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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 980 / 2018

17/07/2018 - 11:01:44

“Despois d’eu munta iagua”

Mendes de Barros

A história, é sabido, se repete com a assiduidade impressionante que a mantém em cena. Faz cerca de três séculos, Luiz XV, rei de França, por consequência de confusões administrativas no Reino, previu o futuro de seu país com uma frase que se tornou símbolo de seu governo, assim concebida: ”Aprés moi le déluge”, no português; “Depois de mim o dilúvio”.

Uma mulher, mais conhecida como Madame Pompadour, prestou-lhe assessoria qualificada no preparo dos malefícios que levaram o povo francês à execução do movimento revolucionário que derrubou a Bastilha, guilhotinou o filho que o sucedeu, o rei Luiz XVI, alcunhado de “ le roi soleil”, cujos raios iluminaram os revolucionários na criação de um governo democrático com fundamentos na Liberdade,  Igualdade e  Fraternidade.

Tratando-se de uma sucessão de Luizes com a previsão de um dilúvio, necessário se faz  compulsar a Bíblia para, na companhia de Noé, procurar saber a diferença entre os embarcados na sua Arca e os que talvez não sobrevivam às águas do sacerdote nordestino, sabendo-se que no dilúvio bíblico a ordem era para embarcar os decentes e afogar os pecadores, bem ao contrário das águas dos Luizes ou Lulas que só afogam os decentes e fortalecem os desqualificados embarcados na Arca do Inácio, que perdeu a viagem pela falta, apenas, de um dedinho de sorte.

Por força do Criador as águas estão subindo o nível e, queira Ele, como na Bíblia, afogue os imprestáveis que estão destruindo o país e embarque na Arca da Salvação do Brasil as urnas de outubro aqueles que não estejam comprometidos com a gatunagem que ameaça nossa pátria.

Os últimos acontecimentos envolvendo integrantes do Poder Judiciário são extremamente preocupantes.

Haverá um embarque na próxima eleição cabendo aos eleitores a escolha dos sobreviventes.

Todavia, eleitores, toda atenção é pouca tendo-se a certeza de que toda BB, ou seja: todo excremento flutua.

E tem mais “carrego” no horizonte quando se anuncia uma provável chapa de candidatos à presidência da República com Fernando Henrique Cardoso e Nelson Jobim para vice-presidente.

O primeiro foi quem iniciou a vulgarização da compra de votos parlamentares na aprovação da reeleição dos mandatos executivos e, com o resultado, o divino preso declarou a existência de 300 picaretas no Congresso, ao tempo em que o segundo, ministro do Supremo Tribunal Federal, na presidência da Corte, declarou haver fraudado a Constituição incluindo texto que não havia sido aprovado pela Assembleia Constituinte, permanecendo no cargo.

Cuida-te Brasil.

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