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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 981 / 2018

24/07/2018 - 10:12:07

GABRIEL MOUSINHO

Helicópteros no ar

As eleições este ano irão ter um tempo muito curto para os candidatos, principalmente majoritários, e isso requer rápida mobilização para acertos, visitas e compromissos. Levando-se em consideração que a campanha começa mesmo em 15 de agosto, último dia para o registro dos candidatos na Justiça Eleitoral, sobram apenas 45 dias até as eleições.

Quem não puder contratar helicópteros para cruzar os ares de Alagoas de ponta a ponta, com certeza levará desvantagem com relação a outros candidatos. Quanto aos recursos para serem investidos, é bom fazerem a coisa certa para não dar errado.

Nesse quadro eleitoral onde os políticos darão a vida por um mandato e à própria reeleição, a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal deverão ficar de olho em quem mostrar sinais exteriores de riqueza, cujo dinheiro certamente não sairá somente do Fundo Partidário.

Orçamentos

Tem candidato que já anda procurando em estados vizinhos quanto custa o aluguel de um helicóptero para a campanha até às eleições. Um bichinho desses, cruzando os ares, custa em torno de 1 milhão de reais.

Tempo curto

Se o candidato utilizar um veículo para rodar os 102 municípios em 45 dias, não dá para fazer nem um terço deles, levando-se em consideração encontros, almoços, caminhadas, contatos e acertos de portas fechadas com lideranças no interior. Só mesmo de helicóptero para cumprir todos os compromissos.

Quem são os ricos

Depois da Operação Lava Jato, o dinheiro a priori sumiu, e a população, a Justiça Eleitoral, a Polícia Federal e as associações de combate às organizações criminosas vão querer saber quem vai utilizar o brinquedinho voando pra cima e pra baixo entre os municípios e de onde saiu a grana.

Mais cara

Depois de idas e vindas, alguns candidatos vão ter que gastar muito mais dinheiro se quiserem chegar ao Congresso Nacional. Como sempre, em Alagoas eleição se trata nos bastidores, com bastante grana, processo utilizado com uma população semianalfabeta. 

Descaramento

Mesmo com a atuação do Ministério Público e da Justiça Eleitoral, os acordos são feitos à luz do dia em dezenas de municípios alagoanos pelos candidatos com as lideranças políticas. Quem der mais, leva.

Já tem gente     eleita

Para assessores de alguns candidatos essa eleição é barbada. Mas esquecem de que ainda não combinaram com o povo. As informações, na sua maioria falsas, tendem a sugestionar o eleitorado que não acompanha os bastidores da política.

Avaliação

Se o povo tiver a preocupação de votar em quem realmente trabalha por Alagoas, vai saber que muitos por aí querem ganhar a eleição no grito, na propaganda exagerada, mas sem mostrar serviço. Poucos têm serviços prestados à população.

Sem pressa

O vice-prefeito Marcelo Palmeira avisa que não existe mais pressa para que seja anunciado um nome de oposição para enfrentar Renan Filho nas urnas. O nome do candidato está sendo avaliado e, segundo ele, será apresentado oficialmente na Convenção Partidária marcada para o dia 5 de agosto.

Nome da vez

Nos bastidores, além do nome do próprio vice Marcelo Palmeira para disputar o governo, ainda aparece Eduardo Canuto, que seria um Júlio Cézar de Palmeira dos Índios quando foi indicado por Téo Vilela e disputou o cargo sem chances de surpreender.

Sem unanimidade

A verdade é que não existe unanimidade na escolha do candidato a governador pela oposição. E as chances praticamente são inexistentes. A estas alturas, um nome para enfrentar Renan Filho, que fez propaganda do seu governo durante quatro anos, é muito difícil. Mas muito difícil mesmo.

Rejeição

Mesmo assim, em pesquisas para consumo próprio na capital, por exemplo, a rejeição da situação chega aos 35%, o que quer dizer que se a oposição tivesse um candidato forte complicaria a vida de Renan Filho nas urnas. 

Contra a maré

O Sinteal aprovou um reajuste de 2,95% para os servidores do Estado, mas manobrou e vetou um aumento de 3% para os servidores municipais. Ligado à CUT e ao PT, o sindicato naturalmente está ligado ao MDB da família Calheiros. Parece briga do MDB com o PSDB, comentam assessores da Prefeitura de Maceió. Esta decisão tem prejudicado crianças que precisam estudar e o funcionalismo público municipal que não tem nada a ver com esse problema.

Oposição na OAB 1

Este ano vai ocorrer nova eleição na OAB e, pelo visto, a atual diretoria da entidade vai ter candidatos fortes na oposição. O atual Conselho já não é unanimidade e vários integrantes já decidiram marchar conta a atual administração. Nomes estão sendo avaliados e o candidato deverá ser conhecido na primeira quinzena de agosto.

Oposição na OAB 2

Para lideranças do movimento para renovar a OAB, o objetivo maior é ter uma OAB forte e pujante e um advogado valorizado e respeitado. O Movimento Sou Advogado, lançado recentemente, pretende fiscalizar o exercício profissional, não permitindo, entre outras ações, que advogados de outros estados da federação atuem em Alagoas além do número de cinco processos, o que tem encolhido ainda mais o mercado de trabalho de centenas de profissionais no estado. O Movimento Sou Advogado tem crescido muito nos últimos dias e o objetivo principal é ter uma OAB pujante, aguerrida e que defenda intransigentemente todos os advogados.

Denúncias graves

Esta semana o Conselho de Segurança, através do seu vice-presidente Antônio Carlos Gouveia, o Cacá Gouveia, cobrou explicações sobre as denúncias de advogados suspeitos de ligações com facções criminosas. Cacá considerou a situação como absurda e exigiu explicações do secretário de Ressocialização e Inclusão social, coronel Marcos Sérgio, e da própria OAB, lembrando que “quem cala, consente”. A OAB, comentou o vice-presidente do Conseg, “deve se posicionar quanto a essa situação que coloca em xeque a credibilidade de todos os advogados”.

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