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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 980 / 2018

17/07/2018 - 11:03:46

A leitora

Isaac Sandes Dias

Desnecessário enfatizar ou pregar as vantagens da leitura.  Estas são, há muito, sentidas e usufruídas por quem tem esse saudável hábito. Seus benefícios vão desde a simples atualização dos fatos cotidianos, aos estudos acadêmico servindo até mesmo para o arejamento cerebral, mormente nesses dias em que a liquidez e a rapidez com que nossa sociedade se move torna-se assustadora.

Essa rapidez e pressa do homem moderno tem ferido de morte o hábito da leitura consistente.  Os jovens exigem, a cada dia, informações compactas breves e descartáveis. Raros são os casos daqueles que atualmente se voltam para a leitura mais profunda. A maioria prefere surfar na superfície dos parcos duzentos e oitenta caracteres do Twitter, não demonstrando qualquer paciência para a digestão de um texto mais encorpado.

Assim, a cada dia, vai se tornando distante e raro o hábito da leitura de textos um pouco mais longos ou obras volumosas. 

O mesmo acontece com a leitura de jornais, sejam eles diários ou semanais. As notícias ligeiras são alcançadas e devoradas pela rapidez da internet, os artigos de fundo, de natureza opinativa ou de cunho literário são, na maioria das vezes, lidos aos saltos ou mesmo ignorados pelo grande público.

Em meio a tais constatações, um fato me chamou a atenção e causou admiração. O vigor intelectual e curiosidade juvenil de uma leitora assídua deste semanário. Nesses tempos onde predominam os vernizes intelectuais, em que os leitores se mostram apressados, impacientes e voláteis, é gratificante encontrar alguém que se declara fiel e assíduo leitor deste semanário.  Alguém poderia dizer: é muito comum, ainda que nos dias de hoje, a existência de leitores cativos de determinados de semanários.

Concordo com tal assertiva, realmente ainda existem esses raros leitores, mas o que quero dizer é que a leitora da qual estou falando torna esse fato não apenas raro, mas excepcional e digno de uma notação exemplar.

O que distingue a leitora da qual estou falando é o fato de, possuir ela, uma lucidez intelectual impressionante, ser curiosa como uma criança que começa a descobrir o mundo, possuir uma alegria leve e contagiante e de, principalmente contar com noventa e três anos de idade.

Por tudo isso, estão de parabéns tanto este semanário quanto seus leitores, aqui representados, talvez, pela leitora mais longeva de um semanário, que, do seu quase século de idade, atende sem qualquer dificuldade pelo nome de Edla Quirino, a quem quero prestar minha singela homenagem pelo que representa de exemplo para todos nós, quer seja por sua lucidez e por sua jovial atualidade, como pelo bom humor e alegria de viver. 

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