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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 978 / 2018

04/07/2018 - 10:16:50

Quanto pior, pior

ELIAS FRAGOSO

PIOR 1

Os candidatos – em todos os níveis – continuam fazendo ouvidos de mercador ao reclamos da população. Os 60% de abstenção, nulos e brancos no 2º turno da recente eleição de governador do Tocantins dão bem a amostragem desse sentimento. O que vem por aí nas eleições nacionais não será muito diferente. O que é ótimo para os profissionais da política. Os mesmos que aí estão e levaram o país aonde chegamos.

PIOR 2 

O aumento da violência e da insegurança é consequência direta da ocupação do território nacional pelas “guerrilhas” (não são mais facções de criminosos apenas, só não vê quem não quer). Já nos tornamos um México. Alguns estados estão claramente dominados pelos facínoras. Mas as autoridades continuam em negação. As quase 60 mil mortes a cada ano, a maior parte de inocentes, em nada mudou o panorama da bestialidade diária. Enquanto políticos continuarem a se “beneficiar” com votos e dinheiro bancado pelas quadrilhas, o quadro não mudará. Infelizmente.

PIOR 3

O Ministério do Planejamento detectou  que entre os 10% mais ricos do país estão, anotem bem: 67% dos funcionários federais, 45% dos estaduais e 20% dos municipais. União e Estados pagam em média salários 65% e 30% mais altos que o setor privado.  O salário médio no Executivo federal é de “apenas” 10 mil reais. Mas os “campeões” são, MP com 16,2 mil reais; Congresso: 16,3 mil reais e Judiciário: 17,3 mil reais. Uma aberração numa terra de miseráveis. Mostra com rude clareza aonde chegamos em matéria de disparates no quesito servidor público. O brasileiro não dá mais conta de sustentar os parasitas do serviço público e seus nababescos salários, em sua massiva maioria recebidos sem trabalhar ou com produtividade tão baixa que melhor seria se ficassem em casa para evitar mais gastos.

PIOR 4

Durante a crise de abastecimento provocada pela política de preços da Petrobras o país teve que continuar engolindo as criminosas tergiversações daquela companhia sobre o custo real da extração, distribuição e venda de combustível no país. Na real, a Petrobras importa cerca de 10% a 12% de combustível consumido no país cujos contratos de aquisição são de longo prazo e com preço fixo, portanto, não sofrem a ação direta do mercado especulativo que tem cotação diária. Mercado este, aliás que representa tão somente 5% do comércio global de combustível.

Como o custo nacional de extração de petróleo é de 4 dólares por barril de 159 litros do combustível, se estimarmos absurdos 400% para cobrir custos com distribuição, impostos e margem de comercialização da companhia e postos teríamos um custo barril da ordem de 16 dólares. Muito abaixo dos 74 dólares atuais praticados no mercado mundial. O que desnuda o crime que vem sendo praticado contra o consumidor brasileiro. O governo sabe disso (mas esconde). Os preços (e aumentos) exorbitantes têm um único propósito. Fazer você pagar pelo roubo dos políticos à empresa. E ponto final. 

Não elejam quem vai continuar a bradar que o “petróleo é nosso”. Deles, quer dizer. Saiba escolher ou vamos continuar a chafurdar na m.

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