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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 978 / 2018

04/07/2018 - 10:12:27

Não se agrada a todos

JORGE MORAIS

Tudo na vida tem dois lados ou duas versões. Seja uma estória, um objeto, na política, na religião, no esporte, quando alguns torcem por um determinado time, outros torcem por outro time. Até em uma Copa do Mundo existem os torcedores que se manifestam contra o seu próprio país. Conheci muitos desses, aqui, em Maceió. Dava até raiva assistir uma partida do seu lado. E, atualmente, existe até o a favor-contra, você imagina uma coisa, acha que ele está do seu lado, mas, na verdade, está torcendo contra você.

Faço este início de comentário para dizer que, esta semana, ouvi alguns comentários políticos no programa Jornal da Manhã, da Rádio Maceió AM, apresentado pelo jornalista Marcos Rodrigues. Toda segunda-feira, ele levanta um diálogo político com o também jornalista Ricardo Rodrigues, um estudioso da área política. Abro um parêntese para dizer que o Rodrigues é apenas uma coincidência, não existe nenhum grau de parentesco entre eles. E não é que nesta semana o negócio pegou fogo mesmo.

O Ricardo fez algumas colocações que não agradaram aos ouvintes e, de repente, mais do que de repente, o bate-papo entre os dois virou um debate com os ouvintes que entraram no ar para se manifestar contra ao que estava sendo dito pelo profissional. Entendi que, se você falar alguma coisa, mesmo que seja algo estudado e muito bem analisado e colocado, sempre vão aparecer aqueles que discordarão do pensamento transmitido. E foi isto que terminou ocorrendo, quando um determinado ouvinte entendeu que o Ricardo estava criticando o segmento político de direita em favor da esquerda.

A partir daí, não faltou mais assunto para o momento, que, por sinal, terminou extrapolando o horário estabelecido para a participação do Ricardo Rodrigues. Sabe que eu achei isso interessante, porque prova a versão original de que não existe unanimidade quando o assunto é política, religião ou futebol. Discutir essas três coisas é o mesmo que mexer em casa de maribondo. Se o outro Rodrigues - o Marcos - deixasse, era assunto para toda a manhã. O mais interessante de tudo foi que, em um programa de rádio, ao vivo, o ex-presidente Lula foi mais acusado do que defendido.

Se as pessoas entenderam mesmo o que o Ricardo Rodrigues estava comentando, e acho que fez com muita propriedade, muitos preferiram levar para o lado de quem gosta e de quem odeia o ex-presidente preso, sendo bem maior essa segunda opção. Eu mesmo não quero mais ter que suportar o Lula ou seus amiguinhos no Poder. Uma senhora chegou até a dizer que o ex-presidente já está ficando chato com essa conversa de golpe, que vai ser candidato, que é um perseguido político e não para de entrar com ações para ser solto, mesmo com a condenação em segunda instância e a confirmação por parte do Supremo Tribunal Federal.

De uma coisa eu tenho convicção: se o Lula for solto e, por cima, candidato, é melhor acabar com tudo isso que está aí, o povo tem que voltar às ruas, com baderna ou sem baderna, e construir uma Nação nova. Ocorrendo isto, nesse país eu não acredito mais, nem na justiça, que é a nossa última esperança para se fazer justiça. Que Deus nos livre do contrário. 

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