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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 978 / 2018

04/07/2018 - 10:22:59

Rússia se rende ao azul e vermelho de Alagoas

Regatianos e azulinos marcam presença em jogos da Seleção Brasileira no mundial

Bruno Fernandes Estagiário sob supervisão da Redação
O alagoano Caio Dâmaso e os dois amigos

Que o brasileiro está presente no mundo inteiro, todo mundo já sabe, porém, vários grupos de alagoanos estão representando o estado e empurrando a Seleção Brasileira na busca pelo seu sexto título mundial na Rússia. Os números ficaram evidentes quando torcedores dos principais times do estado – CRB e CSA - marcaram presença sábado, 23, na vitória do Brasil contra a Costa Rica por 2 a 1, no estádio de São Petersburgo, pela segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo Rússia 2018.

De acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e da Polícia Federal, cerca de 70 mil brasileiros estão na Rússia para assistir à Copa do Mundo. Esse número faz os torcedores brasileiros ocuparem o terceiro lugar no ranking dos que mais compraram ingressos para assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2018 na Rússia, atrás apenas de russos e americanos. Foram cerca de 72.512 entradas compradas. 

O alagoano Caio Dâmaso está no país com mais dois amigos, Davi Fernandes e Carlos Neto, todos de Maceió, e relatou já ter encontrado diversos grupos entre regatianos e azulinos. “O país é muito lindo, tudo muito limpo e com uma arquitetura diferente, eles realmente são muito caprichosos! O clima em jogos da Seleção Brasileira é maravilhoso, parece que estamos assistindo a um jogo no Brasil”, relatou o torcedor do CSA que está acompanhando o mundial

Outra alagoana marcando presença em terras estrangeiras é a regatiana Marília Rocha, que relata estar se sentindo em casa “Tem muitos conhecidos do CRB e do CSA. Viajei sozinha e acabei encontrando muito torcedor, principalmente do CRB no grupo de viagem que acabei conhecendo aqui” e completa. “Os russos estão tendo muita paciência conosco; sempre tentam nos ajudar, visto que a nossa principal barreira é a linguagem”. 

De acordo com a Polícia Federal, responsável por fiscalizar a saída e a entrada de pessoas no Brasil, não há números exatos da quantidade de alagoanos que viajaram para acompanhar o mundial. “O monitoramento é realizado a partir da nacionalidade das pessoas, e não pelo estado de origem. Outro fator que impossibilita a obtenção desses dados são as escalas. Como não existe voo direto do Brasil para a Rússia, em nosso banco de dados os brasileiros saem com destino para Portugal, para de lá ir para o país de destino”, relatou a PF por meio de sua assessoria. Segundo a agência Decolar, desde dezembro de 2017 a empresa notou um aumento nas buscas pelo destino “Houve um aumento de 81% a mais do que o registrado no ano anterior”, relatou a empresa.

Embora não existam dados concretos da quantidade de alagoanos no mundial, é certeza que existem muitos. Basta ler os comentários em posts nos perfis oficiais das redes sociais dos clubes alagoanos “Os estádios russos estão parecendo o Rei Pelé em dia de Clássico das Multidões”, comentou um internauta.

Jogador alagoano

E nem só de torcedores vive Alagoas. Depois de 56 anos, um alagoano voltou a defender a camisa da Seleção numa Copa do Mundo. Antes de Roberto Firmino, só Dida e Zagallo fizeram parte desse grupo seleto. O jogador é cria do Trapiche da Barra, em Maceió, e logo cedo conquistou outros campos. O maceioense estreou na Seleção Brasileira em novembro de 2014, sob o comando do então técnico Dunga.

Filho do ambulante José Roberto Cordeiro de Oliveira e da dona de casa Maria Cícera Barbosa de Oliveira, Firmino saiu do conjunto Virgem dos Pobres III, quadra 9, nº 30, no bairro do Trapiche, em Maceió, muito jovem e aos 27 anos, embora não esteja entre os titulares, está se destacando sempre que é chamado para entrar em campo na seleção comandada por Tite. Após uma temporada brilhante defendendo o Liverpool, espera manter a pegada e bom desempenho em terras russas. 

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