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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 980 / 2018

17/07/2018 - 11:04:23

A armação que não deu certo

JORGE MORAIS

Quando os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, apressadamente solicitaram a retirada da pauta no Supremo Tribunal Federal, já ao apagar da luzes, ou seja, antes do recesso da justiça, o pedido para tirar da cadeia o dito cujo, muita gente ficou, naquela oportunidade, sem entender muito o que estava acontecendo. Depois disso, foi explicado que o pedido estava sendo feito para que os defensores do ex-presidente preso, primeiro, tentassem a liberdade via Tribunal Superior Eleitoral.

Depois, caso não conseguissem, eles ainda teriam, assim, o último caminho a seguir, que seria o STF. No entanto, depois da palhaçada do desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, quando assumiu o plantão no TRF-4, o que terminou ocorrendo no último final de semana, ficou provado, então, que tudo não passou de uma armação dos advogados de defesa, em combinação com o paspalhão que, mais cedo ou mais tarde, mandaria soltar o ex-presidente. Como principal e única alegação, o desembargador petista afirmou que estava agindo daquela maneira para oferecer ao ex-presidente preso o direito de fazer campanha como os outros candidatos.

Esquece o paspalhão que foi filiado ao Partido dos Trabalhadores por 19 anos, é amigo íntimo do ex-presidente, pois circula nas redes sociais uma foto dele beijando o rosto do Lula, com um largo sorriso de satisfação, observado de perto pelo petista Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal, e foi indicado como ministro do TRF-4 pela ex-presidente Dilma Rousseff, o seu único argumento para mandar soltar não é argumento, é leviandade. Na verdade Favreto é uma marionete nas mãos dos dirigentes do PT. 

Além dessa palhaçada do fantoche travestido de desembargador, é ouvir comentários de algumas pessoas, com o argumento de que decisão da justiça não se discute e que Lula deveria ter sido solto pela Polícia Federal, é saber que essas pessoas, provavelmente a serviço dos petistas, sabem que o desembargadorzinho não tinha essa autoridade para mandar livrar da cadeia, ou seja, colocar na rua, o ex-presidente já condenado em segunda instância, e que, provavelmente, não poderá ser candidato nas próximas eleições, já que é considerado ficha suja.

Para esses “comentaristas políticos de plantão” é bom lembrar que o Lula foi condenado e mandado para a cadeia pelo pleno de um tribunal; que o caso teve um relator - o desembargador João Pedro Gebran Neto -,  uma votação unânime, e que a matéria também já foi analisada pelo STF - tendo como relator o ministro Edson Facchin - mantendo a decisão do TRF-4, de Porto Alegre. Como obedecer uma decisão de justiça? Na verdade, foi a decisão de um desembargador totalmente comprometido com as causas petistas e que jamais poderia ter tomado uma decisão como aquela.

Tenho vergonha quando ouço certos comentários. Ainda bem que a justiça brasileira tem homens como o juiz Sérgio Moro, que mesmo no gozo de suas férias, conseguiu mobilizar os desembargadores João Pedro Gebran Neto, e o presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, e manter na cadeia esse ladrão do Lula e colocar água na cerveja da festa petista e apagar a churrasqueira preparada dois dias antes da decisão do desembargador fantoche, paspalhão, desavergonhado, leviano e cínico.

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