Acompanhe nas redes sociais:

25 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 980 / 2018

17/07/2018 - 10:52:55

Sururu

Da redação

Poder da toga

1 - Alguns membros do Tribunal de Justiça de Alagoas ainda não digeriram a fala do desembargador Washington Luiz ao reassumir o cargo após dois anos afastado do tribunal. 

2 - Mais que um discurso de retorno à suas atividades, a fala de Washington Luiz soou como um desabafo contra os que se omitiram em ajudá-lo e os que colaboraram nas denúncias contra ele no CNJ. 

3 - Com exceção de três desembargadores que estavam ausentes à sessão do último dia 3, o recado de Washington Luiz foi ouvido por todos os presentes, mas pelo menos em público, ninguém vestiu a carapuça.

4 - Ao lembrar que ficará no cargo por muito tempo ainda, o desembargador deu a entender que pode voltar a presidir o tribunal. E aí, seus adversários que se cuidem. 

5 - Denunciado por improbidade administrativa, Washington Luiz acredita que o processo a que respondeu no CNJ atendeu a interesses escusos de adversários políticos apoiados por colegas de toga do próprio TJ-AL. 

6- Por trás das denúncias que o afastaram do cargo por dois anos estaria a briga pelo comando político do Sertão, que ele disputava com outras lideranças da Região.

7 - De volta ao poder, Washington Luiz deve retomar os contatos políticos e expurgar os que se colocaram em seu caminho, inclusive alguns togados com influência no Sertão.

Danos morais 

Amigos de Washington Luiz confidenciaram à coluna que o desembargador já estaria consultando advogados em busca de reparação por danos morais e materiais decorrentes do processo que sofreu. 

Afastado das atividades em pleno exercício do mandato de presidente do TJ-AL, o desembargador pretende reaver o mandato interrompido e ser indenizado pelos prejuízos financeiros e morais. 

Durante os dois anos em que esteve afastado do tribunal, Washington Luiz recebia o salário de desembargador, sem as vantagens a que tem direito como auxílio-moradia, auxílio-alimentação, auxílio-saúde e outros penduricalhos que engordam a renda dos magistrados brasileiros. 

Briga de cachorro grande

1 - Cobiçado pela oposição para disputar o governo do Estado, o senador Fernando Collor de Mello tem até o dia 15 de agosto para decidir se topa essa parada. 

2 - Os partidos que o querem na disputa avaliam que Collor tem cacife para peitar Renan Filho de igual para igual, com chances reais de vitória. 

3 - Além do carisma de Collor na Capital e no Interior, sua candidatura supriria o desejo de vários segmentos sociais que não desejam ver Alagoas sob o domínio hegemônico dos Calheiros. 

4 - Com mais 4 anos de mandato pela frente como senador, Collor nada tem a perder, além do que pretende eleger o filho Fernando James deputado federal e reforçar sua base política para 2022. 

5 – É esperar para ver e conferir. 

Caminho de volta

Depois da volta de Washington Luiz, a expectativa agora é pelo retorno do juiz Léo Denisson, de Marechal Deodoro, denunciado por improbidade administrativa. Assim como o do desembargador, o processo contra o juiz deve ser arquivado por falta de provas. 

Entre outras denúncias, Washington Luiz e Léo Denisson foram acusados de atuar em benefício do então prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus. 

Em comum, os três são amigos do ministro Humberto Martins, do STJ, que em agosto assumirá o cargo de corregedor nacional de Justiça no CNJ, para o biênio 2018-2020. 

Como diz o dito popular, é melhor ter amigo na praça que dinheiro em caixa. 

Prioridades

O TJ-AL vai gastar R$ 2,3 milhões na construção de uma sede para abrigar a Turma Recursal de União dos Palmares.

Enquanto isso, a única Turma Recursal de Maceió sofre com a falta de estrutura física para julgar milhares de recursos dos 12 Juizados Especiais da Capital.

Vale lembrar que a unidade judiciária de Arapiraca, que atende o Agreste, não movimenta mais que 300 recursos, enquanto as demais comarcas do estado, juntas, não chegam a 100 processos.

Segurança armada

Os bancos que operam em Alagoas serão obrigados a contratar seguranças armados para reduzir o índice de violência que atemoriza a população. No caso dos caixas eletrônicos a segurança terá que ser feita 24 horas por dia. 

É o que dispõe lei de autoria do deputado Chico Tenório, promulgada semana passada pela Assembleia Legislativa. Tenório, que já foi dono de empresa de segurança, hoje defende os interesses do setor, que congrega 19 empresas e emprega mais de 4 mil trabalhadores. 

Mandatos             ameaçados 

O TRE-AL julgará dia 23 próximo recurso do prefeito Isnaldo Bulhões, de Santana do Ipanema, cassado por compra de votos junto com a vice Christiane Silva Bulhões Barros. 

Outro prefeito que está com o mandato pendurado na Justiça Eleitoral é Flávio Almeida, de Pão de Açúcar, também por crime eleitoral. Seu vice Clayton Farias está no pacote. 

Bondade

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (10) o Projeto de Lei 10332/18, do Poder Executivo, que concede gratuidade da tarifa de energia elétrica a famílias de baixa renda no consumo mensal de até 70 kWh. Agora a proposta seguirá para o Senado.

Alguém vai ter que pagar mais essa conta e certamente não serão os deputados, que fazem cortesia com o chapéu alheio. 

Zé bobão

Foi o senador Roberto Requião quem divulgou a informação falsa de que o juiz Sérgio Moro estava, domingo, em Portugal. Quem identificou o mentiroso foi o próprio Moro. A informação é do jornal Valor. E todos caíram no conto do Zé Bobão do Paraná. 

O PT perdeu

Na segunda-feira, o PT ainda festejava o sucesso do golpe do plantonista, com o argumento de que ele havia desmoralizado Sérgio Moro e a Lava Jato.

Agora bateu o desespero. Disse o Estadão: “A cúpula do PT admitiu ter sido um ‘erro jurídico’ a ação dos três deputados petistas de pedir a soltura de Lula. Avaliam que, apesar do ganho político, o PT queimou uma etapa importante com a Justiça e pode perder o apoio do ministro Dias Toffoli”. (O Antagonista)

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia