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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 980 / 2018

17/07/2018 - 10:56:34

GABRIEL MOUSINHO

A caminhada do governador

A indefinição na apresentação de um candidato por parte da oposição está levando o governador Renan Filho a avaliar novas alianças, até mesmo com quem está do outro lado do muro.

Na sua última aparição na cidade de Arapiraca, o governador não descartou o apoio do prefeito Rogério Teófilo, numa clara alusão de que é melhor prevenir do que remediar. Será que Renan Filho não está tão certo de sua reeleição, ou quer mesmo a unanimidade para ficar registrado na história?

Mesmo sem adversário no momento, o governador não tira o pé do acelerador e aumenta a velocidade ocupando todos os espaços para garantir sua reeleição e a do seu pai que deseja como nunca permanecer no Senado Federal.

Os próximos dias serão decisivos para se ter uma ideia de como ficará a eleição majoritária, onde as convenções partidárias darão o tom da disputa. Pelo sim, pelo não, Renan Filho não perde tempo e isso é muito importante para quem quer um segundo mandato. Os outros que se cuidem.

Falta pouco

O deputado Marx Beltrão tem reagido publicamente com o que ele acha que são fofocas sobre a renúncia da sua candidatura ao Senado. Mas ele mesmo sabe que as chances de se tornar senador desapareceram nas nuvens. O que o Marx deveria estar fazendo é recompor suas bases políticas e encarar de forma profissional a sua reeleição. No terreno da majoritária ele sabe que, a estas alturas, não tem vez.

Sem chances

Analistas políticos acham conversa fiada dizer que o ex-governador Téo Vilela poderia topar uma candidatura ao Senado ao lado de Rodrigo Cunha. Isso seria o racha de uma vez por todas com o PP do senador Benedito de Lira. 

Passos largos

O deputado Rodrigo Cunha não perdeu tempo depois do recesso na Assembleia Legislativa. Ele tem visitado cidades do interior e aparecido ao lado de importantes prefeitos de alguns municípios, mas ainda não deu pistas em qual palanque majoritário irá aparecer.

Projeções

A disputa para o Senado será difícil, mas muita gente acredita que os dois senadores eleitos serão Benedito de Lira e Renan Calheiros. Tradicionais na política alagoana, os senadores mantêm bases sólidas na capital e no interior do estado.

Força no Sertão

Mesmo condenado pela Justiça Federal a 28 anos de prisão, o ex-deputado e ex-prefeito de Canapi, Celso Luiz, continua com o prestígio em alta. Basta ver os carrões na porta de sua casa durante a semana e até nos domingos e feriados. Celso controla eleitoralmente grande parte do Sertão e é cortejado pelas grandes lideranças políticas de Alagoas. Quanto ao processo ele está recorrendo em liberdade.

Lá e cá

O senador Fernando Collor reafirma sua candidatura à presidência da República, mas não se descuida da política local. Collor tem participado de visitas no interior e deixado em suspense o que fará a partir das convenções partidárias. Como sempre o ex-presidente pode surpreender. Seus adversários estão com a pulga atrás da orelha.

Sem conversa

Quem pergunta ao senador Benedito de Lira sobre seu candidato ao governo, ele entroncha a cara. Está tocando sua campanha ao Senado e tem confidenciado que o candidato será apresentado no tempo devido. Mas ninguém sabe quem irá topar o desafio.

Dando um tempo

A propaganda paga sumiu dos intervalos da televisão e dos jornais da capital. Com isso governo e prefeituras podem destinar os recheados recursos em outras áreas que possam beneficiar a população. É uma exigência da legislação eleitoral.

Longe da mídia

Os candidatos às eleições de outubro também não poderão participar de solenidades públicas, nem de inaugurações. Estariam contrariando o que determina a lei. Quem insistir poderá ter a candidatura inviabilizada pela Justiça Eleitoral.

Confronto à vista

A estratégia da família Calheiros com vistas a 2022 é clara. Ao anunciar o nome de Luciano Barbosa para continuar vice de Renan Filho, pode-se deduzir que haverá, nos próximos anos, um embate entre ele e Fernando Collor que encerra o seu mandato de senador. É porque os Calheiros querem um nome que vá para o confronto, o que não seria a praia do ex-secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias.

Saindo fogo

Para quem conhece Fernando Collor, ele adora um confronto, bater de frente com quem quer que seja, mesmo que seja com a família Calheiros. O que o ex-presidente projeta é renovar o seu mandato se não der em nada sua candidatura à presidência da República. É uma peleja que vai atrair o eleitorado alagoano.

Cismado

O deputado Ronaldo Lessa não tem tanta certeza de que será reeleito deputado federal. Amigos próximos do parlamentar dizem que ele anda meio cabisbaixo, indiferente, pensativo de que poderia ter disputado o Senado da República. Os mesmos amigos assinalam a Lessa que não aposte muito no apoio de Renan pai e Renan Filho.

Aliança reforçada

Muito prático para o governador Renan Filho dizer que a saída de Marx Beltrão da disputa por uma vaga no Senado reforça a aliança política do seu grupo e dá mais força aos aliados. Já Marx justifica, depois de escanteado pelos Calheiros, que o trabalho coletivo está acima das motivações pessoais. Ah, bom!

Problema

Marx Beltrão, a partir de agora, vai ter mais dois problemas para resolver até as eleições. O primeiro que precisa justificar e pedir novamente o voto, desta vez para sua reeleição. O segundo é com a própria família, cujo irmão, Maikon Beltrão, já havia trabalhado e feito acordos para deputado federal, devendo consequentemente renunciar ao projeto.

Exagero

Algumas autoridades inconformadas com a decisão da justiça de que Lula permanecesse preso em Curitiba, exageraram nos comentários. Uma delas, do governo do Estado, taxou o juiz Sérgio Moro, como “Moro e sua quadrilha”, palavras inapropriadas para um personagem que exerce cargo público de relevância. O assunto sobre Lula é técnico, da Justiça, e a paixão de alguns deve ser deixada para outras oportunidades.

Desespero

Assessorias de alguns candidatos já colocam seus preferidos no rol dos mais votados, num evidente desespero da insignificância que eles possam merecer nas eleições de outubro. Com tanta patifaria feita por aí, muitos vão ter grande decepção nas urnas.

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