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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 980 / 2018

17/07/2018 - 10:54:26

Meio Ambiente

Sofia Sepreny

Aplicativo água e esgoto

Um novo aplicativo desenvolvido pela Agência Nacional de Águas (ANA) permite que qualquer pessoa com um dispositivo móvel conheça em detalhes a situação da coleta e do tratamento dos esgotos, do sistema produtor de água e do manancial que abastece sua cidade: o aplicativo atlas Água e Esgoto. Para facilitar a navegação, quando o GPS do aparelho estiver ativado o app disponibiliza, a partir de um clique na guia “Visão Nacional”, a opção de acesso direto aos dados da cidade onde o usuário se encontra. Sobre a situação dos esgotos, o aplicativo apresenta dados municipais das populações atendidas com coleta e tratamento de esgotos, somente com coleta, sem nenhum dos dois serviços e por fossas sépticas, além da carga de esgotos gerada e a remanescente após o tratamento. Além disso, a ferramenta mostra qual é a capacidade de diluição do principal corpo d’água receptor de esgotos daquele município e o desenho do sistema atual de coleta e tratamento de esgotos da localidade, além das alternativas técnicas e investimentos necessários para assegurar a adequada coleta e tratamento de esgotos em cada município até 2035. Para o Nordeste, também está disponível o nível atual dos cerca de 500 reservatórios que a Agência Nacional de Águas monitora.

“PL do veneno” 

Caso o Projeto de Lei 6922/2002, aprovado há quinze dias por uma comissão especial da Câmara dos Deputados, virar a nova lei de agrotóxicos, o Brasil estará na contramão das decisões recentes de países da União Europeia. O projeto dá mais poderes ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para realizar a avaliação toxicológica das substâncias e aprovação do seu uso, diminuindo as competências de controle e fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no processo.

Água x agrotóxico

A poluição hídrica causada por práticas agrícolas insustentáveis, marcadas pelo abuso de agrotóxicos, fertilizantes e outros produtos agroquímicos que escoam para rios, lagos e reservas subterrâneas, é um problema crescente em todo o mundo e frequentemente subestimado por formuladores de políticas e agricultores. O alerta vem de um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Instituto Internacional de Gestão da Água divulgado na mesma semana em que a comissão especial da Câmara aprovou o projeto que flexibiliza a Lei dos Agrotóxicos no Brasil, chamado por opositores de “PL do veneno”.

Cerrado

O Cerrado, segundo maior bioma natural do País, apresentou melhoras na taxa de desmatamento nos últimos dois anos em dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente. O estudo faz parte do monitoramento feito por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na comparação de 2016 com o ano anterior, a redução foi de 43%. Apesar do recuo, a perda da cobertura vegetal na região chega a 51%. A área devastada em 2017 era de 7.408 quilômetros quadrados, um tamanho 38% menor do que o registrado em 2015, quando a extensão era de 11.881 quilômetros quadrados.

Orgânicos

Um projeto de lei que restringe a venda de produtos orgânicos foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados na última semana. O PL 4.576/16, que aguarda o parecer do relator da comissão, é criticado por prejudicar a venda direta de orgânicos. A proposta é do deputado Edinho Bez (PMDB-SC) e limita a comercialização de produtos orgânicos a propriedades particulares e feiras livres ou permanentes em espaços públicos, alterando a Lei 10.831, em vigor desde 2003. Na prática o PL retira a permissão de produtores comercializarem, por exemplo, com governos que fazem a compra de alimentos orgânicos para o fornecimento da merenda escolar. O projeto foi aprovado no mês passado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Capadr).

Tartarugas

Outras duas tartarugas marinhas foram encontradas mortas por banhistas na terça-feira, 3, nas praias de Maceió. Uma em Jacarecica e outra na Pajuçara. Segundo biólogos do Instituto Biota de Conservação os dois animais eram da espécie oliva, machos, com cerca de 67 cm de casco. O órgão informou ainda que no último mês de junho 157 tartarugas foram encontradas mortas em Alagoas. Em maio o número havia sido ainda maior, 191 animais. Os registros apontam crescimento de desovas de tartarugas em praias alagoanas. Foram 40 no mês de junho, contra apenas 10 em maio. As causas das mortes dos dois animais ainda são desconhecidas.

Produção agrícola

Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) a produção agrícola mundial deve crescer 20% em dez anos. O aumento será ainda maior nas regiões em desenvolvimento, como a África Subsaariana, Ásia Meridional e Oriental, Meio Oriente e Norte da África. A projeção está no estudo Perspectiva Agrícola da OCDE-FAO 2018-2027, divulgado na última terça-feira, 3. De acordo com o relatório, a produção agrícola global cresceu de forma constante, conseguindo atingir níveis recordes, em 2017, no caso de tipos específicos de cereais, carne, lácteos e peixes. Porém a manutenção deste cenário envolve o incentivo do comércio agrícola, fundamentado em políticas específicas para o setor.

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