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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 978 / 2018

04/07/2018 - 10:04:19

Casal opera cerca de 5.500 km de rede de abastecimento de água em AL

Desde os anos 1950 empresa vem crescendo e buscado melhorar os serviços na capital e interior

João Arthur Sampaio

Há quase 56 anos operacionalizando a distribuição de água para as casas do povo alagoano, a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) tem hoje cerca de 5.500 quilômetros de rede de abastecimento em todo o Estado, para dar conta dos 77 municípios que são atendidos nas regiões da Bacia Leiteira, Leste, Serrana, Agreste e no Sertão.

Em Maceió, a extensão das redes é de aproximadamente 1.500 quilômetros, que são operados por três Unidades de Negócio (Benedito Bentes, Farol e Jaraguá), para atender todos os bairros da capital.

Devido ao fato das redes existirem desde a década de 1950, com o tempo, alguns problemas vão surgindo, como o desgaste e a obstrução, que causam deficiência no abastecimento da cidade. Para consertar ou prevenir essa situação, a Casal realiza o serviço de substituição dos tubos danificados por novos, geralmente em PVC.

Em meados do século XX, boa parte da rede era feita em cimento amianto. Hoje, dos quase 5,5 mil quilômetros, apenas 45 são feitos a partir desse material, pois a maior parte é em PVC ou ferro fundido.

No ano de 2017, por meio da Unidade de Negócio Jaraguá, a Casal realizou a substituição de 5.228 metros de rede de abastecimento de água na parte baixa de Maceió. Foram mais de R$ 850 mil investidos nessas obras, que beneficiaram cerca de cinco mil pessoas em aproximadamente 700 imóveis.

O coordenador da unidade, Marcelo Ferro, disse que a maioria dos casos foi feita de maneira corretiva, para melhorar o abastecimento em muitos lugares onde faltava água. “O aperfeiçoamento era necessário em algumas regiões, mas essa troca também favorece a nossa outra meta, que é de reduzir as perdas, tanto físicas, quanto comerciais, para que o desperdício seja evitado”, explicou.

Vazamentos mais comuns

Em Maceió, os tipos de material de rede variam muito, mas a maior parte é em PVC; já as adutoras e subadutoras são em ferro fundido, e as de maior porte são feitas em aço. O assessor técnico da Vice-presidência de Gestão Operacional (VGO), Jorge Briseno, disse que 80% dos vazamentos ocorrem nos ramais, justamente por estarem expostos.

“Essas estruturas têm muitas conexões e são submetidas a pressões exageradas, além dos danos causados por alguns animais de rua, ou até por crianças brincando na região”, explanou.

Briseno também disse que alguns vazamentos ocorrem em áreas mais antigas, como a da orla lagunar, onde tem redes que operam há mais de 50 anos.

O superintendente de Negócio da Capital, Roberto Lôbo, alertou para pontos como o desgaste – pelo tempo de uso – e acidentes em ruas não pavimentadas. Ele disse que os vazamentos também ocorrem com mais facilidade nas áreas do Vergel, Ponta Grossa e Bebedouro, pois fazem parte da tubulação mais antiga da cidade.

Medidas para evitar vazamentos

Os equipamentos chamados Distritos de Medição e Controle (DMCs) possuem dispositivos de macromedição, que são as Válvulas Reguladoras de Pressão (VRPs) que ficam em caixas enterradas para equilibrar a distribuição e controlar as pressões da água. A Companhia instalou alguns desses equipamentos na parte baixa (de Jaraguá até Cruz das Almas) e em alguns conjuntos habitacionais no Benedito Bentes, para evitar novos rompimentos.

Esses DMCs também servem para, em casos de vazamentos, isolar apenas a parte que foi afetada, e não desligar a região inteira que é atendida por uma Unidade de Negócio. Dessa forma, um morador que é atendido por tal UN, mas mora longe do local em que houve o vazamento, não sofrerá com a momentânea falta de água.

A Casal tem contratos com empresas cujos objetivos são procura e conserto de vazamentos para cada Unidade de Negócio em Maceió, além de fiscalização, que checa os hidrômetros atrás de escoamentos e inversões. Há ainda contratos para obras de substituição de rede. “Nos últimos quatro anos, conseguimos diminuir bastante o número de danos, pois esse trabalho também pode ser feito como forma de prevenção a vazamentos”, afirmou o superintendente Roberto Lôbo.

Jorge Briseno enfatizou que a empresa tem trabalhado para ter esse controle da pressurização para evitar escoamentos. “Se a rede está submetida a uma pressão que passa de 30 kgf/m³ de água, começa a ter um rompimento maior. Mas com um limite de 20 kgf/m³, existe uma redução e ela começa a suportar. Quando não tem mais jeito, aí é feita a troca”, detalhou.

Qualquer vazamento de água pode ser comunicado à Casal por meio do Call Center, cujo número é o 0800 082 0195. Funciona todos os dias, das 7h30 às 19h.

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