, Canuto e Palmeira não confirmam e nem desmentem, categoricamente, essa possibilidade. Por sinal, esses nomes esfriaram nos últimos dias. Esta semana, ouvi de alguns dirigentes partidários, que o senador Fernando Collor de Mello está sendo lembrado pelo grupo de oposição (PSDB, PP, DEM, incluindo aí o PTC do senador e outros partidos menores) para sair candidato ao Governo de Alagoas. Dizem que só falta o aval do senador Benedito de Lira (PP), pois os demais já concordaram, inclusive o presidente do DEM, José Thomaz Nonô.

Se é verdade ou não, esse silêncio da oposição em anunciar esse nome de peso está bem ao estilo do senador Collor, que sempre espera até perto do apito final do árbitro para decidir a sua vida política. Foi assim na época em que ganhou a vaga para o Senado da República, 27 dias antes da data da eleição. Em se tratando do senador é quase que um suspense e é muito difícil alguém conseguir arrancar alguma coisa dele antes dos prazos legais. É bom lembrar que, mesmo algumas pessoas garantindo que Collor está no governo Renan Filho, ele não entregou a secretaria que o PTC tem na Prefeitura de Maceió.

Esta semana, um amigo me confidenciou outra possibilidade da oposição. Se não for indicado nenhum nome já citado neste artigo, pode, eu escrevi pode, surgir o nome do ex-deputado João Caldas, presidente do PSC em Alagoas e pai do deputado federal João Henrique Caldas, como o candidato. Neste caso, duas situações: primeiro, não seria um candidato de peso; segundo, vai ter que esperar a palavra final, mais uma vez, do senador Benedito de Lira, que não está gostando muito dessa ideia. O certo mesmo é que, mesmo anunciando um nome forte para enfrentar o governador Renan Filho, candidato à reeleição, a oposição procura um nome-bomba, mas até agora não tem nem um traque.

Enquanto isso, Renan Filho vai ter que esperar mesmo até o prazo final das convenções, esperando o nome da oposição para decidir se aperta de vez o pé no acelerador da sua campanha ou se não precisa ultrapassar o limite de velocidade permitido.

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