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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 978 / 2018

04/07/2018 - 10:10:07

Música e advocacia caminham juntas com Antônio Lopes

Veia artística do autor de mais de 50 composições se revelou nos festivais universitários

Maria Salésia [email protected]
Antônio Lopes divide o tempo entre petições, música, violão e piano

Música e advocacia andam juntas para o advogado trabalhista e civil Antônio Lopes Rodrigues. E foi ao som de seu violão e uma palhinha ao piano que ele recebeu o EXTRA em seu escritório para contar um pouco de seus dons de cantar, compor, tocar instrumentos musicais e ainda exercer outra profissão. De forma diferenciada, consegue compor e escrever poesias quando está montando seus processos no escritório. São mais de 50 composições, além de parcerias como as com Alan Bastos, Geraldo Cardoso e Felipe Cambelo, entre outros.

Alagoano da Ilha de Santa Rita, em Marechal Deodoro, o advogado disse que sua relação com a música vem desde o final da década de 1980, quando ainda estudante da Universidade Federal do Ceará cursava Química Industrial. Neste período, relembra, já participava de festivais universitários com músicas de sua autoria. Mas o gosto pela música vem de quando ainda criança seus pais ouviam Luiz Gonzaga e outros cantores da época. 

De volta a Maceió, cursou Direito e nunca deixou a veia artística de lado. E foi em dois festivais universitários de música promovidos pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que teve seu trabalho reconhecido e premiado. Em um, em parceria com Luís Carlos Angelo, emplacaram a música “Nenhum Segredo” que foi sucesso garantido. “Participamos como compositor. Já cantei, já gravei, mas gosto mesmo é de compor”, comparou Lopes.

O que dizer do projeto Anonimato, com músicos da terra,  onde Antônio produziu o CD e foi bastante elogiado pela crítica e amigos. Sem contar que já teve músicas gravadas por outros artistas como Aldemario Coelho, grande forrozeiro baiano. Prática comum do músico e advogado é sempre que um artista de outro estado vem a Alagoas ele o leva à sua casa na Ilha de Santa Rita e tenta compor juntos. Porém, “a iniciativa ainda não vingou. O pessoal se envereda por outra vertente”, descontraiu.

Lopes relembra que já recebeu em sua residência na ilha figuras públicas como Dorgival Dantas, Maurício Matar, Jair Rodrigues, Wanderley e tantos outros. Sem contar que o anfitrião ainda tenta colocar em prática o projeto cozinhar e cantar. “Já comecei a fazer isso, mas não surtiu muito efeito”.

Com tantas atribuições ainda sobra tempo para o músico e advogado se dedicar a sua mais nova paixão: cultivar rosas do deserto, na Ilha de Santa Rita. A ilha, por sua vez, serve de refúgio e inspiração para novas composições. Em tom de brincadeira confessa que de princípio a rosa seria para comercializar, “mas não deu certo. Faço doações mesmo”, confessou.

E em clima de Copa do Mundo, Antônio fala de uma música que compõs na Copa de 2014 e que não emplacou. Este ano, seria cantada por uma cantora da Bahia, mas também não aconteceu. A música é de uma sonoridade ímpar e passeia por vários períodos da cultura e história brasileira. Ela pode ser vista no Youtube. Antônio Lopes -´”É gol”. A TV Século 21 teve a iniciativa e fez um clip para presentear a quem aprecia a boa música. A música “Brisa Leve”, que fala de Maceió também pode ser encontrada no canal. 

Ele não desanima e diz que a música relacionada à Copa é tão atual e ao mesmo tempo fácil de tocar e empolgar que poderá ser gravada em qualquer período. Não é à toa que com a bagagem de homem que viajou por vários lugares do mundo, pesquisador nato e com uma ilha ao seu redor, Antônio faz um passeio cultural brasileiro começando por Castro Alves e seu navio Negreiro e continua até chegar no ´”É gol, é gol, é gol” por sete vezes.  E após dar uma palhinha, profetizou: “Entendo que essa música pode ser gravada em qualquer tempo. Quem sabe um dia?”, acrescentando que o problema agora é saber se você vai gravar para quem.

E nestes anos de caminhada, Antônio disse que o que ainda hoje lhe emociona foi participar dos festivais. “O que marca é você ouvir sua primeira música tocar nas rádios. Acho que tudo o que se refere a música e literatura ajuda a escrever qualquer coisa. Até hoje uso esses conhecimentos em minhas petições”, afirmou.

Antônio Lopes é mesmo diferenciado. Seria comum um escritório de advocacia decorado por um violão e um piano? Para ele sim. É uma válvula de escape nos momentos de tensão. “Tocando parece que você se desliga do mundo. Todo mundo deveria tocar um instrumento”, aconselhou. E foi com voz e violão (além de uma palhinha no piano) que o cantor, compositor, advogado e cultivador de rosas do deserto, Antônio Lopes, terminou a entrevista. Talento, carisma e voz ele tem. Vida longa para o advogado e artista que completou idade nova na quarta-feira, 27. 

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